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quinta-feira, 2 de julho de 2015

El-rei regressa na apresentação do livro

Quem não gosta de ler um bom livro? Acaba por ser uma intimidade singela, esta do autor para com o leitor, quase num universo paralelo em que, longe compreensão, nos compreendemos perfeitamente. Desde cedo me habituei a ler: primeiro veio as Minas de Salomão traduzidas pelo Eça, depois o jornal expresso acabou por despertar uma veia mais crítica no sentido literal da palavra.

Como vos dizer..., sempre tive por gosto ler e, sobretudo, ler bons livros, bons jornais (subentenda-se aqui escritores extraordinários e cronistas de referência). A loucura de Dostoievski transposta num pedaço de papel, o universo apocalíptico em que Dumas construiu a personalidade de Edmond Dantès, em paralelo a mágoa profunda e o espasmo futurista de Álvaro de Campos, isso fez de mim o que sou hoje (os tais génios literatos), não duvidem disso nem por um segundo. As questões mais profundas, politico-económicas, político-sociais, democrático-concretas e democrático-abstractas, aprendi-as com os tais cronistas de referência, nomeadamente Miguel Sousa Tavares, Ricardo Costa, Daniel Oliveira, Pacheco Pereira (e por aí fora...).

Mas agora de volta à realidade. O que vos trago aqui é o recente lançamento do livro de Miguel Relvas. Não se apoquentem, ele nem é o autor como os autores que em cima falei nem é tão pouco "autor" na concepção nua da palavra; entenda-se: organizou o lançamento de um livro escrito a "meias" com Paulo Júlio e chamou os pesos pesados da política e do PSD.

"O outro lado da governação" - esse é o nome da grande obra. Eis que a cooperação entre Relvas e Paulo Júlio trouxe ar puro à literatura portuguesa e aos portugueses. Especialmente porque são dois ex-membros do governo, colocados na boca do povo injustamente. «Houve uma reforma profunda que não foi terminada, mas que foi bem feita», atira Miguel Relvas na apresentação de hoje.
Saiu por cima hoje. De consciência limpa, afinal trabalhou muito intensamente na reforma da administração local, fez muito pelo seu país. Miguel Relvas não apresentou um livro, fez política, aquilo a que está habituado portanto, e fê-la da pior maneira que há: a mentir e sem um pingo de vergonha.

Álvaro Machado - 23:29 - 02-07-2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Dias cinzentos para o Governo Português

Guardo sábias palavras na minha memória. Uma das que mais fazem sentido, nos dias de hoje, são certamente as de Ricardo Araújo Pereira: «Eu prefiro não ser racional no futebol, não o sou de todo, mas sou-o na política. Sou muito racional. Vejo as coisas imparcialmente e contesto o que está mal. Agora, não me peçam é para defender custe o que custar um partido, uma cor partidária.».

O coligação PSD-CDS tem passado, nos últimos dias, um período menos reluzente no seu percurso governativo, claro que, com isso, supõe-se que algum dia foi passado assim. Façam vocês as vossas suposições.

i. O Tribunal de Contas pronuncia-se, em pleno dia de sol, quanto à privatização da EDP e da REN. O governo não «acautelou os interesses estratégicos do Estado Português após a conclusão do processo de privatização.»

E aí está: eis como destruir num ápice toda uma crença abléptica dos simpatizantes deste governo e da sua política de privatizações. Mas não façamos por menos, desde já ressalvando o papel fulcral da Parpública em todo este processo: permitiu, em todo o caso, que o BESI (Banco Espírito Santo Investimento) fosse avaliador do Estado, inicialmente, e fosse, à posteriori, consultor das empresas que manifestaram interesse no negócio.

Não se comecem já a rir. Contenham-se mais uma bocado, por favor. Vamos supor que o BESI foi honesto e não proporcionou conflitos de interesses nesta matéria, parece menos grave a coisa? Parece-me que sim, eu também concordo; mas revertam o sentido disso: vamos agora supor um cenário hipoteticamente mais drástico: que a CTG e a State Grid não cumprem o acordo... Pasme-se, o governo não colocou qualquer cláusula no contracto em caso de incumprimento!
(Agora sim, partam-se a rir...)

ii. Por cá, já estamos habituados a uma particularidade de Portugal aquando que comparado com outros países da União Europeia: quando se trata de progresso, desenvolvimento na estrutura produtiva e do tecido empresarial, redução da despesa do país ou crescimento económico mantemos a fasquia no lixo; em contrário, se estiver a ser avaliado os níveis de desemprego, de fuga de impostos, de corrupção..., aí já somos colocados na ribalta.

Hoje foi o dia de nos lavarem o rosto impregnado de mentiras: Portugal tem níveis de desemprego nos 13,2%, ficando assim no 5º lugar dos países com mais desempregados da UE; já no desemprego jovem, subimos mais uns pontos, ficando assim com o 4º lugar dos países com mais jovens desempregados (33,3%).

Em suma, apesar de certos indivíduos não terem qualquer consciência do estado em que realmente está o nosso país, os dados continuam, diariamente, a prová-lo em contrário. Esperemos avidamente pelos sorrisinhos de Paulo Portas e de Passos Coelho.

Álvaro Machado
 - 21:19 - 30-06-2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Um breve dizer, um longo sacrifício

Lembro-me que há dias sua santidade havia dito que os homens tinham arranjado um eufemismo para a morte dos idosos, para a razão de todo aquele doloroso sofrimento. Essa palavra seria nada mais do que «eutanásia».

O mesmo poder-se-á aplicar aos nossos políticos e aos que fervorosamente lhes mantêm apoio incondicional. O que temos assistido, neste últimos anos de governação PSD/CDS, é a um aproximar flagrante do abismo, onde os sacrifícios exigidos aos portugueses foram tomados em vão, ou não será do vosso entender que o desemprego de milhares de nós, a fome galopante que os interesses económicos e o sector bancário impingem, a completa estagnação da economia e a queda livre do investimento nos tornam um país pior?

Como podemos dar uma chance ao mesmo Passos Coelho que disse que o «estar desempregado era uma oportunidade»? Como o podemos dizer aos contribuintes que investiram na educação e na formação dos jovens dos dias de hoje que foi tudo em vão? Afinal de contas, emigraram mais de 165 mil jovens. Os beneficiados, como sempre, são os países que os receberão: não lhes sendo dispendiosa a formação, é com bom grado que recebem jovens qualificados para desenvolver os sectores mais diversos.

Ah, um momento. Esqueci-me que estão em preparação de eleições e portanto o país tem estado melhor. Já se adoptam palavras como «crescimento» e «emprego» ao invés da já referida estagnação e desemprego; o que se esquecem de dizer é que, e permita-me o senhor tal franqueza momentânea, esses dados estatísticos não passam de pura demagogia. Senão reparemos: os níveis de desemprego em Portugal descem porquê? Porque a classe média e os recém-formados emigram, bem como os que não estão inscritos no centro de emprego, e é por isso que, não sendo contabilizados, o desastre passa de uma hipérbole para um eufemismo.

Continuam a esquecer-se do essencial. Continuam a passar despercebidos ao facto de sermos um país sem uma agricultura sustentável onde importámos mais de 60% da alimentação; onde os nossos barcos são essencialmente artesanais e, por isso, não rentáveis para as pescas num mar longínquo em que a refrigeração é crucial; onde o interior é desertificado, sem nenhum investimento, sem nenhum incentivo que potencialize a entrada de novas empresas para desenvolver essas regiões fantasma…
Tentam convencer-nos que as exportações tendem a aumentar. O que não esmiúçam é que, efectivamente, exportar demasiado nem sempre é sinal de ‘peso’ na economia. Somos um país que depende em mais de 60% do turismo e onde as exportações não têm um valor acrescentado forte e capaz de competir no mercado internacional. Exportar têxteis e vinho não é suficiente. Falemos da Alemanha e tiremos dos alemães os bons exemplos: refiro-me a um país que não tem quase nenhuns recursos no solo, mas que, ainda assim, é dos países com a indústria pesada mais forte, que transforma, p.e, o cobre em produtos de grande valor acrescentado no mercado; ou então falemos da indústria automóvel, que exporta quantidades bíblicas de Mercedes para os EUA. E é por acaso que isto acontece, meus amigos? Não, não é. Tiveram e têm uma grande visão para o seu país e sabem aquilo que realmente querem. Só isso.

Mas não me venham com ilusões. Uma breve palavra como «flexibilização» é só um eufemismo barato que um ignóbil qualquer usa no parlamento, vamos lá ver, até soa bem.
Como a eutanásia encobre a morte, a flexibilização encobre a degradação das condições dos portugueses como nunca antes se viu. Essa é a verdade. Nua e crua.

Álvaro Machado – 02:26 – 28-03-2015

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Marcoenses, vamos mudar ou continuar a dança?

A campanha para as Autárquicas 2013 está já a todo o vapor no concelho do Marco. O Partido Socialista apresenta-nos um candidato independente, com uma vasta experiência e um conhecimento útil da região. O PS quer, definitivamente, neste ato eleitoral, definir-se e afirmar-se. Por isso, tem mostrado a todos os marcoenses a união que existe dentro e fora do partido em torno de um verdadeiro projeto de credibilidade. Com ideias e planos para o nosso concelho, Lino Tavares Dias garante fazer o melhor que sabe e o que faz falta à nossa terra.

Do lado de lá, temos um presidente da Câmara em funções. Alguém que tem demonstrado que ser político de carreira numa autarquia endividada não funciona. Manuel Moreira continua com a mudança tranquila (ou a dança tranquila, como dizem por aí), uma mudança que dura há oito anos e que tem muito que se lhe diga, ou não. Eu acredito que os marcoenses querem mudar de rumo, que querem um novo futuro.

Até 29 de setembro, espero assistir a uma campanha limpa, com boas ideias, sem demagogias e falsas promessas. Acima de tudo, espero eu, estamos todos a lutar por um Marco melhor! 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Divagando... Passos de Pedro Coelho


Sou um leitor assíduo dum conhecidíssimo blogue “O jumento” e confesso que desta vez vou plagiar a ideia do meu caro Jumento.
Vem isto a propósito de nas minhas divagações sobre tudo quanto decorre neste triste e apagado jardim à beira-mar plantado, na sua cada vez mais conturbada vida política com as conhecidas nefastas consequências sobre a nossa economia, sobre o bem-estar social das famílias, de todos quantos necessitam e pensam contar com o apoio das estruturas da Saúde para cuidarem dos seus males, daqueles inúmeros jovens que esperam encontrar na Escola Pública a realização dum sonho, que pretendem preparar-se para enfrentar o seu futuro profissional com um capital seguro de saber e conhecimento, de outros muitos milhares,que viam na Acção Social a esperança duma velhice tranquila ou dum apoio indispensável em situações de desemprego, enfim, de tantos que foram e continuam a ser iludidos por políticos cuja palavra, verdade, sentido da honra, dignidade, se perdem no emaranhado duma retórica sem respeito pela própria ética.

Assim e para dar ênfase às minhas palavras, transcrevo na íntegra as palavras de Passos Coelho, na circunstância de então, líder do P.S.D.:
“ Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm que ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções”
e mais adiante continua Passos Coelho a afirmar, que:
“Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde deviamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se”

E prossegue na sua retórica enganadora
“não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles”
E acaba questionando os presentes num jantar em Viana do Castelo organizado pelo P.S.D. :
“Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?”
Palavras bem actuais proferidas pelo 1º Ministro Passos Coelho, num jantar em Viana do Castelo, perante os seus acólitos e publicadas pelo jornal “O Público” de 06/11/2010.
Nem me valerá a pena perder tempo a comentá-las, tal o arrepio à justiça e o ataque desmiolado à integridade dos seus opositores políticos.
Quem diria que Passos Coelho na altura se limitava a interpretar ao seu modo um qualquer oráculo laranja.

Um abraço a todos
João Valdoleiros

terça-feira, 5 de março de 2013

Que futuro queremos para o Marco?


Este continuará a ser um ano agitado, não só a nível nacional, mas também local. Até finais de Setembro, as eleições autárquicas voltarão a trazer-nos a uma realidade mais próxima, que, embora nunca esquecida, tem sido deixada um pouco mais de parte devido à realidade nacional.

O desafio que enfrentamos no Marco de Canaveses é deveras importante e merece uma avaliação profunda. Já lá vão quase oito anos de governação de Manuel Moreira e, por isso, é necessário que dispensemos algum tempo para fazermos um pequeno mas central raciocínio: o que mudou nos dois últimos mandatos autárquicos no Marco e o que poderia ter mudado?

Antes de mais, é importante recordar o que somos: Temos uma das mais baixas coberturas das redes de água e saneamento do país; temos uma rede de transportes públicos que tem vindo a ser profundamente e continuamente prejudicada, colocando em causa a mobilidade da população; não temos um documento orientador da estratégia territorial actualizado (PDM), que tem provocado um desregulado e, muitas das vezes, ilegal crescimento urbano; assistimos a uma tendência assustadoramente crescente da taxa de desemprego, que já está entre as mais altas da região Norte; emigração crescente de jovens num concelho sem uma verdadeira política para a juventude; incapacidade de potenciar uma dinâmica de turismo sustentável que valorize o património natural e arquitectónico do território; incapacidade de atracção de investimento económico; enfraquecimento e perda de valências no sector da saúde; aposta tímida na educação.

Obviamente, a herança deixada por anteriores executivos condicionou muito a acção do actual presidente da câmara, mas esta não pode ser a eterna "desculpa" de Manuel Moreira. Muito se pode fazer com pouco dinheiro. A principal incapacidade do actual executivo parece ser a ausência de vontade em traçar um futuro, um plano a longo prazo para o Marco. A estratégia tem vindo a ser "ir vivendo", mas os marcoenses pedem mais do que isso: é necessário pensar, idealizar e traçar uma visão estratégica. Não chega elaborar projectos irrealistas para apresentar nos momentos eleitorais e depois tudo cair num saco sem fundo, como tem acontecido até aqui: são exemplos a prometida renovação da biblioteca municipal, a construção do centro cultural da Casa dos Arcos ou do parque fluvial de Alpendorada, a requalificação da zona ribeirinha do Torrão ou os projectos para a Casa de Quintã e para o Carrapatelo.

Não. Não queremos projectos populistas para os quais nem sequer se prevê financiamento. Não queremos o discurso demagogo dos últimos anos. Queremos, sim, novas ideias, novas formas de fazer política, mais atenção às pessoas, uma política de proximidade, de sentido comunitário.

Por estes e muitos mais motivos, é urgente que os marcoenses reflictam acerca do que desejam para um futuro próximo. As autárquicas podem marcar um ponto de viragem no rumo do Marco de Canaveses e esse momento depende de todos e de cada um de nós. Daqui a pouco mais de meio ano, seremos chamados a decidir. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A eterna desculpa de Manuel Moreira

Os anos podem passar, as condições podem mudar, mas há algo que permanecerá igual: a desculpa constante de Manuel Moreira com o passado. 


De facto, a dívida que o actual presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses herdou, não pode ser esquecida. As condições não foram (nem são) fáceis. No entanto, há que destacar que a desculpa do passado não serve para tudo. 



Já lá vão quase oito anos desde a tomada de posse e muito pouco mudou. Se antes éramos já um dos concelhos mais atrasados do país, agora essa condição agravou-se. De acordo com um estudo elaborado pela Universidade da Beira Interior, somos agora o 12.º pior município do país para se viver (ver aqui), entre os 308.



E há problemas que são bem conhecidos dos marcoenses: a reduzida cobertura da rede de água e saneamento (uma das mais baixas do país), a falta de dinâmica da economia concelhia, as ligações ferroviárias entre a cidade e a estação de Caíde (Lousada), a destruição da linha do Tâmega, a inexistência de uma política de mobilidade interna, uma falsa agenda cultural...


São só alguns exemplos do que sente a população que cá vive. Há acções e iniciativas para as quais pouco ou nenhum dinheiro será preciso, mas a vontade de fazer parece tão pouca que chega a causar vergonha alheia. 


Precisamos de uma câmara municipal mais aberta, de um presidente que sinta diariamente todos estes problemas, que tente fazer mais e melhor. Não precisamos de festas, não precisamos de falsas promessas, não precisamos de obra para inglês ver. Precisamos sim de mais trabalho, de coisas que por mais pequenas que possam parecer, acabem por fazer toda a diferença. 



Não precisamos que nos mintam. O Marco não tem turismo ou uma boa qualidade de vida. Mas podia ter. A culpa não é toda sua, senhor presidente, mas vai ter de concordar, já podia ter feito bem melhor.



E se o passado não pode servir para Manuel Moreira se desculpar perante os marcoenses, também o futuro não o poderá ser. Isto porque por aí tem surgido (novamente) o medo do regresso de Ferreira Torres. E, tendo isso em conta, muitos já se aproveitam do facto para não deixar fugir o "voto útil". 



Voto útil será aquele que rompa com o passado. E do passado já faz parte o actual presidente... Por muito que ele se esqueça disso. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quem quer ser presidente da Câmara?

"Candidatos procuram-se", li num destes dias por aí, numa referência ao mistério que teima em permanecer quando se fala em candidatos à Câmara Municipal do Marco de Canaveses. 

Numa altura em que por todo o distrito já existem candidatos aos vários executivos para as autárquicas deste ano, no Marco paira a dúvida (e o medo), mais uma vez. Se já é dado como certo, para alguns, que Avelino Ferreira Torres tentará novamente a sua sorte, o mesmo não poderá ser dito acerca dos possíveis adversários.

Certo e sabido é que Manuel Moreira tem dois grandes amores: o Marco de Canaveses e o concelho onde reside, Vila Nova de Gaia. Continuará o actual presidente apostado em fazer a "mudança tranquila" no interior do distrito, ou rumará ao litoral?

Com certeza, as decisões estarão tomadas de ambos os lados, mas ainda nada é oficial. 

Do lado do PS, seria interessante, pela primeira vez, perceber se existe vontade política de uma união à esquerda. Há, certamente, vontade disso também por parte de muitos comunistas e também socialistas.

No entanto, o PS saberá indicar, seguramente, o melhor candidato e o que melhor servirá a população marcoense.

Afinal, quem quer ser presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Campanha política


Estive a ler algumas partes do programa eleitoral do PSD. Nunca é tarde para relembrarmos algumas demagogias surdas que foram, pouco a pouco, moldando um percurso de tal ordem destrutivo que parecia, todavia, a qualquer cidadão, um bom programa eleitoral pelo simples facto de ser inexorável.
Não pude deixar de verificar que, ao longo do programa, a palavra "crescimento económico" é repetida até à exaustão; outras como justiça social, reforçar a economia, combater o desemprego, também se fizeram ouvir, ainda que surdas.

A palavra "austeridade" ganha, neste programa, um novo fôlego: note-se, por exemplo, que ela é defendida pela via da redução de despesas, evitando o aumento das receitas fiscais - como diria o Passos Coelho na campanha eleitoral "Não vamos subir os impostos" ou "O IVA não é para subir. O que temos de fazer se formos Governo é reestruturar o IVA, o que significa que, nas três taxas já existentes, temos de reclassificar produtos e serviços de modo a alargar a receita".
Como entendo agora Luís de Camões no seu poema "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"... Agora evaporada a campanha eleitoral, e já com o governo formado, a história é outra: sobem-se os impostos, sabendo que se trata do aumento de receita fiscal, sobem o IVA de ano para ano e por aí adiante.

Isto tudo apenas para reflectir um pouco. «Fico perplexo quando imagino o que as pessoas podem fazer para alcançar certos e determinados objectivos. Na verdade, coisas como o dinheiro e o poder são manipuladoras ao ponto de fazer mentir ou deturpar o que realmente pensamos...»
Fico com uma certeza quase dogmática em relação à política em geral: qualquer partido que prepare uma candidatura focada, essencialmente, no poder não poderá agir em defesa do seu país, não poderá estabelecer Portugal como um país digno e não poderá ser chamado de patriótico; esta falta de transparência, demagogia e falta de criatividade, como o caso destes programas eleitorais, reduzir-nos-á a escombros somente.

Álvaro Machado – 15:30 – 23-10-2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Política e os Portugueses 11

Episódios do dia-a-dia em que sinto no meu bolso (e no de todos) as políticas concretizadas no Hemiciclo (esse lugar que não raras vezes me parece distante):

I. As prioridades, em muitas ocasiões da vida, refletem em muito aquilo que pensamos ou consideramos mais importante. Para este Governo, nos dias que que vivemos, a prioridade é claramente a imagem política do partido e do governo relativamente ao diferendo com Paulo Portas, uma vez que foi tão célere a convocatória para reunião dos órgãos nacionais do partido... Uma rapidez que assombra o mais pacato dos portugueses, visto que essa mesma rapidez não se tem verificado relativamente a uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril de 1974: no dia 15 de Setembro saíram 1 milhão de Portugueses à rua para por em causa tudo aquilo que Passos Coelhos, Paulo Portas e companhia têm feito ao longo do ano, não obstante os números massivos da manifestação... Ouvem-se apenas grilos a ecoar nos jardins de São Bento relativamente ao descontentamento nacional. Coisa secundária, portanto...

II. A Reorganização da Administração Local tal como está plasmada na lei nº 22/ 2012 é, na minha modesta opinião, redutora, ineficaz e insuficiente. Esta lei, que poderia criar as condições para uma reorganização condigna para com as populações, castra à partida muito daquilo que poderia alcançar: representatividade, eficiência administrativa, regionalização, proximidade de qualidade... Foi vergonhoso assistir ao não consenso por parte do PSD e CDS relativamente à constituição dos executivos municipais... Em cima de tudo isto, temos no Marco de Canaveses a condução do pouco que resta (agregação de freguesias) de forma deficitária, autista e autocrática!!! Lamentável... Quando a mudança se exige... O calor aperta nos nós das gravatas! Depois estranhe-se que a sociedade esteja de costas voltadas para a política!!

Vamos mudar isto ou quê?? Não é mais tempo de ficar no café a opinar ou no sofá a barafustar! Ação, intervenção e envolvimento é o que se exige!! Junta-te a nós... O Marco precisa, Portugal precisa de ti!
Porque, frequentemente, a política que ambiciono e projecto é muito distante da política praticada. Mas também porque a política é essencial para o quotidiano equilibrado de uma sociedade sustentável!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ciclo de Sessões de Esclarecimento da JS Marco no Freixo


Na passada 6ª feira, dia 13 de Julho, decorreu a quarta das cinco sessões de esclarecimento que compõem o ciclo acerca da Reforma da Administração Local que a Juventude Socialista do Marco de Canaveses (JS Marco) está a conduzir. Esta sessão decorreu no auditório da Estação Arqueológica de Tongobriga na noite do dia 13. Perante uma plateia bem composta (acima de 50 pessoas) a JS Marco concretizou mais uma sessão dirigida à população e autarcas marcoenses com o propósito de os informar, debater e auscultar relativamente a esta questão que marca o panorama político atual. A mesa de trabalhos foi composta por Agostinho Sousa Pinto (PS Marco), por Rui Cunha Monteiro (PSD Marco), por Miguel Carneiro (JS Marco) e por Ana Moura Pinto (JS Marco) – moderadora da sessão. Avelino Ferreira Torres (CDS-PP Marco) não pôde estar presente devido a razões profissionais.

Numa sessão que se prolongou até ao dia seguinte (eram cerca de 00:30h quando a mesma terminou) foi possível assistir a um debate deveras interessante, onde os argumentos circularam por toda a plateia e desta partiram diversas interrogações e interpelações à mesa que demonstrou um nível de qualidade superior. A sessão ficou marcada por intervenções assertivas e estimulantes tanto da plateia como da mesa de trabalhos. Intervenções como a de Coutinho Ribeiro, Bruno Caetano, Fernando Alves e Jorge Valdoleiros conferiram um brilho extra a uma sessão que se destacou, sem qualquer dúvida, pela qualidade e diversidade de perspetivas. Foi possível, ao longo das mais de 2 horas, debater assuntos como as infraestruturas existentes e inexistentes, a necessidade de concretizar o processo de regionalização do país, a premência de rever e melhorar os moldes atuais das Comunidades Intermunicipais (CIM), as potencialidades e limitações da reforma autárquica e as putativas vantagens que esta pode conferir ao território marcoense.

“Foi um enorme prazer concretizar mais esta sessão de esclarecimento, tanto enquanto coordenador concelhio da JS marco como marcoense, uma vez que esteve patente a capacidade intelectual e o espírito construtivo de que os marceonses devem fazer bandeira em momentos como este: esta é uma oportunidade histórica – não uma responsabilidade indesejada. Pessoalmente, encaro esta reforma como um momento em que esta geração de políticos pode deixar a sua marca de forma indelével na história marcoense, esperando que sejam capazes de efetuar a melhor reforma possível da gestão territorial, possibilitando uma ampla janela de oportunidade de desenvolvimento do nosso concelho. Fazendo uso da coragem e visão demonstradas nas intervenções desta sessão penso ser possível conseguir uma reforma que reúna um amplo consenso e, concomitantemente, potencie o território marcoense, projetando-o no futuro, durante décadas para vir” - Miguel Carneiro.

O ciclo de sessões de esclarecimento continuará em Soalhães, no dia 28 Julho (sábado) pelas 21:30h na Casa do Povo de Soalhães. Esta será a quinta e última sessão do mesmo e será dirigida, primeiramente às freguesias de Soalhães, tabuado, Várzea de Ovelha e Aliviada e Folhada. Porém, afigurando-se esta sessão como a última, a JS Marco lança o apelo à população marcoense para que não perca esta oportunidade de se fazer ouvir, de deixar a sua opinião e dialogar diretamente com os decisores políticos do nosso concelho. O desafio é simples: deixe a sua opinião, contribua para o futuro do concelho.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Quem parou a eletrificação?

Uma breve viagem pelos blogues marcoenses hoje de manhã permitiu, de imediato, ficar a par de perspetivas interessantes em torno da realidade do nosso concelho. Se, por um lado, João Monteiro Lima, no blogue Marco 2009, sublinha a necessidade de surgir um candidato suprapartidário que defenda os interesses do Marco Canaveses, isto de acordo com vozes de diferentes quadrantes políticos. Por outro lado, no blogue Marcoense Como Nós, é possível ler um texto que versa sobre uma outra versão dos factos ocorridos aquando do cancelamento da eletrificação da linha ferroviária do Douro, projeto lançado a concurso pelo governo socialista de José Sócrates e posteriormente cancelado. Cometendo a indelicadeza de copiar o texto na íntegra, publico aqui o mesmo, visto, no caso de ser verdade esta versão, hvaer lugar a ilações e explicações a retirar para o panorama político marcoense.
Ainda deste ponto de vista, em breve deixarei aqui algumas considerações sobre este projeto que teima em dar muita conversa antes de ser realidade.

A deputada do PS e antiga secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, disse hoje que a suspensão da requalificação da linha do Tâmega, entre Amarante e Marco de Canaveses, foi uma imposição do PSD.
“No quadro da negociação do Orçamento do Estado (OE) para 2011, em 2010, uma das exigências do PSD ao então Governo do PS foi que ficassem suspensas todas as obras públicas que não estivessem já em execução”, disse hoje a deputada, em declarações à Lusa.
A deputada, que integrou um grupo de parlamentares que visitaram o interior do distrito do Porto, sublinhou que a obra de requalificação da linha do Tâmega, dividida em três fases, já tinha concluída a primeira, que passou pelo levantamento dos carris.
Quando se anunciava a segunda fase, que previa o nivelamento do pavimento, ocorreu, de acordo com Ana Paula Vitorino, a imposição de suspensão da obra, “contra a vontade do Governo do PS”.
A antiga secretária de Estado insiste que foi só no atual executivo PSD/CDS que, no contexto do Programa Estratégico de Transportes (PET), foi tomada a decisão de encerrar as linhas de via estreita, nomeadamente a do Tâmega.
“Esta era uma coisa que o Governo anterior não queria, pois pretendia uma requalificação profunda dessas linhas”, frisou a atual deputada.
Em 2009, quando foi suspensa a circulação na linha, Ana Paula Vitorino, então no Governo, garantiu em Amarante, perante o autarca local e o do Marco de Canaveses, que as obras iriam mesmo avançar.
A então secretária de Estado procurava na altura tranquilizar os autarcas e a população que temiam pelo encerramento definitivo da linha, o que veio a confirmar-se já com o atual Governo.
À Lusa, Ana Paula Vitorino reafirmou hoje que as obras eram necessárias por questões de segurança, de acordo com uma auditoria realizada às linhas de via estreita, na sequência do acidente na linha do Tua, em agosto de 2008.
A mudança de Governo e de política para o caminho-de-ferro acabaram por ditar que o processo de requalificação evoluísse de forma muito diferente do previsto pelo executivo socialista.
“Foi um erro estrutural do atual Governo”, disse, explicando:
“A decisão de encerrar a linha é uma falsa poupança. Deixámos de ter o défice de exploração, mas há outros défices ambientais, energéticos, de orçamento familiar e desenvolvimento económico e social da região”.
Ana Paula Vitorino referiu à Lusa não se esquecer do compromisso que assumiu com a região, garantindo que continua a bater-se, agora como deputada, pela necessidade de o Governo investir no transporte ferroviário.
A propósito, disse ser “um erro crasso” o Governo estar a deixar cair a linha do Douro, ao não permitir que prossigam as obras de modernização, nomeadamente a eletrificação do troço entre as estações de Caíde de Rei (Lousada) e do Marco de Canaveses.
Em 2010, o último Governo de José Sócrates mandou suspender aquela empreitada, para a qual já tinha sido lançado concurso, uma decisão, segundo Ana Paula Vitorino, imposta pelo PSD no contexto de negociação do OE.
Desde então, apesar da mudança de Governo, nunca mais foi possível desbloquear o processo, nada valendo os protestos dos autarcas e da população.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Política e os Portugueses 10

Episódios do dia-a-dia em que sinto no meu bolso (e no de todos) as políticas concretizadas no Hemiciclo (esse lugar que não raras vezes me parece distante):

I. Irónico é certamente que meses após o PS ter proposto a prorrogação do período de ajustamento ter vindo a público, em nome pessoal, Miguel Frasquilho - vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, concordar com essa mesma proposta! Este episódio é, claramente, uma manifestação, um fenótipo do pensamento que é cada vez mais consensual no seio do PSD: os prazos e as metas estipulados são impossíveis de alcançar. O problema de tudo isto é que à custa de uma série de jogos de poder (ai e tal não podemos ser nós a pedir isso, tem de ser a Troika a propor! Não podemos dar parte fraca... etc) os PORTUGUESES estão a pagar, do seu bolso, as medidas estipuladas, tão orgulhosamente, "além da Troika". Enquanto uns têm medo de assumir o monumental falhanço do programa de ajustamento outros sentem no corpo o que os primeiros - medrosos - vão determinando no sentido de esconder, com uma peneira, o sol. Mas o jogo há-de continuar... É isto que se acredita ser o melhor para o país: jogar com posições de poder que, NINGUÉM SE ILUDA, são imutáveis: ele não é nem nunca foi nosso!

II. A maioria dos portugueses frequenta aulas, faz frequências, trabalhos, apresentações e é posta à prova por outros instrumentos de avaliação que tais para ter uma licenciatura... 3 semestres é que se exige, em média, para obter o grau de licenciado em qualquer universidade, incluivamente na Lusófona!! Apenas Miguel Relvas parece estar acima de qualquer outro português: 1 ano, 4 avaliações e 32 equivalências são suficiente spara um homem cujo currículo profissional justifica a ausência de quaçquer experiência de aprendizagem universitária/ politécnica. Mais um caso para o panteão dos grandes momentos que dignificam os nossos políticos!!

Vamos mudar isto ou quê?? Não é mais tempo de ficar no café a opinar ou no sofá a barafustar! Ação, intervenção e envolvimento é o que se exige!! Junta-te a nós... O Marco precisa, Portugal precisa de ti!
Porque, frequentemente, a política que ambiciono e projecto é muito distante da política praticada. Mas também porque a política é essencial para o quotidiano equilibrado de uma sociedade sustentável!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sessão Esclarecimento: Penha Longa 15 Junho


É já hoje, a partir das 21:30h na Junta Freguesia de Penha Longa que irá decorrer a segunda sessão de esclarecimento acerca da reforma da adminsitração local. Depois de uma primeira sessão muito concorrida (maioritariamente intervenientes políticos, é verdade) Penha Longa recebe a segunda sessão de esclarecimento.

Admitindo que melhor poderia ter sido feito na primeira sessão, nomeadamente quanto ao rumo e âmbito da sessão - dedicou-se boa parte do tempo a discutir se a reforma é desejada ou não - e quanto à divulgação - maior divulgação boca-a-boca e freguesia a freguesia - não queremos nesta segunda sessão repetir os erros. Assim sendo, podem hoje contar com um debate de cariz mais construtivo e futurista, objetivando a real discussão das implicações da reforma, dos critérios a esta inerentes e ainda as interpretações possíveis da portaria publicada em Diário da República (que pode ver aqui). O trabalho de casa foi, a meu ver, feito da melhor forma possível e esta será uma sessão onde a população fará, sem dúvida, a sua voz ouvir-se, colocando as suas questões e explanando as suas opiniões.

Junta Freguesia Penha Longa

A Junta de Freguesia (foto acima) acolhe então a segunda sessão de esclarecimento que contará, na mesa de debate com Agostinho Sousa Pinto (PS), Rui Cunha Monteiro (PSD) e Avelino Ferreira Torres (CDS-PP). Além destes convidados estarão ainda representadas as juntas de freguesia de Penha Longa, Paços Gaiolo, Paredes de Viadores, Sande e São Lourenço. Num claro esforço de incluir toda a população e escutar também o tecido associativo marcoense foram também convidadas a estar presente diversas associações locais (desportivas, culturais e sociais), tal como grupos de jovens das freguesias abrangidas. Penso que temos, por tudo isto, todos os ingredientes para que esta seja uma sessão profícua e positiva, onde os marcoenses vejam esclarecidas muitas das questões que vão surgindo relativamente a esta temática.

A toda a população, a todos os marcoenses, reitero novamente o convite: apreçam e deixem o vosso contributo em prol do melhor futuro possível do nosso concelho.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ciclo Sessões Esclarecimento: Toutosa 1 Junho


Deixamos aqui o cartaz relativo à Sessão de Esclarecimento que irá decorrer na freguesia de Toutosa, no próximo dia 1 de Junho (6ª feira), pelas 21:30h.
A JS Marco Canaveses convida toda a população a fazer parte deste evento que pretende ser um verdadeiro contributo de todos para o concelho marcoense. Podem esperar total liberdade de opinião e um ambiente d elivre cicrculação de ideias, onde a visão de todos os partidos políticos será respeitada e projetada. Este é um ciclo de sessões dirigido aos marcoenses, não é um qualquer veículo de propaganda política... Contamos com todos para este conjunto de iniciativas! Até 6ª feira...

Para mais informação, por favor consultar:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O POVO faz toda a diferença III

As ligações ferroviárias para o Marco de Canaveses representam um serviço essencial ao desenvolvimento da nossa comunidade, ajudando a esbater diferenças entre o litoral do distrito, com índices de desenvolvimento superiores, e a zona mais interior do mesmo. Este serviço é, de facto, basilar, não apenas para a comunidade marcoense mas também para os concelhos circundantes, visto que esta representa uma oferta de mobilidade valiosa, sustentável e eficiente. É, aliás, surpreendente o argumento que a CP utiliza da inviabilidade financeira da ligação Marco - Caíde, uma vez que esta se verifica apenas porque a eletrificação da linha não foi ainda concretizada. Neste ponto em particular, não posso deixar de atribuir parte da culpa aos governos socialistas, uma vez que esta é uma promessa política que remonta já a 1997, não isentando, por isso, também os governos social-democratas. É importante, todavia, salientar um aspeto central nesta contenda marcoense: nunca o anterior governo [socialista] colocou em causa a ligação ferroviária urbana Marco - Caíde, ao contrário do que está, atualmente, em cima da mesa, pelo que não se compreende as injúrias sucessivamente concretizadas pelo atual executivo camarário e pelo PSD Marco.
Importa então clarificar alguns aspetos de todo este processo, de forma a situar os marcoenses, conferindo uma noção mais exata da matéria:

1. Está, neste momento, em negociação a alteração de algumas ligações, nomeadamente o ajuste de horários do serviço inter-regional, entre a CP e a Comissão de Utentes; as ligações que estão em estudo são as abaixo indicadas.


2. A CP propôs o usufruto dos comboios inter-regionais a tarifas urbanas, isto é, mais económicas, de forma a não prejudicar a população pela supressão e ajustamento das ligações atualmente existentes.

3. Deverão ser mantidas 90% das ligações Marco - Caíde, ou seja, serão suprimidas apenas 4 a 5 ligações, de acordo com o volume de utilização das mesmas, diminuindo, deste modo, o impacto negativo da medida;

4. Estes ajustes serão concretizados caso - ISTO É IMPORTANTE - seja assegurada a concretização da eletrificação da linha ferroviária até ao Marco de Canaveses. Quer isto dizer que o SERVIÇO APENAS SE MANTERÁ CASO O GOVERNO ASSUMA O COMPROMISSO DE ELETRIFICAR A LINHA FERROVIÁRIA.

5. Caso NÃO SEJA ASSUMIDO O COMPROMISSO DE ELETRIFICAÇÃO DA LINHA FERROVIÁRIA o serviço de ligação Marco - Caíde TERMINARÁ.

6. A decisão de eletrificar a ligação ferroviária Marco - Caíde é da competência da tutela das empresas CP e REFER (o investimento nas infra-estruturas deve ser feito pela REFER e não pela CP), assim sendo, a decisão cabe ao Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro (tal como já havia indicado aqui).


7. Este é o momento de aguardar pela decisão do governo relativamente a esta questão, tendo presente que foram reprovadas recomendações do PS e do BE para a eletrificação e aprovada a recomendação, no mesmo sentido, do PSD.

À luz destes factos, é perentório assumir que esta é uma luta que não foi ainda vencida. Os marcoenses conseguiram vencer a batalha da supressão das ligações ferroviárias, de forma temporária, uma vez que, caso não avance a eletrificação, essa vitória terá sido em vão. Não podemos dar a luta por vencida até estar concretizada a eletrificação. Os marcoenses não podem deixar este assunto cair no esquecimento, sob a ameaça de não o conseguirem, caso seja demasiado tarde, reavivar.

Aguardam-se mais desenvolvimentos acerca deste assunto, sendo certo que a JS Marco Canaveses dará conta de todos os avanços e novidades, partilhando com os marcoenses as informações que tão fulcrais são para o seu quotidiano. ESTIVEMOS, ESTAMOS E ESTAREMOS SEMPRE do lado dos marcoenses nesta e noutras lutas, por isso asseguro-vos... PODEM CONTAR COM A JS MARCO DE CANAVESES.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coelhinho Piegas

Anda por aí um piegas dum 1º ministro a mandar piadinhas e graçolas aos Portugueses... A fazer do seu sentido de humor a principal característica da sua governação... Sim, porque isto podem ser apenas piadas e brincadeiras... Mas de mau gosto diga-se!!

Pessoalmente, devo confessar, gostei da assertividade, da transparência de ideiais e da frontalidade com que Passos Coelho diz que se deve "não sermos piegas" e sermos exigentes!! Não poderia estar mais de acordo... Penso que a palavra piegas é algo agressiva, mas sou também crente de que é preciso agressividade, intransigência e capacidade de incisão para resolver os nossos problemas económicas. Fazer uso daquele estilo bem britânico, directo e conciso, de discurso e política! Sou apoiante dessa postura, confesso...

Posto isto... Não consigo voltar a rir-me... E agora... Assoma-se-me novamente a sensação de estupidez e verborreia!! Deixar de ser piegas?? Deixar de ser piegas??

Em que momento é que, do alto dos seus 40 e poucos anos, Passos Coelho alguma vez teve motivos para ser piegas!! Desde a JOTICE, passando pela Licenciatura tardia, um saltinho às empresas, da família, em que foi gestor até à liderança do Governo... Que senhor é este para falar de pieguices?! Que calos formados de sachola ou pá na mão tem ele para abominar pieguice?! Que dores lombares de tantos sacos de cimento, tantos fardos de palha ou tantos pesos levanatdo tem ele para chamar pieguices?? Quantas vezes já educou 3 ou 4 filhos com um orçamento familiar de 700€ e, ainda assim, lutar para que acedam ao ensino superior??

Pieguices Coelhinho?? Piegas és tu que dizes tanta asneira que provoca até embaraço alheio! Piegas és tu que pedes sacrifícios e contratas de forma desmedida e AINDA PAGAS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E NATAL (peço desculpa, abono suplementar)! Piegas és tu que prometes o mundo e não és capaz de levantar um grão de areia, desfazes-te em mentiras meses apenas (vídeo abaixo)!! Piegas és tu que não tens coragem para assumir as tuas ideias ultra-liberais e preferes utilizar o chavão "crise" para desculpar tudo o que fazes!!

Ainda há-de chegar o dia em que tu sabes o que é ser piegas e ter razão para o ser!! Brincar com os Portugueses é que andas tu a fazer!!

Fique claro: Eu sei que existem medidas a tomar, existe uma enorme mudança para concretizar... Existe muito a fazer!! Nada será rosas de agora em diante... Mas tu, Coelhinho, vai ser piegas ao...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Os exemplos vêm de cima

Os jornais informavam o povo: Atenção que os subsídios de Férias e de Natal para as nomeações de cargos públicos do governo, estavam nos contratos, mas no entanto estão suspensos enquanto dura o Programa de Assistência Financeira.
Mas como o Povo é inteligente, consultou um Decreto-de-Lei de 20-01-2012, ou seja, publicado após o acordo da Troika, depois do Orçamento de Estado de 2012, depois de tudo o que imaginem.
Para nosso espanto (ou não) o DL 11/2012 da Presidencia do Conselho de Ministros diz o seguinte (sobrepondo-se a tudo o que o Governo dizia):


E ficamos por aqui! Tirem as vossas conclusões.
PS: Desculpa Nelson a repetida usurpação de conteúdos!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Discriminação Pura


A proposta do executivo de um projecto de lei sobre Procriação Medicamente Assistida (PMA) em que consagra a maternidade de substituição, vulgarmente conhecida como barrigas de aluguer, abrange apenas casais heterossexuais, avançou o jornal Público!! Entretanto foram propostas alterações a esse projecto, no intuito de alargar a PMA, pelo BE e pela JS (na pessoa do seu Secretário Geral, Pedro Delgado Alves).

A proposta da JS, claro está, foi rejeitada...

Discriminação é a palavra adequada a estes acontecimentos! Da parte de vários partidos, o voto deveria ter sido a favor!! Basta consultar a literatura científica, especialistas e experts e ver nesses meios o conhecimento válido a sustentar a ideia de que os casais homossexuais são tão bons pais como qualquer outro casal... Aliás, são exactamente iguais!!
Discriminação retrógrada!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Onde pára a Democracia!

Há já alguns anos que é isto... Há já alguns anos que o dinheiro dos contribuintes portugueses serve para alimentar aberrações, interesses e jogos de poder!!

O caso do motorista para o gabinete de Miguel Relvas a ganhar cerca de 2500€ por mês é fantástico!! Que motorista deve ser... E o carro?? Bem, deve ser melhor que o Kit!! Incrível!!

Depois verificam-se resultados como este: Apenas 56% dos portugueses acreditam que a democracia é o melhor sistema de governação!! Quer isto dizer que há sensivelmente o mesmo de número de pessoas a querer a liberdade quantas há a querer a ditadura (talvez a monarquia também)!!
A credibilidade que os políticos têm está pelas ruas da amargura!! Vergonhoso!