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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Semana da Juventude 2015

Tem início no próximo dia 12 (quarta-feira) mais uma Semana da Juventude promovida pela Câmara Municipal de Marco de Canaveses. Durante quatro dias decorrerão diversas actividades culturais. A Juventude Socialista do Marco marca lugar nos habituais stands da juventude. Por isso, esta é a oportunidade para saberes quem somos, o que já fizemos e o pretendemos fazer.

Junta-te a nós, porque TU FAZES PARTE!

Cartaz Semana da Juventude 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cultura marcoense? Nem tanto.

O conceito de mostrar os valores de uma terra, de um concelho, parece, por vezes, invocado ao desbarato, tratado de forma leviana e até deturpadora. Não fui claro? Pois bem, vejo cada vez mais a afluência de uma devoção exagerada aos 'talentos' da terra marcoense, isto partindo de pressuposto que realmente prospera talento na pessoa em questão.

Vamos directos ao assunto. Em todos os lugares, por mais oníricos que possam parecer, acaba por existir alguma incoerência, alguma metodologia não tão exímia quanto pensávamos, algo que ostentámos como imensamente capaz e saiu como lacuna irremediável. Penso que isto, em qualquer lado do planeta, é uma ideia mais ou menos concebida pelos seus habitantes.

No Marco de Canaveses a questão nem é tanto assim: recorrentemente nos surge uma devoção abléptica pelos ares da cidade, onde o Rio Tâmega ganha a dimensão e a beldade do Tejo, onde o Presidente da Câmara se torna num Obama com diferença apenas no tom de pele ou quanto muito por usar óculos, e onde, por fim, os desalentos se tornam, e pasme-se até o senhor com isso, em verdadeiros artistas impregnados de obras d'arte intemporais.

Assim sendo, toda e qualquer expressão de 'arte' que veja a luz do dia graças a um marcoense é de bradar aos céus. E aqui exclui-se automaticamente qualquer tentativa de parar um pouco para pensar: será realmente bom ou será porque o conheço? Tornar-se-ão meros escritos se frases soltas e inócuas numa elite intelectual digna de uma revista como Orpheu?
São questões inoportunas, compreendo-vos; afinal, quem ousar quebrar esta corrente de tudo ser «do bom e do melhor» e, sobretudo, ser marcoense? Ninguém. Nem eu.

E é desta forma que o povo se habituou sempre a viver e a lidar muito bem com as mentiras - porque as transformam em verdades, ainda que erroneamente falando. Mas deixemo-nos de diplomacia: considerem bom o que realmente é bom; considerem mau, digam-no firmemente, quando o é de facto.
E não se apoquentem: o que é bom será sempre reconhecido.

Álvaro Machado - 02:47 - 14-07-2015

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Marcoenses, vamos mudar ou continuar a dança?

A campanha para as Autárquicas 2013 está já a todo o vapor no concelho do Marco. O Partido Socialista apresenta-nos um candidato independente, com uma vasta experiência e um conhecimento útil da região. O PS quer, definitivamente, neste ato eleitoral, definir-se e afirmar-se. Por isso, tem mostrado a todos os marcoenses a união que existe dentro e fora do partido em torno de um verdadeiro projeto de credibilidade. Com ideias e planos para o nosso concelho, Lino Tavares Dias garante fazer o melhor que sabe e o que faz falta à nossa terra.

Do lado de lá, temos um presidente da Câmara em funções. Alguém que tem demonstrado que ser político de carreira numa autarquia endividada não funciona. Manuel Moreira continua com a mudança tranquila (ou a dança tranquila, como dizem por aí), uma mudança que dura há oito anos e que tem muito que se lhe diga, ou não. Eu acredito que os marcoenses querem mudar de rumo, que querem um novo futuro.

Até 29 de setembro, espero assistir a uma campanha limpa, com boas ideias, sem demagogias e falsas promessas. Acima de tudo, espero eu, estamos todos a lutar por um Marco melhor! 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

João Proença e Paulo Paraty com Lino Tavares Dias

João Proença, ex-secretário geral da UGT, e Paulo Paraty, antigo árbitro internacional, estarão na sessão «Desporto e associativismo», organizada pela candidatura de Lino Tavares Dias à Câmara Municipal do Marco. A não perder, este sábado, a partir das 21h30 no auditório municipal. 


quinta-feira, 28 de março de 2013

Que Sistema Político para o Território e a Cidadania? por Lino Tavares Dias


 
Que Sistema Político para o Território e a Cidadania?
Nós, Cidadãos, em Março de 2013, temos sorte!
Reparem. D. Afonso Henriques pode ter conhecido Tongobriga mas nunca teve o privilégio de ler D. Dinis ou conhecer a fachada do palácio do Fidalgo em Vila Boa de Quires, nem D. Dinis teve o privilégio de ler Camões ou atravessar a Ponte ferroviária D. Maria Pia, nem Camões leu Eça de Queirós e não conheceu Paris como cidade da luz ou a Torre dos Clérigos, nem Eça leu Fernando Pessoa, nem Fernando Pessoa teve o privilégio de ler Vergílio Ferreira, Torga ou Saramago e conhecer a Ponte da Arrábida ou a Igreja de Siza Vieira no Marco.
Nós temos, à nossa disposição, toda esta grandiosa herança. Mas, porque temos este privilégio, também temos responsabilidade acrescida.
Tal responsabilidade obriga-nos a refletir sobre a Capacitação e Sustentabilidade do Território.
Que capacidade cultural tem o nosso território?
Qual o limite da sustentabilidade para o território?
O nosso território está sustentado numa riqueza cultural construída e reconstruída ao longo de milénios.
Recordo o que Adriano, imperador do século II d.C., salientava: “construir é colaborar com a terra” e “reconstruir é colaborar com o tempo”.
Perante a riqueza cultural do território surge, por vezes, a tentação de o gerir como se de um museu se tratasse. É uma mera perspetiva.
Em contrapartida, ignorar, total ou parcialmente, a riqueza intrínseca desse mesmo território também origina desequilíbrios colossais.
Desequilíbrios que têm sido autorizados pela Administração Pública, e que só serão minimizados quando se valorizar a identidade dos territórios, quando forem culturalmente reconhecidos pelas populações e tratados com proximidade pelas administrações.

O Estado produz legislação generalista para todo o País. Depois, as administrações do Estado preocupam-se com quem manda no território. Não se preocupam como mandam no território. São meras leituras administrativas, por vezes com suportes técnicos pouco certificados, de que resultam decisões tomadas por gosto pessoal ou por imposição de influências. Como tal, tais decisões podem variar com os humores e com os ritmos políticos.
Será que o cidadão e as instituições conhecem as regras em que se movimentam?
Neste ambiente administrativo como pode ser reconhecida a inovação e a qualidade?
O território é gerido, a partir de legislações nacionais, por municípios e por órgãos desconcentrados da AP que mais não são que emanações nomeadas e exemplos de “centralismo desconcentrado”.
Para além desta mentalidade crónica da AP de atuar por “subdelegação” sobre todo o território das diferentes regiões, há outras dificuldades práticas na gestão.
Na região norte, por exemplo, o território está dividido em 86 espaços administrativos (ou espaços territoriais) que são geridos por 86 municípios, com abordagens técnicas diferentes e por vezes conceitos distintos.
Perante as propostas dos cidadãos em intervir, normalmente através de propostas de construção e edificação, a AP responde com exigência administrativa na apresentação e nos conteúdos dos projetos. Por vezes seguem-se consultas técnicas, constituindo-se um somatório de pareceres, muitas vezes com dispersão de decisões por diversas instituições.
Por experiência própria confirmo que na gestão do território as decisões não só não são suportadas em análises transdisciplinaridades, como também o procedimento administrativo se sobrepõe ao conteúdo do projeto.
É indispensável que o território seja assumido como suporte de Identidade e de Cidadania e, para isso, não pode ser capturado.
Como salientou Gonçalo Ribeiro Teles “há três elementos fundamentais para os países, incluindo Portugal, se manterem como tal: os lugares, as potencialidades e os recursos que nos dão a Terra-mãe e as suas Gentes”. Havendo estas três condições, há lugar à autenticidade, sinónimo de Identidade. Uma coisa autêntica é aquela que tem passado, que tem alicerces e que tem também um presente que se vê, que se sente, mas que também tem futuro, onde a criação é fundamental.
Qualquer desenvolvimento regional, nomeadamente para a região norte, exige planeamento estratégico plurianual para o seu território. Mas é fundamental que tal planeamento não resulte do somatório de diretivas setoriais do “centralismo centralizado” ou do “centralismo desconcentrado”, mas, em contrapartida, resulte da articulação da economia com a ciência, com a investigação e com as identidades regionais que suportam as nossas paisagens culturais milenares.
Seria fundamental a existência de órgãos regionais transdisciplinares responsáveis pela salvaguarda das identidades dos territórios.
Assumindo que as Comissões de Coordenação, ou Comissões de Coordenação e Desenvolvimento, são órgãos com provas dadas ao longo de décadas, poderia ser aqui que se agregavam os serviços desconcentrados da Administração Pública.
Mas, para além desta mera medida administrativa que, em contrapartida, exigiria solidez e maior representatividade das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, permitindo-lhes a plenitude da coordenação, sinto que é fundamental mudar o ato de decidir, reduzindo a interpretação pessoal sobre mero parecer técnico.
É indispensável qualificar as decisões, reduzir as arbitrariedades e dar garantias de equidade aos Cidadãos.
A minha experiência de cerca de três décadas na gestão de áreas da Cultura, leva-me a identificar a grande dificuldade que existe em “qualificar uma decisão” e em “torná-la ato assumido de cidadania”.
Neste sentido, as regiões deveriam constituir órgãos colegiais, consultivos, vinculativos, com constituições transdisciplinares que reunissem membros da Administração Pública setorial, membros das Universidades e dos Politécnicos, representantes dos Municípios e das economias regionais.
Desta forma participada, técnica e cientificamente suportada, poderíamos falar de decisões estratégicas, ao contrário do que atualmente acontece muitas vezes, em que as decisões resultam de mero gosto pessoal, teimosia ou convicção de qualquer diretor geral.
Podem ter a certeza de que o nosso território “reconhecerá e agradecerá” todos os cuidados que lhe prestemos e que permitam garantir-lhe uma maior sustentabilidade e identidade cultural.
Recordo que temos, à nossa disposição, uma grandiosa herança. Mas, porque temos este privilégio, também temos responsabilidade acrescida.
Temos o privilégio de ter território com sustentabilidade cultural, mas tal impõe-nos a obrigação cívica de desafiar as novas gerações.
Será indispensável assumir algumas atitudes. Saliento dez:
1)    Será importante assumir como prioritária a criação e existência de órgãos regionais colegiais, transdisciplinares, estratégicos e técnicos, de consulta obrigatória;
2)    Será importante implementar investigação permanente sobre o território, sobre o património e a paisagem cultural;

3)    Será importante, e indispensável, que a investigação sobre a região seja articulada, através de planos plurianuais de médio e longo prazo, entre as instituições públicas e privadas, as universidades e os politécnicos. Deste modo rentabilizam-se orçamentos e recursos humanos muito qualificados e impõe-se, em concreto, a investigação aplicada e desenvolve- se a partilha cívica com as comunidades;

4)    Será importante inserir a identidade do território nas preocupações quotidianas das crianças, dos jovens e dos adultos, assumindo formação ao longo da vida;

5)    Será importante assumir o património construído como âncora identitária de desenvolvimento regional e não só como mero produto pontual e acabado, usado como peça bonita para mostrar ao turista;

6)    Será importante que os espaços patrimoniais sejam assumidos como oportunidades de investimento, não só para servir o turismo mas também para desenvolver sistemas motivadores de micro economias regionais promotoras da fixação de pessoas e de multiplicação de massas críticas;

7)    Será importante que as tutelas que gerem espaços classificados, se assumam prioritariamente como promotores da manutenção e conservação da paisagem cultural milenar mas, também, como parceiras estratégicas e suportes à criação e ao reuso qualificado dos sítios.

8)    Será importante que as tutelas se preocupem menos com a animação festiva;

9)    Será importante desenvolver estratégias de programação, para retirada de espúrios de forma a corrigir os malefícios que levaram à degradação de espaços urbanos e rurais;

10) Será importante respeitar o território, repensando o investimento megalómano no crescimento da rede urbana e, em contrapartida, assumir a assunção de responsabilidade na requalificação identitária e na reutilização. 

Em síntese, temos que assumir o território como coisa frágil e finita mas também temos que o saber usar de tal modo que até o ócio seja negócio.
 
LINO AUGUSTO TAVARES DIAS

terça-feira, 5 de março de 2013

Que futuro queremos para o Marco?


Este continuará a ser um ano agitado, não só a nível nacional, mas também local. Até finais de Setembro, as eleições autárquicas voltarão a trazer-nos a uma realidade mais próxima, que, embora nunca esquecida, tem sido deixada um pouco mais de parte devido à realidade nacional.

O desafio que enfrentamos no Marco de Canaveses é deveras importante e merece uma avaliação profunda. Já lá vão quase oito anos de governação de Manuel Moreira e, por isso, é necessário que dispensemos algum tempo para fazermos um pequeno mas central raciocínio: o que mudou nos dois últimos mandatos autárquicos no Marco e o que poderia ter mudado?

Antes de mais, é importante recordar o que somos: Temos uma das mais baixas coberturas das redes de água e saneamento do país; temos uma rede de transportes públicos que tem vindo a ser profundamente e continuamente prejudicada, colocando em causa a mobilidade da população; não temos um documento orientador da estratégia territorial actualizado (PDM), que tem provocado um desregulado e, muitas das vezes, ilegal crescimento urbano; assistimos a uma tendência assustadoramente crescente da taxa de desemprego, que já está entre as mais altas da região Norte; emigração crescente de jovens num concelho sem uma verdadeira política para a juventude; incapacidade de potenciar uma dinâmica de turismo sustentável que valorize o património natural e arquitectónico do território; incapacidade de atracção de investimento económico; enfraquecimento e perda de valências no sector da saúde; aposta tímida na educação.

Obviamente, a herança deixada por anteriores executivos condicionou muito a acção do actual presidente da câmara, mas esta não pode ser a eterna "desculpa" de Manuel Moreira. Muito se pode fazer com pouco dinheiro. A principal incapacidade do actual executivo parece ser a ausência de vontade em traçar um futuro, um plano a longo prazo para o Marco. A estratégia tem vindo a ser "ir vivendo", mas os marcoenses pedem mais do que isso: é necessário pensar, idealizar e traçar uma visão estratégica. Não chega elaborar projectos irrealistas para apresentar nos momentos eleitorais e depois tudo cair num saco sem fundo, como tem acontecido até aqui: são exemplos a prometida renovação da biblioteca municipal, a construção do centro cultural da Casa dos Arcos ou do parque fluvial de Alpendorada, a requalificação da zona ribeirinha do Torrão ou os projectos para a Casa de Quintã e para o Carrapatelo.

Não. Não queremos projectos populistas para os quais nem sequer se prevê financiamento. Não queremos o discurso demagogo dos últimos anos. Queremos, sim, novas ideias, novas formas de fazer política, mais atenção às pessoas, uma política de proximidade, de sentido comunitário.

Por estes e muitos mais motivos, é urgente que os marcoenses reflictam acerca do que desejam para um futuro próximo. As autárquicas podem marcar um ponto de viragem no rumo do Marco de Canaveses e esse momento depende de todos e de cada um de nós. Daqui a pouco mais de meio ano, seremos chamados a decidir. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A eterna desculpa de Manuel Moreira

Os anos podem passar, as condições podem mudar, mas há algo que permanecerá igual: a desculpa constante de Manuel Moreira com o passado. 


De facto, a dívida que o actual presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses herdou, não pode ser esquecida. As condições não foram (nem são) fáceis. No entanto, há que destacar que a desculpa do passado não serve para tudo. 



Já lá vão quase oito anos desde a tomada de posse e muito pouco mudou. Se antes éramos já um dos concelhos mais atrasados do país, agora essa condição agravou-se. De acordo com um estudo elaborado pela Universidade da Beira Interior, somos agora o 12.º pior município do país para se viver (ver aqui), entre os 308.



E há problemas que são bem conhecidos dos marcoenses: a reduzida cobertura da rede de água e saneamento (uma das mais baixas do país), a falta de dinâmica da economia concelhia, as ligações ferroviárias entre a cidade e a estação de Caíde (Lousada), a destruição da linha do Tâmega, a inexistência de uma política de mobilidade interna, uma falsa agenda cultural...


São só alguns exemplos do que sente a população que cá vive. Há acções e iniciativas para as quais pouco ou nenhum dinheiro será preciso, mas a vontade de fazer parece tão pouca que chega a causar vergonha alheia. 


Precisamos de uma câmara municipal mais aberta, de um presidente que sinta diariamente todos estes problemas, que tente fazer mais e melhor. Não precisamos de festas, não precisamos de falsas promessas, não precisamos de obra para inglês ver. Precisamos sim de mais trabalho, de coisas que por mais pequenas que possam parecer, acabem por fazer toda a diferença. 



Não precisamos que nos mintam. O Marco não tem turismo ou uma boa qualidade de vida. Mas podia ter. A culpa não é toda sua, senhor presidente, mas vai ter de concordar, já podia ter feito bem melhor.



E se o passado não pode servir para Manuel Moreira se desculpar perante os marcoenses, também o futuro não o poderá ser. Isto porque por aí tem surgido (novamente) o medo do regresso de Ferreira Torres. E, tendo isso em conta, muitos já se aproveitam do facto para não deixar fugir o "voto útil". 



Voto útil será aquele que rompa com o passado. E do passado já faz parte o actual presidente... Por muito que ele se esqueça disso. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quem quer ser presidente da Câmara?

"Candidatos procuram-se", li num destes dias por aí, numa referência ao mistério que teima em permanecer quando se fala em candidatos à Câmara Municipal do Marco de Canaveses. 

Numa altura em que por todo o distrito já existem candidatos aos vários executivos para as autárquicas deste ano, no Marco paira a dúvida (e o medo), mais uma vez. Se já é dado como certo, para alguns, que Avelino Ferreira Torres tentará novamente a sua sorte, o mesmo não poderá ser dito acerca dos possíveis adversários.

Certo e sabido é que Manuel Moreira tem dois grandes amores: o Marco de Canaveses e o concelho onde reside, Vila Nova de Gaia. Continuará o actual presidente apostado em fazer a "mudança tranquila" no interior do distrito, ou rumará ao litoral?

Com certeza, as decisões estarão tomadas de ambos os lados, mas ainda nada é oficial. 

Do lado do PS, seria interessante, pela primeira vez, perceber se existe vontade política de uma união à esquerda. Há, certamente, vontade disso também por parte de muitos comunistas e também socialistas.

No entanto, o PS saberá indicar, seguramente, o melhor candidato e o que melhor servirá a população marcoense.

Afinal, quem quer ser presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O sucesso Marcoense




O sucesso só é alcançado em pleno quando partilhado por muitos. Assim é o palco e o mundo artístico. Um artista só se sente realizado quando alguém admira o seu trabalho.
Há uns anos poder-se-ia afirmar, com certeza, que a nossa terra, Marco de Canaveses, pouco ou nada teria para que nascessem músicos, pintores, escritores, pessoas ligadas à cultura e enfim tudo o que seja ligado ao ramo da arte. E, no entanto, eles nasceram. Destacaram-se por um talento nato e único…
Hoje é de bom grado que digo, com certeza: «Marco de Canaveses: uma terra repleta de jovens carregados de talento!». É de bom grado que pelas ruas fora encontro cartazes com eventos apelativos onde a cultura é o foco principal. É de bom grado sentir que haja talento a fluir de forma tão pura e criativa.
Os Varsóvia são o espelho disso. Uma banda que, em cada passo que dá, surpreende tudo e todos; que em cada concerto se nota um estilo próprio e inconfundível… (E uma banda Marcoense, pura e genuína!...)
A evolução não finda com músicos, apenas é o caminho para ser-se autêntico. A evolução que nos orgulha enquanto Marcoenses está neste espelho: as suas músicas espalham melodias arrepiantes; as letras, com uma ostentação à língua portuguesa, fazem vibrar o público; e o palco merece agora ser partilhado por todos nós…
Dia 9 de Novembro, sexta-feira, chega a altura da veia artística entrar por nós adentro e fluir com brilho. Os Varsóvia, com todo o seu talento, são o palco e nós somos o seu sucesso.
Gritar, sentir e vibrar ao som dos Varsóvia! O momento espera por nós! Cabe aos Marcoenses tornar este dia inesquecível!

Álvaro Machado

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Falta de cidadania


Acontece-nos coisas quando menos esperamos. Uma verdade irrefutável. Hoje, pela minha terrinha, Marco de Canaveses, fazia o que sempre faço, passear descontraidamente. Até que, quando precipito o meu corpo para a passadeira, a uma velocidade nem baixa nem alta, uma carrinha passa apressada, pára sobre mim e diz:
- Boa tarde! Tens que passar mais rápido na passadeira!
Não compreendi e, no entanto, respondi-lhe de uma outra forma, mais correcta diga-se de passagem:
- Boa tarde. O peão tem prioridade numa passadeira, caso não saiba. - disse-lhe eu como um cidadão consciente, educado e correcto.
O homem não deve ter encaixado bem as palavras certamente... E avançou:
- Que idade tem? Dê-me o seu nome! Tem de passar rápido na passadeira! Vou chamar a polícia! - disse-o com tal convicção o homem, se soubessem...
Fiquei num estado de reflexão de tão confuso que estava, pensei eu: «Será que este homem tem razão no que está a dizer?» - a pergunta ficou, desde logo, em banho-maria. Interiormente só pensava que o homem era louco. De facto, era.
E como cidadão consciente, educado e correcto, virei-lhe costas, sabendo de que não valia a pena ripostar. Continuei o meu percurso descontraído.

Álvaro Machado - 21:00 - 11-10-2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Política e os Portugueses 11

Episódios do dia-a-dia em que sinto no meu bolso (e no de todos) as políticas concretizadas no Hemiciclo (esse lugar que não raras vezes me parece distante):

I. As prioridades, em muitas ocasiões da vida, refletem em muito aquilo que pensamos ou consideramos mais importante. Para este Governo, nos dias que que vivemos, a prioridade é claramente a imagem política do partido e do governo relativamente ao diferendo com Paulo Portas, uma vez que foi tão célere a convocatória para reunião dos órgãos nacionais do partido... Uma rapidez que assombra o mais pacato dos portugueses, visto que essa mesma rapidez não se tem verificado relativamente a uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril de 1974: no dia 15 de Setembro saíram 1 milhão de Portugueses à rua para por em causa tudo aquilo que Passos Coelhos, Paulo Portas e companhia têm feito ao longo do ano, não obstante os números massivos da manifestação... Ouvem-se apenas grilos a ecoar nos jardins de São Bento relativamente ao descontentamento nacional. Coisa secundária, portanto...

II. A Reorganização da Administração Local tal como está plasmada na lei nº 22/ 2012 é, na minha modesta opinião, redutora, ineficaz e insuficiente. Esta lei, que poderia criar as condições para uma reorganização condigna para com as populações, castra à partida muito daquilo que poderia alcançar: representatividade, eficiência administrativa, regionalização, proximidade de qualidade... Foi vergonhoso assistir ao não consenso por parte do PSD e CDS relativamente à constituição dos executivos municipais... Em cima de tudo isto, temos no Marco de Canaveses a condução do pouco que resta (agregação de freguesias) de forma deficitária, autista e autocrática!!! Lamentável... Quando a mudança se exige... O calor aperta nos nós das gravatas! Depois estranhe-se que a sociedade esteja de costas voltadas para a política!!

Vamos mudar isto ou quê?? Não é mais tempo de ficar no café a opinar ou no sofá a barafustar! Ação, intervenção e envolvimento é o que se exige!! Junta-te a nós... O Marco precisa, Portugal precisa de ti!
Porque, frequentemente, a política que ambiciono e projecto é muito distante da política praticada. Mas também porque a política é essencial para o quotidiano equilibrado de uma sociedade sustentável!!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Novo Mapa Autárquico Proposto


Foi ontem proposto, tal como já era esperado, o novo mapa autárquico do Marco de Canaveses. Este mapa foi proposto por António Coutinho - presidente da Assembleia Municipal - aos elementos constituintes da comissão de trabalho da Reforma Administrativa, presidentes de Junta de Freguesia e movimentos civis.
A JS Marco Canaveses irá apresentar, a seu devido tempo, a reação a esta proposta, bem como a devida análise. De salientar, desde logo, a gestão absolutamente autocrata de todo este processo, onde a ausência de abertura e de sentido de serviço público têm imperado por parte do executivo municipal e do presidente da Assembleia Municipal.
 
Qual é a tua opinião relativamente a esta proposta?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

II Encontro Canino ANIMARCO


A ANIMARCO organiza no próximo dia 22 de Julho o seu 2º Encontro Canino. Este encontro irá decorrer na Alameda Dr Miranda da Rocha (Largo junto ao Hospital) e estará repleto de animação, numa iniciativa onde poderás trazer o teu cão e desfilar com ele pela paserelle, onde poderás assitir a exposições outros shows caninos.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Acreditar nos políticos?


Já houve dias em que senti muito mais orgulho de tentar fazer algo pela minha terra. Já houve alturas em que acreditava piamente que lutar pelos ideais em que acredito poderia mudar o caos que se vive no Marco.


Houve momentos em que rejeitei por completo acreditar na tese em que a maioria dos jovens da minha idade acredita, e que atribui à política e aos políticos todo o mal do mundo e mais algum. 

Continuo a crer nos ideais que um dia me levaram a envolver numa juventude partidária. No entanto, constato que quanto mais vou percebendo das organizações partidárias e dos políticos vazios que “reinam” por esse país fora, mais desiludido eu fico.

Episódios a mais: são as tramoias de quem “reina”, são os desentendimentos com quem quer “reinar”, são as tentativas constantes para conseguir um lugar…

A realidade mostra-nos, por vezes, que remar contra a maré não vale a pena e cansa demais. O Marco de Canaveses merece muito melhor, dos que estão e dos que não estão no executivo da câmara municipal, do poder e da oposição, dos partidos e das individualidades.

Enquanto não houver decência na política, o país não avança. É pena que se esqueçam que os lugares que ocupam, devem-nos aos que os elegem.

É pena que “altos valores” se levantem na hora da escolha de cargos e cadeiras.

É pena que “guerrilhas” interesseiras continuem a ocupar as organizações em que um dia quis acreditar contrariando a maioria.

Pelos que acreditam, não nos desiludam.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Assembleia Municipal

Hoje é dia de Assembleia Municipal. Esta irá decorrer no Salão Nobre dos Paços do Concelho a partir das 20:30h. Sendo este o órgão que representa, por excelência os eleitores e todos os marcoenses, é de sublinhar a importância do escrutínio a que este deve ser sujeito. Deste modo é salutar a presença de tantos marcoenses quanto possível no propósito de acompanhar a atividade política no nosso concelho.

Nós, como não poderia deixar de ser, estaremos lá e fazemos também o apelo aos leitores para que o envolvimento da população nestas sessões seja contínuo: aqui todos podemos intervir (nomeadamente no período reservado ao público) e sentir, de perto, a qualidade do trabalho dos elementos da Assembleia. É certo que Manuel Moreira tem um método muito próprio de convidar a população a estar presente (as horas a fio que a sua voz ecoa no salão são um verdadeiro desafio para qualquer marcoense que queira assistir pessoalmente às sessões), sendo também certo que este método torna a participação dos cidadãos menos fácil, todavia é através deste órgão que temos a possibilidade direta de questionar o executivo e demais presentes relativamente à sua atividade.



Logo... Lá estaremos! E tu?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Soalhães: Festas e Feira Cultural

A Junta de Freguesia de Soalhães organiza as já tradicionais Festas da Freguesia e leva ainda a cabo a 7ª edição da Feira Cultural da freguesia. As atividades terão início no próximo dia 1 de Julho (domingo) com o hastear de bandeira, a tradicional garraiada e o típico concurso "Cagada da Vaca". Em Agosto continuarão as festividades, pelo que Soalhães é uma freguesia de passagem obrigatória este verão.

terça-feira, 26 de junho de 2012

II Mercado Romano em Tongobriga



Depois da edição do ano transato, a Junta de Freguesia do Freixo organiza novamente o Mercado Romano na cidade romana de Tongobriga. Dias que nos remetem para os primeiros séculos do nosso calendário cristão repletos de animação. Fica o programa do evento e  o convite a todos os leitores.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sessões de esclarecimento estão a decorrer

A Juventude Socialista iniciou, no passado dia 1 de Junho, a primeira de cinco sessões de esclarecimento acerca da reforma da administração local.

Realizada na Casa do Povo da Livração, em Toutosa, a sessão superou as expetativas, tanto em termos de adesão, como em relação ao interesse e desenvolvimento do tema a que nos propusemos.

Foi a primeira de cinco sessões pelo concelho que se pretende que sejam elucidativas acerca de uma alteração que a todos interessa.

Em Toutosa, a população, os dirigentes associativos e os presidentes das Juntas de Freguesias da margem direita do Tâmega juntaram-se aos representantes partidários para um discussão construtiva que a JS Marco quis desenvolver.

Esta sexta-feira, dia 15, a JS vai voltar ao assunto, desta vez na Junta de Freguesia de Penha Longa.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

JS + Perto de Ti: AD Constance


Associação Desportiva Constance (AD Constance)

Ano de Fundação
1987
Presidente
Armando Pinto
Sede
Rua da Sortelha, Constance
Massa associativa
Aproximadamente 160
Instalações
Campo futebol 7, Campo futebol 5 (coberto), Balneários, Instalações columbofilia, Bar
Secções
Columbofilia, Tuna Sénior Santa Eulália Constance (TSSEC)
Parcerias
Special One, Câmara Municipal, Outras


No dia 5 de Maio a Juventude Socialista do Marco Canaveses (JS Marco) visitou a AD Constance, deslocando-se às suas instalações e procurando conhecer a realidade da mesma. Esta visita não é fruto, de todo, do acaso, esta visita tinha em vista conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta associação e que tem tido uma visibilidade considerável no nosso concelho, conferindo brio à atividade desta coletividade. A JS Marco pretende dar o seu contributo a este mesmo trabalho, projetando-o e difundindo-o tanto quanto possível, no sentido de aproximar todos os possíveis interessados em contribuir para o enriquecimento desportivo, cultural e associativo do Marco de Canaveses.
Esta visita inseriu-se no projeto "JS + Perto de Ti" que visa calcorrear a realidade marcoense, tratando-a por tu e fitando-a nos olhos de forma a melhor a conhecer e interpretar. Foi com este pensamento que nos deslocamos à sede da AD Constance e verificamos uma realidade muito interessante, repleta de ambição, dinâmica, organização e perseverança. Recebidos de forma muito amistosa e hospitaleira por Armando Pinto (Sr. Armando) e Pedro Pinto conhecemos as instalações da associação, a sua realidade, as suas atividades, parcerias e projetos. Deixamos aqui algumas observações recolhidas e alguns assuntos debatidos:
1. Tuna Sénior de Santa Eulália de Constance (TSSEC): uma das vertentes da AD Constance cuja vitalidade, dinâmica e organização são objeto de um grande louvor. De facto, numa realidade comum a tantas outras associações marcoenses, foi fantástico conhecer o percurso desta iniciativa. Possuidores de equipamento próprio - que foi sendo adquirido com recurso a atividades, candidaturas a apoios públicos e outras parcerias, milimetricamente organizado e meticulosamente cuidado, a TSSEC faz da sua realidade motor de trabalho e rentabiliza o mesmo (cedendo equipamento e serviço de som e luz para eventos). Ah, já agora: as caixas de armazenamento de equipamento são feitas pelos próprios membros da TSSEC (tal como mutos outros engenhos muito peculiares)! Este é um projeto que confere uma grande visibilidade à AD Constance, dada a sua repleta agenda de atividades (até ao fim de Agosto, os fim-de-semanas estão já praticamente todos os reservados). No próximo dia 2 de Junho haverá Cernata. A TSSEC é, no nosso entender, um exemplo de atividade, organização e ambição no tecido associativo marcoense. Os nossos sinceros parabéns aos seus elementos (especialmente ao Pedro Pinto pela enorme dedicação).

2. Secção de Columbofilia: A AD Constance tem uma secção de columbifilia que vários praticantes deste desporto (um dos mais praticados no país) vão dinamizando através de provas, criação de pombos e troca de experiências com outras coletividades columbófilas do país.

3. Equipamentos: Foi muito agradável constatar o asseio e excelente estado em que se encontram as instalações desta coletividade, desde o aspeto exterior ao espaço interior. Isto confere um valor acrescentado à associação e permte-lhe trabalhar parcerias que, de outra forma, possivelmente não existiriam. Paralelamente a este aspeto foi possível verificar que a AD Constance assumiu a mudança e concretizou alterações às suas instalações que a fizeram inovar e melhorar: transformaram o campo de futebol de 11 em dois campos de futebol de 7 e um recinto coberto, um claro sinal de adaptação e ambição.

4. Parceria Special One: Interessante também foi constatar a existência de uma parceria com o centro de atividades de tempo livre Special One que consiste numa escola de futebol dirigida aos mais pequenos. Esta pareceria permite uma aproximação do tecido associativo ao tecido empresarial promovendo a sua sustentabilidade e conatnte dinamização e renovação.

5. Recinto fechado - um pavilhão desejado: Por último queremos deixar uma ressalva ao projeto que a AD Constance tem em gaveta: o fecho do ringue (atualmente com cobertura) transformando-o em pavilhão multiusos. Esta estrutura permitiria a prática de desporto de forma mais confortável ao longo de todo o ano, além da possibilitação de melhores condições de sonorização e logística para eventos de índole cutural (atividades da TSSEC por exemplo). Tendo a candidatura a fundos públicos sido aprovada, resta angariar 30 mil € para que a empreitada se possa concretizar. A Câmara Municipal não dispõe, de momento, de recursos financeiros para tal, afirmou o Sr. Armando. Pena é que assim seja, as opções políticas foram tomadas noutro sentido, acrescentamos nós. Este projeto teve ainda um valioso contributo do gabinete de projetos e engenharia de Rui Valdoleiros. Esperemos que as condições, de alguma forma, se alterem para que este projeto avance.
Foi com um agradável convívio no Café Jardas em Constance que terminou a nossa visita à AD Constance. Ficou bem clara a capacidade de trabalho e a dinâmica que atualmente carateriza esta associação. Foi uma tarde de conhecimento, confraternização e, acima de tudo, aprendizagem. A JS Marco tem a agradecer a receção e hospitalidade demonstrada perante o nosso interesse.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O POVO faz toda a diferença III

As ligações ferroviárias para o Marco de Canaveses representam um serviço essencial ao desenvolvimento da nossa comunidade, ajudando a esbater diferenças entre o litoral do distrito, com índices de desenvolvimento superiores, e a zona mais interior do mesmo. Este serviço é, de facto, basilar, não apenas para a comunidade marcoense mas também para os concelhos circundantes, visto que esta representa uma oferta de mobilidade valiosa, sustentável e eficiente. É, aliás, surpreendente o argumento que a CP utiliza da inviabilidade financeira da ligação Marco - Caíde, uma vez que esta se verifica apenas porque a eletrificação da linha não foi ainda concretizada. Neste ponto em particular, não posso deixar de atribuir parte da culpa aos governos socialistas, uma vez que esta é uma promessa política que remonta já a 1997, não isentando, por isso, também os governos social-democratas. É importante, todavia, salientar um aspeto central nesta contenda marcoense: nunca o anterior governo [socialista] colocou em causa a ligação ferroviária urbana Marco - Caíde, ao contrário do que está, atualmente, em cima da mesa, pelo que não se compreende as injúrias sucessivamente concretizadas pelo atual executivo camarário e pelo PSD Marco.
Importa então clarificar alguns aspetos de todo este processo, de forma a situar os marcoenses, conferindo uma noção mais exata da matéria:

1. Está, neste momento, em negociação a alteração de algumas ligações, nomeadamente o ajuste de horários do serviço inter-regional, entre a CP e a Comissão de Utentes; as ligações que estão em estudo são as abaixo indicadas.


2. A CP propôs o usufruto dos comboios inter-regionais a tarifas urbanas, isto é, mais económicas, de forma a não prejudicar a população pela supressão e ajustamento das ligações atualmente existentes.

3. Deverão ser mantidas 90% das ligações Marco - Caíde, ou seja, serão suprimidas apenas 4 a 5 ligações, de acordo com o volume de utilização das mesmas, diminuindo, deste modo, o impacto negativo da medida;

4. Estes ajustes serão concretizados caso - ISTO É IMPORTANTE - seja assegurada a concretização da eletrificação da linha ferroviária até ao Marco de Canaveses. Quer isto dizer que o SERVIÇO APENAS SE MANTERÁ CASO O GOVERNO ASSUMA O COMPROMISSO DE ELETRIFICAR A LINHA FERROVIÁRIA.

5. Caso NÃO SEJA ASSUMIDO O COMPROMISSO DE ELETRIFICAÇÃO DA LINHA FERROVIÁRIA o serviço de ligação Marco - Caíde TERMINARÁ.

6. A decisão de eletrificar a ligação ferroviária Marco - Caíde é da competência da tutela das empresas CP e REFER (o investimento nas infra-estruturas deve ser feito pela REFER e não pela CP), assim sendo, a decisão cabe ao Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro (tal como já havia indicado aqui).


7. Este é o momento de aguardar pela decisão do governo relativamente a esta questão, tendo presente que foram reprovadas recomendações do PS e do BE para a eletrificação e aprovada a recomendação, no mesmo sentido, do PSD.

À luz destes factos, é perentório assumir que esta é uma luta que não foi ainda vencida. Os marcoenses conseguiram vencer a batalha da supressão das ligações ferroviárias, de forma temporária, uma vez que, caso não avance a eletrificação, essa vitória terá sido em vão. Não podemos dar a luta por vencida até estar concretizada a eletrificação. Os marcoenses não podem deixar este assunto cair no esquecimento, sob a ameaça de não o conseguirem, caso seja demasiado tarde, reavivar.

Aguardam-se mais desenvolvimentos acerca deste assunto, sendo certo que a JS Marco Canaveses dará conta de todos os avanços e novidades, partilhando com os marcoenses as informações que tão fulcrais são para o seu quotidiano. ESTIVEMOS, ESTAMOS E ESTAREMOS SEMPRE do lado dos marcoenses nesta e noutras lutas, por isso asseguro-vos... PODEM CONTAR COM A JS MARCO DE CANAVESES.