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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Lino Tavares Dias proposto para candidato do PS à Câmara do Marco


O Professor Lino Tavares Dias é o candidato proposto pelo Secretariado Distrital do PS para a Câmara Municipal do Marco de Canaveses. A escolha foi sufragada, por unanimidade, na reunião da noite de ontem do Secretariado Distrital e culmina o impasse vivido quanto ao processo de escolha do candidato, nas estruturas locais do partido.

Em face dos factos, o presidente da Federação Distrital, José Luís Carneiro, encetou um processo de diálogo e concertação de pontos de vista e perfil do candidato com o presidente da Comissão Política Concelhia do Marco de Canaveses, a par da auscultação das várias sensibilidades existentes e tendo ainda em linha de conta a circunstância de o nome proposto em anteriores votações da Comissão Política Concelhia – Artur Melo - reconhecer “não ter condições para ser candidato”. Assim sendo, a escolha do candidato do PS recaiu no nome de um ilustre académico, com reconhecidos méritos e gestão da causa pública, quer enquanto ex-diretor regional do Norte do Instituto Português do Património Arquitectónico (entre 1998 e 2006), quer enquanto coordenador da Medida de Cultura do Plano Operacional da Região Norte do III Quadro Comunitário de Apoio – 2000-2006.

Lino Tavares Dias é, como investigador e estudioso, uma personalidade com fortes ligações ao concelho, tendo liderado as escavações (com início em 1980) da área arqueológica do Freixo Tongobriga, uma cidade romana classificada como monumento nacional.

O agora proposto candidato do PS à autarquia do Marco de Canaveses foi ainda o responsável pela elaboração do conceito de “paisagem milenar”, que hoje orienta a aplicação dos fundos do PRODER na região do Baixo Tâmega, consubstanciando uma escolha de reconhecido mérito, que o Partido Socialista quer apresentar ao eleitorado concelhio.

O candidato proposto pelo PS à Câmara Municipal do Marco de Canaveses é o quarto independente escolhido para liderar listas autárquicas, logo a seguir à Póvoa de Varzim, Paços de Ferreira e Paredes.

Agora, após aprovação unânime do Secretariado Distrital, a Comissão Política Concelhia será chamada a pronunciar-se, definitivamente, sobre o candidato Lino Tavares Dias.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ciclo de Sessões de Esclarecimento da JS Marco no Freixo


Na passada 6ª feira, dia 13 de Julho, decorreu a quarta das cinco sessões de esclarecimento que compõem o ciclo acerca da Reforma da Administração Local que a Juventude Socialista do Marco de Canaveses (JS Marco) está a conduzir. Esta sessão decorreu no auditório da Estação Arqueológica de Tongobriga na noite do dia 13. Perante uma plateia bem composta (acima de 50 pessoas) a JS Marco concretizou mais uma sessão dirigida à população e autarcas marcoenses com o propósito de os informar, debater e auscultar relativamente a esta questão que marca o panorama político atual. A mesa de trabalhos foi composta por Agostinho Sousa Pinto (PS Marco), por Rui Cunha Monteiro (PSD Marco), por Miguel Carneiro (JS Marco) e por Ana Moura Pinto (JS Marco) – moderadora da sessão. Avelino Ferreira Torres (CDS-PP Marco) não pôde estar presente devido a razões profissionais.

Numa sessão que se prolongou até ao dia seguinte (eram cerca de 00:30h quando a mesma terminou) foi possível assistir a um debate deveras interessante, onde os argumentos circularam por toda a plateia e desta partiram diversas interrogações e interpelações à mesa que demonstrou um nível de qualidade superior. A sessão ficou marcada por intervenções assertivas e estimulantes tanto da plateia como da mesa de trabalhos. Intervenções como a de Coutinho Ribeiro, Bruno Caetano, Fernando Alves e Jorge Valdoleiros conferiram um brilho extra a uma sessão que se destacou, sem qualquer dúvida, pela qualidade e diversidade de perspetivas. Foi possível, ao longo das mais de 2 horas, debater assuntos como as infraestruturas existentes e inexistentes, a necessidade de concretizar o processo de regionalização do país, a premência de rever e melhorar os moldes atuais das Comunidades Intermunicipais (CIM), as potencialidades e limitações da reforma autárquica e as putativas vantagens que esta pode conferir ao território marcoense.

Foi um enorme prazer concretizar mais esta sessão de esclarecimento, tanto enquanto coordenador concelhio da JS marco como marcoense, uma vez que esteve patente a capacidade intelectual e o espírito construtivo de que os marceonses devem fazer bandeira em momentos como este: esta é uma oportunidade histórica – não uma responsabilidade indesejada. Pessoalmente, encaro esta reforma como um momento em que esta geração de políticos pode deixar a sua marca de forma indelével na história marcoense, esperando que sejam capazes de efetuar a melhor reforma possível da gestão territorial, possibilitando uma ampla janela de oportunidade de desenvolvimento do nosso concelho. Fazendo uso da coragem e visão demonstradas nas intervenções desta sessão penso ser possível conseguir uma reforma que reúna um amplo consenso e, concomitantemente, potencie o território marcoense, projetando-o no futuro, durante décadas para vir” - Miguel Carneiro.

O ciclo de sessões de esclarecimento continuará em Soalhães, no dia 28 Julho (sábado) pelas 21:30h na Casa do Povo de Soalhães. Esta será a quinta e última sessão do mesmo e será dirigida, primeiramente às freguesias de Soalhães, tabuado, Várzea de Ovelha e Aliviada e Folhada. Porém, afigurando-se esta sessão como a última, a JS Marco lança o apelo à população marcoense para que não perca esta oportunidade de se fazer ouvir, de deixar a sua opinião e dialogar diretamente com os decisores políticos do nosso concelho. O desafio é simples: deixe a sua opinião, contribua para o futuro do concelho.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje há Esclarecimento

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Hoje decorrerá a 4ª das 5 sessões de esclarecimento que a Juventude Socialista do Marco Canaveses está a concretizar no concelho Marcoense. Depois de Toutosa, Penha Longa, Alpendorada e Matos é a vez da freguesia do Freixo receber a iniciativa. A sessão decorrerá no auditório da Estação Arqueológica de Tongobriga, mesmo no centro da freguesia.
Esta sessão é dirigida às freguesias de Rosém, Avessadas, Freixo, Manhuncelos, Tuías, Rio Galinhas, São Nicolau e Fornos, pelo que lançamos o desafio a todos os marcoenses destas freguesias: apreçam, façam-se ouvir, questionem, opinem e contribuam para este processo de tão elevada importância.
A mesa de trabalhos será composta por Agostinho Pinto (PS), Rui Cunha (PSD) e Avelino Ferreira Torres. A sessão será moderada pela Ana Moura Pinto.

Aguardamo-vos a todos no auditório pelas 21:30h para mais um momento de debate, partilha e construção do futuro do nosso concelho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

PS Marco toma posição acerca das alterações ao mapa judiciário

                 Open publication - Free publishing - More marco

A proposta do Governo relativamente à Reforma do Mapa Judiciário prejudica objetivamente o povo marcoense, ao desvalorizar o tribunal de comarca existente no concelho e ao remeter os cidadãos para os tribunais de Valongo e Gondomar. Perante esta situação, o PS tomou publica a sua posição na reunião de Câmara Municipal do passado dia 28, ao apresentar uma proposta de voto de desacordo com aquela posição e posteriormente, no mesmo dia à noite em reunião de Assembleia Municipal, onde reiterou a mesma posição.

Pelo seu lado, o presidente da Câmara do Marco de Canaveses teve um duplo comportamento, pois de tarde na reunião de Câmara votou contra a proposta do PS que dizia expressamente: “… O Partido Socialista propõe à aprovação da Câmara Municipal: Um voto de desacordo ao Governo pela sua proposta de Reorganização do Mapa Judiciário e das suas implicações para a população do concelho”. (A proposta inicial continha o termo “voto de censura”, mas foi retirado e alterado pelo Vereador do PS pelo termo “voto de desacordo”).

Numa tentativa de desvalorizar a proposta do PS, o presidente da Câmara apressou-se a apresentar a votação uma carta enviada à Ministra da Justiça e aprovada em reunião do Conselho Executivo da CIM do Tâmega e Sousa do dia 21/06, numa atitude que o menoriza e ao concelho do Marco face aos seus congéneres daquele órgão. Refira-se que o teor da carta era semelhante ao da proposta do PS, razão pela qual o Vereador socialista a subscreveu.

Colocada à votação, a proposta do PS foi reprovada pelo PSD e o pelo Vereador do Marco Confiante.

Ora, dada esta bizarra situação, fica demonstrado que o presidente da Câmara e a respetiva maioria, desvalorizaram o papel do PS como partido da Oposição, e que, mais uma vez a coligação PSD/CDS também funciona neste município.

O PS/Marco não pode deixar de denunciar esta prática política pela qual a “coligação” PSD/CDS esquece os interesses da população em favor do jogo político-partidário. Fica evidente que o PSD e CDS locais estão juntos na defesa do Governo e das medidas que este pretende implementar, mesmo contrárias à vontade dos Marcoenses, enquanto que o PS/Marco continua a afirmar-se como único partido capaz de defender os legítimos interesses de todos os cidadãos do Marco.

 
O Presidente da Comissão Política Concelhia
Agostinho de Sousa Pinto

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sessão Esclarecimento: Penha Longa 15 Junho


É já hoje, a partir das 21:30h na Junta Freguesia de Penha Longa que irá decorrer a segunda sessão de esclarecimento acerca da reforma da adminsitração local. Depois de uma primeira sessão muito concorrida (maioritariamente intervenientes políticos, é verdade) Penha Longa recebe a segunda sessão de esclarecimento.

Admitindo que melhor poderia ter sido feito na primeira sessão, nomeadamente quanto ao rumo e âmbito da sessão - dedicou-se boa parte do tempo a discutir se a reforma é desejada ou não - e quanto à divulgação - maior divulgação boca-a-boca e freguesia a freguesia - não queremos nesta segunda sessão repetir os erros. Assim sendo, podem hoje contar com um debate de cariz mais construtivo e futurista, objetivando a real discussão das implicações da reforma, dos critérios a esta inerentes e ainda as interpretações possíveis da portaria publicada em Diário da República (que pode ver aqui). O trabalho de casa foi, a meu ver, feito da melhor forma possível e esta será uma sessão onde a população fará, sem dúvida, a sua voz ouvir-se, colocando as suas questões e explanando as suas opiniões.

Junta Freguesia Penha Longa

A Junta de Freguesia (foto acima) acolhe então a segunda sessão de esclarecimento que contará, na mesa de debate com Agostinho Sousa Pinto (PS), Rui Cunha Monteiro (PSD) e Avelino Ferreira Torres (CDS-PP). Além destes convidados estarão ainda representadas as juntas de freguesia de Penha Longa, Paços Gaiolo, Paredes de Viadores, Sande e São Lourenço. Num claro esforço de incluir toda a população e escutar também o tecido associativo marcoense foram também convidadas a estar presente diversas associações locais (desportivas, culturais e sociais), tal como grupos de jovens das freguesias abrangidas. Penso que temos, por tudo isto, todos os ingredientes para que esta seja uma sessão profícua e positiva, onde os marcoenses vejam esclarecidas muitas das questões que vão surgindo relativamente a esta temática.

A toda a população, a todos os marcoenses, reitero novamente o convite: apreçam e deixem o vosso contributo em prol do melhor futuro possível do nosso concelho.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Parabéns Agostinho Sousa Pinto


No passado dia 2 de Junho decorreram as eleições para a Comissão Política Concelhia (CPC) do Partido Socialista (PS) do Marco de Canaveses tendo havido duas listas a votos, lista A - liderada por Rolando Pimenta e lista B - liderada por Agostinho Sousa Pinto. Os militantes premiaram e reconheceram, de forma inequívoca, Agostinho Sousa Pinto, depositando nele 203 votos (e 120 na lista de Rolando Pimenta). Estas foram as eleições mais concorridasda concelhia marcoense do PS, num claro sinal de mobilização e dinâmica desta estrutura socialista.

Quero aproveitar o espaço online da JS Marco Canaveses para, a dois títulos, congratular Agostinho Sousa Pinto pela sua vitória:

a) Enquanto Coordenador Concelhio da JS Marco Canaveses quero deixar as mais sinceras felicitações à lista vencedora e comunicar a certeza de que a JS Marco será sempre um parceiro do PS Marco, sublinhando a nossa disponibilidade e vontade de colaborar na construção de uma estrutura socialista marcoense de envergadura, trabalho e dinâmica pujantes. Pretendo ainda deixar o reconhecimento público pela inclusão de um número alargado de jovens nas suas listas, fazendo questão de os incorporar em posições de relevo, num claro sinal de que, para a sua candidatura, os jovens são mesmo um capital próprio do PS a considerar. Deixo aqui as palavras de Agostinho Sousa Pinto (no seu programa de candidatura) relativamente à juventude:

"A natureza irreverente, criativa, moderna e talentosa dos mais jovens, a sua capacidade crítica e de mobilização, faz destes um dos pilar fundamental para o enriquecimento e actualização das nossas propostas políticas. Consideramos ser de extraordinária importância incluir este capital cívico e humano num projeto comum, funcionando como mobilizadores e exemplo de como se pode exercer a cidadania no Marco de Canaveses. Para tal, é fundamental atribuir-lhes mais responsabilidades internas para que se sintam Socialistas de pleno direito e parceiros ativos e intervenientes na definição do nosso futuro colectivo. E porque os factos devem confirmar o discurso, a lista de candidatos a membros desta CPC inclui um grande número de Jovens, militantes ou não da JS."

b) Enquanto amigo e camarada, os votos não diferem sobremaneira dos acima expressos, porém quero aproveitar este espaço para, já o tendo feito pessoalmente, dar os parabéns a um amigo cujo trabalho e dedicação merecem inteiramente esta vitória. Acompanhei, de perto, o desenrolar do processo de candidatura e devo relevar o caráter idóneo, humilde e agregador que Agostinho Sousa Pinto revelou ao longo do mesmo, nunca fechando a porta à completa união do partido e, mais que isso, trabalhando afincadamente no sentido de aglomerar em torno de si todas as forças vivas que compõem o PS Marco. Com Agostinho Sousa Pinto estou certo de que o principal vencedor foi mesmo o PS Marco e TODOS os seus militantes.

Agostinho, caro amigo e camarada, trabalho árduo avizinha-se, contudo, não será nunca cumprido de forma solitária, isto posso assegurar-lhe.

Votos sinceros de um excelente mandato e dos maiores sucessos políticos, profissionais e pessoais.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Reforma Administrativa e o Marco de Canaveses por Agostinho Sousa Pinto



No ano da graça de 1852, por decreto de D. Maria II, foi criado o concelho de Marco de Canaveses, que resultou da anexação dos concelhos de Benviver, Canaveses, Soalhães, Portocarreiro e parte dos de Gouveia e Santa Cruz de Riba Tâmega. Muitas outras dinâmicas de agregação e de desagregação são conhecidas ao longo dos nossos oito séculos de história enquanto país. Muitos desafios e angústias animaram os nossos antecessores para construir o Marco que temos e que amamos.
 
Comemora-se este ano de 2012 o 160º aniversário do Município do Marco de Canaveses, tendo como ponto alto o Congresso que ocorrerá nos próximos dias 31 de Março e 1 de Abril. O Concelho, tal como o conhecemos hoje, possui uma área de 202 km2, 31 freguesias, sendo 10 Predominantemente Urbanas, 18 Medianamente Urbanas e 3 Predominantemente Rurais com uma população residente que ronda os 54000 habitantes. Em 1993 a Vila do Marco foi elevada a Cidade.

Se muitas outras razões não fossem identificadas, o fato da reforma ter 160 anos, ter servido uma sociedade totalmente rural, sem vias de comunicação, sem qualquer tipo de infra-estruturas dignas desse nome, seria razão suficiente para demonstrar a necessidade de proceder a ajustes compagináveis com uma sociedade baseada na informação e no conhecimento, nas vias de comunicação e nas tecnologias da comunicação e na economia na rede. Os indicadores de desenvolvimento verificados no Marco de Canaveses como, por exemplo a taxa de abastecimento de água ou saneamento básico na casa dos 35% quando deveriam estar asseguradas taxas globais de 95% de atendimento em água potável e de 90% da população ligada a sistemas de tratamento de águas residuais, são por si só demonstrativas da necessidade de fazer evoluir as estruturas organizativas e não só. 

Dando cumprimento ao acordo assinado entre o PS, PSD, CDS por um lado e FMI, BCE e CE – vulgo Troika - por outro, por decisão do atual Governo de Portugal, foi proposta uma Reforma da Administração Local, que encerra quatro eixos de actuação: o Sector Empresarial Local, a Organização do Território, a Gestão Municipal, Intermunicipal e o Financiamento e a Democracia Local. Por estarem inter-relacionadas propõe-se uma reforma de gestão, de território e política do poder local. Para garantir uma matriz nacional uniforme, foi elaborado o “Documento Verde da Reforma da Administração Local”, agora vertido em lei, que, por ser único, não poderá estar ajustado às especificidades dos grandes centros urbanos e simultaneamente às especificidades dos meios rurais. Discordando de muitas das orientações apresentadas, reconheço no Documento Verde, um instrumento de trabalho, uma obra não acabada, que disponibiliza linhas directoras que garantem uniformização territorial.

A reforma que agora avança deve ser pensada e projetada para algumas décadas, pelo que, não se compreende, nem os Munícipes aceitariam a existência de egocentrismos, reservas mentais ou lógicas partidárias (e que os há, há!). Cabe-nos a nós, com vontade e com serenidade, encontrar o melhor modelo e a melhor forma de responder aos anseios de cada um e da comunidade como um todo. 

É, naturalmente fácil estar contra a reforma, é fácil estar sempre contra tudo e todos, mas, tenho a firme convicção que essa não é a forma de melhor defender os superiores interesses de cada comunidade. Levantar controvérsias como qual vai ser o nome da nova freguesia ou em que local vai ficar a sede da junta, sem estarem definidas as agregações, é uma discussão estéril, que apenas introduz “ruído” que tenta disfarçar os reais interesses de cada um. Defendo uma agregação de freguesias e não incorporação ou colonização, porque num modelo de agregação são valorizados os interesses de toda a comunidade e não interesses mesquinhos de alguns. Defendo o respeito absoluto pela identidade e especificidades de cada um, mas uma vez agregada a freguesia é una e indivisível, encarada de forma sistémica e quem assim não proceder não merece a confiança daqueles que elegem.

Só Freguesias com dimensão podem ambicionar infra-estruturas e equipamentos sociais, escolares, desportivos, recreativos ou outros. A existência de um menor número freguesias, com força reivindicativa equiparada, induz uma redefinição de funções e reforço de competências quer por atribuição própria ou por delegação da Câmara Municipal, fomentando a descentralização administrativa, valorizando a eficiência na gestão e na afectação de recursos públicos. Permite ainda um tratamento equitativo e equilíbrio do poder, que, tantas vezes é discriminatório, centrado num órgão marcadamente presidencialista. Freguesias demasiadamente pequenas com um orçamento anual inferior ao orçamento de uma família da classe média baixa, nunca poderá, por falta de escala e inerente falta de capacidade reivindicativa, prestar um serviço de qualidade às populações que serve.
Como sabemos foi o Presidente da maior Câmara do País, Lisboa, António Costa que iniciou este processo, e demonstrou que, com toda a tranquilidade, sem histerismos e mesmo sem o memorando da Troika foi possível perceber  que havia uma melhoria na qualidade da prestação dos serviços aos  cidadãos de Lisboa se ele racionalizasse as freguesias do modo como o fez.

Uma das grandes conquistas de Abril foi, sem dúvida, a conquista do Poder Local, pelo que, em cada reforço no municipalismo faz-se cumprir Abril, e enquanto, um Presidente de Junta tiver que mendigar, junto de um Presidente de Câmara, poucas centenas de euros para acudir às necessidades mais elementares, como é apanágio, Abril está por cumprir. Assim, esta reforma deve ser baseada na proximidade entre os eleitores e os eleitos, ser encarada como um instrumento de descentralização e coesão do território, destinados ao desenvolvimento social, económico, cultural e ambiental. É necessário executar um trabalho  minucioso, com muita sensibilidade, envolvendo os autarcas das freguesias  e do concelho, para que seja possível encontrar uma "proposta consensual" que responda  à necessidade de racionalização com potenciais ganhos na qualidade dos serviços prestados. 

Por convite do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, foi constituída uma Comissão Municipal para o estudo da nova Organização Administrativa do Concelho do Marco de Canaveses, a que tive a honra de, por delegação ter pertencido, e lá, tal como aqui, defendi a necessidade de ser definido um modelo que deverá ser apresentado e discutido com toda a Sociedade Marcoense e, sempre que possível, incorporadas as propostas compagináveis e construtivas.

Segundo uma teoria científica, a teoria do CAOS, explica que, em sistemas complexos e dinâmicos, como é o caso de uma sociedade, é nos momentos de rutura que se operam as grandes evoluções, e assim espero que aconteça no Marco. 

Tal como em 1852 os nossos antecessores ousaram e desenharam o Marco como o conhecemos, sejamos nós também capazes de encontrar a melhor organização administrativa do Município que estimule um futuro promissor para os Marcoenses. Com total respeito pelas populações, a reforma administrativa permitirá ter uma administração mais eficaz e mais eficiente. Tanto mais que no Marco não se identificam razões geográficas, sociais, sociológicas que embaracem a aproximação dos povos.

Vale a pena falar da reforma sem tabus e sem preconceitos, vale a pena lutar contra “Velhos do Restelo” e tudo fazer em prol deste povo magnânime que é o Povo Português em geral e o povo do Marco em Particular. Tudo deve ser feito para que os nossos filhos possam usufruir de um Marco melhor, mais acolhedor, mais feliz. Ser verdadeiramente Marcoenses é lutar para lhes oferecer um Marco melhor.

Mais importante que defender um mapa com 8, 10 ou 12 freguesias, mais importante que defender meros cálculos de mercearia eleitoral é defender um mapa que contemple os verdadeiros interesses das gerações futuras, temos a obrigação de entregar um Marco melhor que aquele que herdamos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tema do Mês: A reforma da Administração Local

A JS Marco de Canaveses introduz aqui um novo espaço no blogue: O Tema do Mês! Este espaço, como o nome indica, tratará de abordar um tema diferente a cada mês, através de um contributo semanal (2ª feira) de um convidado diferente. O Tema do Mês será definido de acordo com critérios de premência e actualidade.
Nesse sentido, o Tema do Mês de Fevereiro é a Reforma da Administração Local. Num mês em que foi aprovada em Conselho de Ministros (2 de Fevereiro) a resolução que dá, oficialmente, o tiro de partida para este processo, a JS Marco de Canaveses pretende expor um conjunto de contributos, construtivos e esclarecedores, mas sempre pessoais e próprios de cada autor.
Mais preponderante se torna a divulgação de informação relativa a esta temática no contexto do Marco de Canaveses, uma vez que este é um concelho onde o executivo municipal não cumpre, de forma clara, as suas funções e, mais que isso, obrigações, de informar os marcoenses e de os tornar parte integrante do processo. É incrivelmente redutor deixar de parte os marcoenses de um processo que irá ter consequências marcantes durante as décadas que virão! É lamentável que os marcoenses tenham que descobrir por linhas tortas, por amigos de amigos (o que leva a desinformação), se a sua freguesia se vai fundir ou não. Esperamos aqui deixar um contributo! Ficarão aqui algumas ideias próprias, algumas observações genéricas e ainda a visão do processo através de outros prismas regionais.


José Luís Carneiro é o actual Presidente da Câmara Municipal de Baião, é membro do Comité das Regiões da União Europeia e é ainda dirigente do Partido Socialista. É uma individualidade que tem demonstrado enorme conhecimento e capacidade crítica relativamente a esta matéria, espelhada ao longo de diversas conferências, debates e fóruns promovidos por instituições diversas como Universidades, Câmaras Municipais, etc. Um claro valor no que a esta Reforma concerne.


Tiago Barbosa Ribeiro é o actual Coordenador da estrutura concelhia da Juventude Socialista do Porto, desempenha funções ao nível de gestão de recursos humanos, inovação e internacionalização na empresa EFACEC. Tiago Barbosa Ribeiro tem também explanado o seu conhecimento por diversos debates pelo distrito do Porto, tendo contribuído para a clarificação do conteúdo existente no Documento Verde. Um amigo cujo conhecimento elevado e a perspectiva Portuense enriquecem este espaço.


Agostinho de Sousa Pinto é Professor Universitário no ISCAP (IPP) e na Universidade Católica de Braga, ex-vereador da Câmara Municipal do Marco de Canaveses e um especialista em sistemas de informação. Portador de uma visão mais centrada no nosso concelho, com maior discernimento na sua visão e conhecimento de causa, Agostinho Sousa Pinto certamente dará um dos mais importantes contributos para esta temática.

Ficam aqui apresentados os contribuidores deste Tema do Mês de Fevereiro. Estará muito em breve disponível o contributo de Miguel Teixeira Carneiro... Aguardamos da tau parte as questões, dúvidas e possíveis contributos para a temática!!