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terça-feira, 5 de março de 2013

Que futuro queremos para o Marco?


Este continuará a ser um ano agitado, não só a nível nacional, mas também local. Até finais de Setembro, as eleições autárquicas voltarão a trazer-nos a uma realidade mais próxima, que, embora nunca esquecida, tem sido deixada um pouco mais de parte devido à realidade nacional.

O desafio que enfrentamos no Marco de Canaveses é deveras importante e merece uma avaliação profunda. Já lá vão quase oito anos de governação de Manuel Moreira e, por isso, é necessário que dispensemos algum tempo para fazermos um pequeno mas central raciocínio: o que mudou nos dois últimos mandatos autárquicos no Marco e o que poderia ter mudado?

Antes de mais, é importante recordar o que somos: Temos uma das mais baixas coberturas das redes de água e saneamento do país; temos uma rede de transportes públicos que tem vindo a ser profundamente e continuamente prejudicada, colocando em causa a mobilidade da população; não temos um documento orientador da estratégia territorial actualizado (PDM), que tem provocado um desregulado e, muitas das vezes, ilegal crescimento urbano; assistimos a uma tendência assustadoramente crescente da taxa de desemprego, que já está entre as mais altas da região Norte; emigração crescente de jovens num concelho sem uma verdadeira política para a juventude; incapacidade de potenciar uma dinâmica de turismo sustentável que valorize o património natural e arquitectónico do território; incapacidade de atracção de investimento económico; enfraquecimento e perda de valências no sector da saúde; aposta tímida na educação.

Obviamente, a herança deixada por anteriores executivos condicionou muito a acção do actual presidente da câmara, mas esta não pode ser a eterna "desculpa" de Manuel Moreira. Muito se pode fazer com pouco dinheiro. A principal incapacidade do actual executivo parece ser a ausência de vontade em traçar um futuro, um plano a longo prazo para o Marco. A estratégia tem vindo a ser "ir vivendo", mas os marcoenses pedem mais do que isso: é necessário pensar, idealizar e traçar uma visão estratégica. Não chega elaborar projectos irrealistas para apresentar nos momentos eleitorais e depois tudo cair num saco sem fundo, como tem acontecido até aqui: são exemplos a prometida renovação da biblioteca municipal, a construção do centro cultural da Casa dos Arcos ou do parque fluvial de Alpendorada, a requalificação da zona ribeirinha do Torrão ou os projectos para a Casa de Quintã e para o Carrapatelo.

Não. Não queremos projectos populistas para os quais nem sequer se prevê financiamento. Não queremos o discurso demagogo dos últimos anos. Queremos, sim, novas ideias, novas formas de fazer política, mais atenção às pessoas, uma política de proximidade, de sentido comunitário.

Por estes e muitos mais motivos, é urgente que os marcoenses reflictam acerca do que desejam para um futuro próximo. As autárquicas podem marcar um ponto de viragem no rumo do Marco de Canaveses e esse momento depende de todos e de cada um de nós. Daqui a pouco mais de meio ano, seremos chamados a decidir. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Governo quer avançar com eletrificação "low cost"


De acordo com as declarações do deputado marcoense Luís Vales na Assembleia da República, o Governo pretende avançar ainda este ano com a elaboração do projeto de eletrificação do troço ferroviário entre Caíde e o Marco de Canaveses. Há muito ansiada e prometida pelos últimos Governos, a obra deverá arrancar, garante o social-democrata, no próximo ano. 

O anúncio foi feito no dia em que Manuel Moreira se deslocou a Lisboa para assistir ao plenário onde foi discutida a petição assinada por mais de sete mil pessoas em que é exigida a requalificação e eletrificação da linha. 

Na mesma discussão, Fernando Jesus recordou que a obra devia ter arrancado durante o último Governo, mas que a oposição à direita do PS ditou o cancelamento da mesma. 

Facto importante é o de que a obra agora falada custará 5 milhões de euros, quando estaria orçada em cerca de 70 milhões. De acordo com o deputado socialista, a obra ficará muito mais barata porque deixa de fora um conjunto de alterações que seriam necessárias na linha e nas respetivas estações. 

Esta é uma obra que a JS Marco de Canaveses tem desde sempre reclamado e que espera agora ver, finalmente, cumprida. Entretanto há autárquicas e o ano acaba. Esperemos que a tal obra não se fique, mais uma vez, pelo papel. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Reforma Pavor (feita a Vapor)

"o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio."
 
Oscar Wilde in " O Retrato de Dorian Gray"

E pronto... Está feito! Foi na 4ª feira passada promulgado pelo Presidente da República o diploma que define a Reorganização Administrativa (RA). Com os recados do costume, no estilo "estou a avisar, mas mais que isso não faço", mas foi aprovado. Desconheço a realidade do restante país. Conheço a do Marco Canaveses. É sobre essa que quero falar, deixando as minhas impressões do processo no nosso concelho:

1. O nosso concelho irá ser composto por 16 freguesias - mas não perdeu 15. O número a mim pouco me diz, a mim interessa-me mais a razão por detrás deste número.
 
2. Manuel Moreira, munido da sua perspicácia política, decide, logo à partida delegar responsabilidades à Assembleia Municipal e a uma putativa comissão que esta criasse (e criou). Moreira olha para esta reorganização não como uma oportunidade, mas sim como uma bala. Um projétil capaz de criar sérios danos na sua imagem. O contexto era favorável: a culpa é do Sócrates e, eventualmente, da Troika, as condições políticas no concelho as melhores (maioria absoluta na Assembleia Municipal), os meios existiam (técnicos da Câmara Municipal como nunca houve antes, atores políticos experientes) e os argumentos também (a necessidade da reorganização é evidente, não o vou discutir aqui pois já o fiz antes).
 
3. Astúcia política. Sim, até ao dia da Assembleia Municipal Extraordinária (momento em que o município conclui as suas responsabilidades no processo). Não, após esse momento! Até esse dia existia o vazio e a perspetiva de o preencher. Depois desse dia foi evidente: Manuel Moreira EXIMIU-SE das suas responsabilidades. Moreira disse "NIM" à RA. Manuel Moreira teve medo dos marcoenses, das suas opiniões, dos seus julgamentos. Manuel Moreira preferiu não emitir opinião a ser um elemento ativo no processo. PAVOR... Ou será que não?
 
4. Será que não? Porquê?! Como muitos saberão a JS Marco organizou um Ciclo de Sessões Esclarecimento para e por todo o concelho com o objetivo de aprofundar o debate em torno desta questão.

(MOMENTO HILARIANTE FOI AQUELE EM QUE MANUEL MOREIRA FALOU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA NOSSA INICIATIVA COMO UM ELEMENTO NA AGENDA DA CÂMARA MUNICIPAL PARA ESCLARECER A POPULAÇÃO. NEM PARA ISSO HOUVE CORAGEM NESTE SENHOR, CORAGEM QUE NÃO LHE FALTOU PARA MENCIONAR A NOSSA INICIATIVA)

 5. Ao longo dessa iniciativa foi possível constatar um PS Marco, representado por Agostinho Sousa Pinto (e Artur Melo na 1ª sessão), e um PSD Marco, representado por Rui Cunha Monteiro, disponíveis para debater o assunto, em consonância em diversos momentos, com uma postura construcionista. Foram sessões profícuas, muito devido à prestações destes convidados. A ambos o meu profundo agradecimento.
 
6. As sessões de esclarecimento levavam a pensar que estes partidos estariam disponíveis para dialogar e conseguir a melhor solução para os marcoenses. Ao mesmo tempo que a JS Marco trabalhava no sentido de conseguir o melhor para os marcoenses, a Comissão criada por António Coutinho paratrabalhar no assunto NADA FAZIA. Foram cerca de 7 meses sem reunir, debater ou avançar.
 
7. Posteriormente António Coutinho apresenta uma proposta de Reorganização Adminstrativa como base de trabalho, porém recusa a sua paternidade. A Comissão responsável desconhecia a mesma. Todavia ela nasceu e ALGUÉM A CRIOU. Aqui entra novamente o PAVOR de Manuel Moreira. Com estes episódios quebra-se, irreversivelmente, o clima de diálogo que houve até Fevereiro na Comissão e até Julho nas Sessões da JS Marco.
 
8. Entrando agora no campo hipotético e, portanto, falível e pouco fiável apresento a minha teoria perante o decorrer dos acontecimentos:

MANUEL MOREIRA COM RECEIO DO IMPACTO NEGATIVO DA RA QUEBRA  O CLIMA DE DIÁLOGO ENTRE OS PARTIDOS PARA, POSTERIORMENTE, MANDATAR ANTÓNIO COUTINHO A APRESENTAR UMA PROPOSTA MENOS INCISIVA, LOGO MENOS NEGATIVA PARA A IMAGEM DO EXECUTIVO. COM CONTROLO ABSOLUTO DA SITUAÇÃO MANUEL MOREIRA NEGOCEIA ESTA PROPOSTA NO SEIO DO SEU PARTIDO E EXECUTIVO E DÁ O AVAL À PROPOSTA FINAL APRESENTADA PELO PSD NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EXTRAORDINÁRIA, FAZENDO APROVAR A PROPOSTA COM UMA SUPOSTA "LIBERDADE DE VOTO" DOS DEPUTADOS SOCIAL DEMOCRATAS. MANUEL MOREIRA CONSEGUE O SEU DESÍGNIO DE MINORAR O IMPACTO NEGATIVO DO PROCESSO NA IMAGEM DO EXECUTIVO E, CONCOMITANTEMENTE, FAZER PASSAR A SUA PROPOSTA.

9. Será isto PAVOR? Manuel Moreira, a meu ver, fez aprovar uma proposta que lhe agrada. Não sei qual o adjetivo para alguém que apresenta uma proposta às custas de outros (Rui Cunha Monteiro e António Countinho), nem quero com isto insinuar o que quer que seja acerca de Manuel Moreira, gostaria apenas de saber a leitura dos acontecimentos por parte de outras pessoas: qual o adjetivo para esta atitude de oferecer o corpo de outrém às balas dirigidas a si?
 
10. Conclusão: Uma proposta de RA FRACA, INCOMPLETA, SEM FUNDAMENTO TÉCNICO E COM INCOERÊNCIAS POLÍTICAS CLARAS (penso que a maior coerência deste novo mapa foi a aglomeração de freguesias onde candidaturas independentes/AFT venceram com freguesias onde o PSD venceu em 2009).
 
11. Quem mais ganha com isto? Manuel Moreira pois consegue aprovar uma proposta do seu agrado sem que se tenha pronunciado acerca de NADA; O PSD Marco pois concretiza agregações estratégicas no plano político.
 
12. Quem mais perde com tudo isto? Os MARCOENSES que vêem concretizada uma RA DEMASIADO MÁ e que permite a manutenção da gestão autárquica com base nas "capelas", isto é, no poder de alguns nas freguesias, ainda sem dimensão para exigir um constante debate em torno dos assuntos mais importantes; os JOVENS MARCOENSES que vêem com esta proposta limitada a possibilidade de desenvolvimento de mais eficientes e potenciadores modelos de gestão autárquica para o futuro, tal como lhes é limitada a possibilidade de no futuro fazer algo melhor pela gestão administrativa (surgirá o argumento "já foi feita uma reforma administrativa há poucos anos"); Rui Cunha Monteiro pois foi a ele que coube a árdua tarefa de apresentar a proposta na Assembleia Municipal (o meu humilde reconhecimento pela coragem e verticalidade com que o fez).

13. Acredito que os jovens, os futuros responsáveis pela gestão autárquica terão a serenidade, a coragem e a lucidez para, em momentos vindouros como este, conseguir soluções onde os SUPERIORES INTERESSES DO MARCO DE CANAVESES E DOS MARCOENSES sejam defendidos e colocados a um nível de preponderância inigualável... Ao contrário do que se passou com esta Reforma Pavor (feita a vapor).
 
Muito mais haveria a dizer acerca do assunto, muito mais e melhor deveria ser feito... Ficará para umas boas conversas de café. Termino sublinhando o enorme orgulho que tenho quando afirmo que a JS Marco Canaveses esteve, a meu ver, à altura dos acontecimentos, tendo procurado, no momento em que é esperado que os eleitos se excedam, criar espaços de diálogo, tendo construído pontes de comunicação, tendo aproximado os marcoenses do debate e dos responsáveis pela decisão e tendo, mais que tudo, tido a coragem de assumir a sua posição de forma clara e inequívoca com uma ÚNICA COISA EM MENTE:
 
CONSTRUIR UM MELHOR MARCO DE CANAVESES.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A eterna desculpa de Manuel Moreira

Os anos podem passar, as condições podem mudar, mas há algo que permanecerá igual: a desculpa constante de Manuel Moreira com o passado. 


De facto, a dívida que o actual presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses herdou, não pode ser esquecida. As condições não foram (nem são) fáceis. No entanto, há que destacar que a desculpa do passado não serve para tudo. 



Já lá vão quase oito anos desde a tomada de posse e muito pouco mudou. Se antes éramos já um dos concelhos mais atrasados do país, agora essa condição agravou-se. De acordo com um estudo elaborado pela Universidade da Beira Interior, somos agora o 12.º pior município do país para se viver (ver aqui), entre os 308.



E há problemas que são bem conhecidos dos marcoenses: a reduzida cobertura da rede de água e saneamento (uma das mais baixas do país), a falta de dinâmica da economia concelhia, as ligações ferroviárias entre a cidade e a estação de Caíde (Lousada), a destruição da linha do Tâmega, a inexistência de uma política de mobilidade interna, uma falsa agenda cultural...


São só alguns exemplos do que sente a população que cá vive. Há acções e iniciativas para as quais pouco ou nenhum dinheiro será preciso, mas a vontade de fazer parece tão pouca que chega a causar vergonha alheia. 


Precisamos de uma câmara municipal mais aberta, de um presidente que sinta diariamente todos estes problemas, que tente fazer mais e melhor. Não precisamos de festas, não precisamos de falsas promessas, não precisamos de obra para inglês ver. Precisamos sim de mais trabalho, de coisas que por mais pequenas que possam parecer, acabem por fazer toda a diferença. 



Não precisamos que nos mintam. O Marco não tem turismo ou uma boa qualidade de vida. Mas podia ter. A culpa não é toda sua, senhor presidente, mas vai ter de concordar, já podia ter feito bem melhor.



E se o passado não pode servir para Manuel Moreira se desculpar perante os marcoenses, também o futuro não o poderá ser. Isto porque por aí tem surgido (novamente) o medo do regresso de Ferreira Torres. E, tendo isso em conta, muitos já se aproveitam do facto para não deixar fugir o "voto útil". 



Voto útil será aquele que rompa com o passado. E do passado já faz parte o actual presidente... Por muito que ele se esqueça disso. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quem quer ser presidente da Câmara?

"Candidatos procuram-se", li num destes dias por aí, numa referência ao mistério que teima em permanecer quando se fala em candidatos à Câmara Municipal do Marco de Canaveses. 

Numa altura em que por todo o distrito já existem candidatos aos vários executivos para as autárquicas deste ano, no Marco paira a dúvida (e o medo), mais uma vez. Se já é dado como certo, para alguns, que Avelino Ferreira Torres tentará novamente a sua sorte, o mesmo não poderá ser dito acerca dos possíveis adversários.

Certo e sabido é que Manuel Moreira tem dois grandes amores: o Marco de Canaveses e o concelho onde reside, Vila Nova de Gaia. Continuará o actual presidente apostado em fazer a "mudança tranquila" no interior do distrito, ou rumará ao litoral?

Com certeza, as decisões estarão tomadas de ambos os lados, mas ainda nada é oficial. 

Do lado do PS, seria interessante, pela primeira vez, perceber se existe vontade política de uma união à esquerda. Há, certamente, vontade disso também por parte de muitos comunistas e também socialistas.

No entanto, o PS saberá indicar, seguramente, o melhor candidato e o que melhor servirá a população marcoense.

Afinal, quem quer ser presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

COMBOIOS: Balanço reunião Comissão Utentes com a CP

 
Como não podia deixar de ser, a JS Marco Canaveses acompanha e dá conta das novidades e avanços/recuos que a situação dos transportes ferroviários marcoenses vai conhecendo. Sublinhamos que esta é uma luta que está muito longe de estar ganha e um desfecho positivo para populção marcoense está distante, ao contrário do que alguns atores políticos têm procurado fazer crer.
Assim sendo, deixamos as seguintes notas acerca da reunião da Comissão de Utentes com a CP, onde esteve presente o Presidente da Câmara Municipal - Manuel Moreira - e o Vice-Presidente - José Mota:
 
1. A CP mantém a narrativa de que as supressões (MASSIVAS) que se têm verificado estão relacionadas com a greve dos maquinistas. Argumento absolutamente falso e prontamente desmentido pela Comissão de Utentes que revelou à empresa uma resposta do Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) dando conta da indisponibilidade de material circulante (comboios) para trabalhar. Perante isto a CP argumentou que a rotação de material e as avarias impedem o cumprimento do serviço estipulado. (TAL COMO A COMISSÃO DE UTENTES ASSINALOU - PALAVRAS COM AS QUAIS CONCORDAMOS: DESCULPAS EM QUE NIGUÉM ACREDITA!).
 
2. De acordo com este cenário a Comissão de Utentes propôs à CP a possibilidade de utilização dos comboios Interregionais ao preço dos urbanos. (NOTA: ESTA POSSIBILIDADE NÃO SATISFAZ AS NECESSIDADES DE MOBILIDADE DOS MARCOENSES POIS O NÚMERO DE LIGAÇÕES INTERREGIONAIS É REDUZIDO).
 
3. Quanto à eletrificação, a CP desviou toda e qualquer responsabilidade para a REFER (OS MARCOENSES ESTÃO JÁ NO MEIO DO JOGO DO EMPURRA!).
 
4. A Comissão de Utentes já pediu entretanto uma reunião com caráter de urgência à REFER, de forma a diligenciar o mais depressa possível no sentido de assegurar a eletrificação da linha ferroviária (QUE ALGUÉM JÁ DISSE ESTAR ASSEGURADA!).
 
5. A Comissão de Utentes demonstrou a sua indignação perante a CP e fará o mesmo perante a REFER, asseverando que caso seja necessário haverá lugar a novas manifestações.
 
A concelhia do Marco de Canaveses da JS estará tão próxima quanto possível dos avanços que ocorram na problemática dos transportes ferroviários. Sublinhamos, novamente, a nossa completa disponibilidade para ser um elemento ativo neste processo que pode apenas etrminar de uma forma: COM A ELETRIFICAÇÃO FERROVIÁRIA E EXTENSÃO DE TODAS AS LIGAÇÕES DE CAÍDE ATÉ AO MARCO DE CANAVESES.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Política e os Portugueses 11

Episódios do dia-a-dia em que sinto no meu bolso (e no de todos) as políticas concretizadas no Hemiciclo (esse lugar que não raras vezes me parece distante):

I. As prioridades, em muitas ocasiões da vida, refletem em muito aquilo que pensamos ou consideramos mais importante. Para este Governo, nos dias que que vivemos, a prioridade é claramente a imagem política do partido e do governo relativamente ao diferendo com Paulo Portas, uma vez que foi tão célere a convocatória para reunião dos órgãos nacionais do partido... Uma rapidez que assombra o mais pacato dos portugueses, visto que essa mesma rapidez não se tem verificado relativamente a uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril de 1974: no dia 15 de Setembro saíram 1 milhão de Portugueses à rua para por em causa tudo aquilo que Passos Coelhos, Paulo Portas e companhia têm feito ao longo do ano, não obstante os números massivos da manifestação... Ouvem-se apenas grilos a ecoar nos jardins de São Bento relativamente ao descontentamento nacional. Coisa secundária, portanto...

II. A Reorganização da Administração Local tal como está plasmada na lei nº 22/ 2012 é, na minha modesta opinião, redutora, ineficaz e insuficiente. Esta lei, que poderia criar as condições para uma reorganização condigna para com as populações, castra à partida muito daquilo que poderia alcançar: representatividade, eficiência administrativa, regionalização, proximidade de qualidade... Foi vergonhoso assistir ao não consenso por parte do PSD e CDS relativamente à constituição dos executivos municipais... Em cima de tudo isto, temos no Marco de Canaveses a condução do pouco que resta (agregação de freguesias) de forma deficitária, autista e autocrática!!! Lamentável... Quando a mudança se exige... O calor aperta nos nós das gravatas! Depois estranhe-se que a sociedade esteja de costas voltadas para a política!!

Vamos mudar isto ou quê?? Não é mais tempo de ficar no café a opinar ou no sofá a barafustar! Ação, intervenção e envolvimento é o que se exige!! Junta-te a nós... O Marco precisa, Portugal precisa de ti!
Porque, frequentemente, a política que ambiciono e projecto é muito distante da política praticada. Mas também porque a política é essencial para o quotidiano equilibrado de uma sociedade sustentável!!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Novo Mapa Autárquico Proposto


Foi ontem proposto, tal como já era esperado, o novo mapa autárquico do Marco de Canaveses. Este mapa foi proposto por António Coutinho - presidente da Assembleia Municipal - aos elementos constituintes da comissão de trabalho da Reforma Administrativa, presidentes de Junta de Freguesia e movimentos civis.
A JS Marco Canaveses irá apresentar, a seu devido tempo, a reação a esta proposta, bem como a devida análise. De salientar, desde logo, a gestão absolutamente autocrata de todo este processo, onde a ausência de abertura e de sentido de serviço público têm imperado por parte do executivo municipal e do presidente da Assembleia Municipal.
 
Qual é a tua opinião relativamente a esta proposta?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Silêncio


O silêncio é precioso. O silêncio é sábio. O silêncio é incómodo. O silêncio é imperioso. O silêncio é assertivo. O silêncio é inapropriado. O silêncio é curto, por vezes longo. O silêncio é meu - faço uso dele sempre que entender - mas é também teu e nosso. O silêncio é apaziguador. O silêncio é perturbador – chega até a ter a força de um projétil impulsionado pela explosão que o gatilho proporciona quando premido. O silêncio é reflexo de uma multitude de cenários, é sinónimo de inúmeras realidades e é, não raras vezes, a manifestação mais ruidosa de aquilo que à frente dos olhos nos passa.

O silêncio é, porventura, a melhor palavra que descreve a minha atividade no espaço online da JS Marco de canaveses. Este mesmo silêncio – o silêncio que tenho perpetuado - é sinónimo de, tal como o anterior parágrafo, vários adjetivos. Por isso mesmo, porque do silêncio volto e porque do silêncio é possível absorver e depreender muito daquilo que são as vicissitudes do contexto que me rodeia... Faço do silêncio a palavra que me traz de novo à atividade na blogosfera. Do silêncio me excluo e volto a fazer uso da palavra.

Do silêncio saio e começo precisamente pelo silêncio, ou melhor, pelos silêncios. Pelos silêncios que se têm feito ouvir um pouco por todo o lado, silêncios esses que têm diferentes significados. Ora, aos silêncios então...

Ao meu... Que em Agosto, em termos de blogosfera, foi nulo – zero mesmo. Este é um silêncio de trabalho, um silêncio cujas implicações práticas se materializaram no JS Summer Camp 2012, na Torre de Nevões, e numa série de outras ocasiões internas à Juventude Socialista, distrital e concelhia. Um Agosto atípico, normalmente sinónimo de férias, repleto de trabalho e de preparação para os próximos 12 meses que se avizinham. Um silêncio que permitiu cimentar relações e ligações. Um silêncio precioso portanto.

Ao do presidente da Câmara Municpal... Manuel Moreira não é, nem nunca será silencioso: as suas aparições são constantes, as suas intervenções idem. Contudo Manuel Moreira tem manifestado um particular silêncio: inapropriado, inapropriadamente longa mas sábio, muito sábio. Não me vou referir às hipotéticas divergências internas, mas sim à Reorganização da Administração Local (RAL). É, acima de tudo, curta a lei 22/2012: a Regionalização, o Setor Empresarial Local e a reforma eleitoral ficam todos de fora de uma lei que poderia ser, a vários níveis, potenciadora do poder local (irei nos próximos dias abordar outro aspeto desta lei 22/2012). No entanto, tendo em conta aquilo que consta da lei, é possível desenvovler trabalho no sentido de conseguir uma gestão autárquica do Marco Canaveses mais eficiente que propicie a coesão territorial e, concomitantemente, reconheça as suas disparidades. Sobre este assunto Manuel Moreira tem sido particularmente silencioso: os presidentes de junta pouco ou nada sabem, os grupos partidários da Assembleia Muniucipal idem e, pior que tudo isto, os Marcoenses são figurantes políticos num assunto onde deveriam ser vetores ativos. Inapropriadamente longo, portanto, o seu silêncio. Mas, também por isso, sábio. Sábio porque o silêncio de que Manuel Moreira tem feito uso tem sido uma poderosa ferramenta para fazer desta reorganização um golpe de teatro, um faz-de-conta-que-vai-mudar-alguma-coisa. Sábio para Manuel Moreira que, com este silêncio, procurará perpetuar e solidificar a sua posição de poder, seja a que custo for... Porque, do ponto de vista dos marcoenses, este é um silêncio que os mantém na ignorância, um silêncio que os renega ao espaço de discussão pública, um silêncio que reduz o debate em torno da RAL a um pequeno número de pessoas que, na sua maioria, são seus fieis seguidores... Perdemos todos – até Manuel Moreira – pois perdemos a oportunidade de fazer uma mais eficiente gestão administrativa do nosso concelho.

Ao do governo da república portuguesa... Perante uma manifestação de dimensões colossais. Um silêncio que tresanda a incómodo perante o povo que elegeu este mesmo governo. Também no silêncio governamental vale a pena incluir o silêncio de Paulo Portas, entretanto quebrado, acerca das recentemente anunciadas  medidas de flagelo social (antes designadas de austeridade). Um silêncio que se revelou carnavalesco... Visto que se mascarava divergências profundas, alicerçadas na ausência de diálogo e capacidade negociar consensos de ambos os partidos que suportam o governo.

Ao silêncio que no sábado não se escutou... No dia 15, até poderia ter havido silêncio, até poderia ter ocorrido uma qualquer manifestação que fosse agora motivo de chacota por parte do poder... Mas não foi. O silêncio que se escutou no passado sábado era proveniente do interior das casas de cerca de 1 MILHÃO de PORTUGUESES. Portugal esteve na rua e fez-se ouvir... Questões partidárias à parte: GRAÇAS A DEUS QUE NÃO HOUVE SILÊNCIO. Portugal está atento, os portugueses estão conscientes do caminho político que se está a seguir.

Muitos outros silêncios existem, eventualmente bem mais interessantes que estes acima referidos... Mas, para já fiquemo-nos por aqui, para esses haverá também tempo! É bom estar de volta à vossa companhia, é bom voltar a dar o meu contributo para o espaço online da Juventude Socialista do Marco Canaveses. Vemo-nos por aqui...

terça-feira, 31 de julho de 2012

Diz que é uma espécie de Política Local... II


O meu camarada Tiago Moreira esreveu há uns meses um texto que fazia uso deste título. Parecendo, a vários níveis, um epíteto bem aplicado à política do atual executivo, gostaria de o aplicar à política que Manuel Moreira pratica no órgão máximo da democracia local: a Assembleia Municipal. É, de facto, neste espaço onde a democracia pode ser debatida, maturada e projetada. Espera-se, portanto, que este seja um espaço profícuo em soluções, pleno de afirmações e posições claras e inequívocas... Sim claro... É já a seguir (perdoem-me a expressão)!
Manuel Moreira (é importante sublinhar este nome e apenas este nome) faz das assembleias municipais sessões de retórica, fazendo o timbre da sua voz ecoar pelas paredes do salão nobre e pelos microfones da rádio horas a fio. Tanto tempo de intervenções poderia ser incrivelmente produtivo, poderia lançar um conjunto alargado de propostas, poderia até atiçar as mais originais mentes políticas, fazendo com que as palavras que o edil emprega tivessem repercursão na realidade marcoense... Vazio. É isso que sobra: VAZIO. Depois de se sentar fica a clara sensação - não apenas em mim - de que todo aquele latim (que bela língua temos nós) foi tão produtivo como uma boa tarde de domingo ao sol. Enfim... Como disse Tiago Moreira: Diz que é uma espécie de política local!
Pessoalmente, vejo isto como uma enorme ironia! Eu e toda a JS Marco tem dado espaço e condições a Manuel Moreira para brilhar, para apresentar as suas propostas e soluções ou, caso não existam, apresentar as mais plausíveis razões para tal. A JS Marco tem, sessão após sessão, aberto o espaço de intervenção do público a Manuel Moreira, deixando que este se repaste no amplo terreno que representa cerca de 1h de microfone só para si. Não obstante todas estas possibilidades, estas cartaz brancas por nós oferecidas, Manuel Moreira faz questão de as utilizar para... Dar tiros de pólvora seca! Passo a explicar, por ordem cronológica:

1. Desde Setembro último que a JS Marco tem feito uso do espaço dedicado ao público para que, a horas pouco aconselháveis, apresente propostas e posições construtivas ao executivo. Assim foi na sessão seguinte, altura em que nos relembrou António Countinho - presidente da Assembleia Municipal - que o espaço de intervenção do público deve ser utilizado para colocar questões ao executivo. Pois muito bem... Longe de pensar a JS Marco que estaria a ser incómoda para o executivo municipal (ainda que soubéssemos que estavamos a ser... E assim continuamos), escutou Antínio Coutinho e anuiu, reconhecendo que as propostas não estariam a ser apresentadas no local devido. Pois então... Questões colocaremos, pensamos nós.

2. Desde então a JS Marco passou a fazer uso do período dedicado ao público para questionar o executivo relativamente a diversos assuntos. Começou pela questão da Repavimentação de Acessibilidades em Bom Estado de Conservação - RABEC (a debater muito brevemente aqui no blogue), também conhecida como Requalificação Urbana (diz Manuel Moreira). Colocamos diversas questões relativas a este projeto: desde as entidades consultadas, empresas, associações e grupos informais, os proprietários dos edifícios privados envolvidos, a acessibilidade para viaturas pesadas (bombeiros nomeadamente), parqueamento e, mais recentemente, questionamos o valor estratégico deste projeto em detrimento d eoutros que poderiam ser implementados. Além destas, fizemos ainda questões relativas ao saneamento previsto no orçamento da Câmara para o ano de 2012 na freguesia de Várzea e ainda qual o motivo do "desaparecimento" do Portal das Coletividades (sítio que nunca chegou a nascer, desde 2009).
Perante estas questões Manuel Moreira tinha tudo, tinha o caminho livre para justificar o investimento colossal, tinha a possibilidade de demonstrar o quão inexperientes somos nós, que somos jovens... Mas não nos podemos esquecer que falamos de Manuel Moreira. E como Manuel Moreira que é, fiel a si mesmo, as intervenções que se seguiram foram nada mais que números políticos entristecedores para qualquer marceonse. Nada acrescentou, preferindo ir pelo caminho do "mini-comício" sem qualquer fundamentação para as suas palvras... Pleno de de redundância, Manuel Moreira exultou por diversas vezes o seu digníssimo caráter e estaleca (ninguém tem duvidas do mesmo), explicou que é preciso "embelezar a cidade" e, por fim lá soltou um risível "as outras cidades vão fazê-lo, nós devemos fazer também"! Fantásticas junstificações para tão avultado investimento...
Serve tudo isto para dizer o quê, afinal? Façam uso do período dedicado ao público, participem no processo democrático, dêem o vosso contributo, partilhem a vossa opinião e tentem esclarecer a vossa questão... Mas NADA esperem em volta. Manuel Moreira fará uso das vossas palavras, fará delas substrato para se lançar numa retórica que apenas ele decide quando deve parar.
Quero deixar ainda duas observações quanto a este espaço de intervenção do público na assembleia municipal:
1. As questões a que o Eng. José Mota (Vice-Presidente da Câmara Municipal) respondeu (coletividades e saneamento) foram RESPONDIDAS, de forma clara e bem fundamentada. A JS Marco continuara a acompanhar estes projetos, certa de que serão concretizados assim que possível.

2. O regimento da assembleia municipal indica, de forma bem clara no ponto 3 do artigo 29º (Publicidade das sessões), que as respostas a todos os esclarecimentos solicitados não deverão exceder um total de 15 minutos... António Coutinho deve ter um relógio cujo funcionamento é diferente de todos os outros relógios.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Soalhães censura Manuel Moreira

No passado dia 30 de Abril foi aprovada na Assembleia de Freguesia de Soalhães uma Moção de Censura ao executivo da Câmara Municipal. Além das publicações nos blogues marcoenses, pode consultar a mesma aqui, no sítio online da Freguesia de Soalhães, no Portal das Freguesias.

Esta é uma moção que merece uma atenção mais detalhada por parte dos marcoenses que uma qualquer jogada partidária. Esta moção espelha o estado de espírito da freguesia de Soalhães relativamente ao executivo camarário. Basta, para tal, verificar que foi aprovada por unanimidade, isto é, inclusivamente com os votos a favor dos elementos eleitos pelo PSD (para os mais distraídos, o partido que comanda os destinos da Câmara Municipal).
Esta é uma fábula inusitada e bastante insólita. Que consiste, de forma sucinta, na candidatura a financiamento estatal para a construção do Centro Escolar de Soalhães, integrado na carta educativa do concelho. Candidatura aprovada, a bola passou para o lado do município, que tratou de adquirir o terreno, por 500 mil euros e encomendar a elaboração do projeto. Daqui em diante é tudo desastre! Enumero esses pequenos desastres entrelaçados por perguntas que não interessa mais fazer nos locais indicados (Assembleia Municipal e Reuniões de Câmara) pois Manuel Moreira pura e simplesmente nada responde:

1. Como é possível adquirir um terreno com o fim de construção de um centro escolar cujas características não permitem construção? Poderia-se argumentar que o mesmo seria, entretanto, passível de ser submetido a construção, no entanto, até agora, NADA! Que executivo é este que adquire um terreno para um propósito para o qual o terreno não pode ser utilizado? 500 mil € não são trocos!

2. Sendo o plano alterar o caráter do terreno em questão, possibilitando depois a construção do Centro Escolar, como justifica o executivo o atraso COLOSSAL na atualização do PDM? Este importante instrumento (para alguns apenas, talvez) está incrivelmente desatualizado e não há ainda sinais de conclusão do processo de atualização. EMBARAÇOSAS as justificações de Manuel Moreira para tal atraso, quando praticamente todos os concelhos limítrofes têm o seu atualizado ou prestes a estar.

3.Como justifica o executivo marcoense o atraso de largos meses nas respostas à CCDR-N, quando esta pede esclarecimentos à Câmara Municipal? Faz até parecer que não quer a concretização deste projeto - coisa de que duvido.

4. Qual o porquê de tanto silêncio a tantas questões? Nada tem a dizer? Nada quer acrescentar? Fazer de conta que o elefante branco na sala não existe?

5. Será ainda a culpa do Sócrates? Será ainda o PS contra o desenvolvimento do Marco de Canaveses? Ou será apenas um presidente de Câmara que tarda em renovar o PDM? Que se escusa a dar satisfações aos munícipes e autarcas e a procrastinar algo que nunca irá resolver?

Enfim...
É, todavia, minha opinião que o executivo camarário, apesar do inegável envolvimento da vereadora da educação, pouco tem que ver com esta questão, parecendo, concomitantemente, claro aos meus olhos que a ação e a forma de agir de Manuel Moreira é que colocam este projeto em causa. Melhor ainda, é apenas este senhor que diz que vai fazer o Centro Escolar vezes sem conta sem nada apresentar na realidade para corroborar essas palavras... Dito de outra forma menos literária: MENTE CONSTANTEMENTE AOS MARCOENSES.
Soalhães, farta da mentira insistentemente apregoada, censurou, EM PESO, Manuel Moreira.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O POVO faz toda a diferença


No passado dia 22 de Abril fiz parte de uma manifestação que, a meu ver, ficará marcada de forma indelével na história marcoense: foram mais de dois milhares de pessoas que, sem quaisquer reticências ou receios, demonstraram a sua insatisfação pela situação em que a CP preparava para colocar o município do Marco de Canaveses - a Imobilidade! Com efeito, devo subscrever as palavras do Tiago Moreira e afirmar, com todo o meu ser, que Abril está-nos no sangue!
Lado a lado com os meus conterrâneos, respirando da mesma revolta e inspirado pela mesma terra, o Marco de Canaveses, não houve lugar a dúvidas, segundas intenções ou agendas escondidas... o Marco de Canaveses estava acima de tudo. Muito acima! Foi deveras inolvidável aquele momento...
Agora, contudo, é momento de fazer um balanço de todo o processo, de toda a sequência de eventos que nos trouxe até ao dia 22 de Abril e, posteriormente, até ao (de momento) desfecho do dia 27 de Abril.


Desde meados de Março que a Juventude Socialista do Marco Canaveses (JS Marco) tem acompanhado os desenvolvimentos deste processo, dando conta das novidades, dos factos e das incidências diárias dos utentes do serviço ferroviário do Marco de Canaveses (podem ler-se aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Desde há mais de um mês que temos apontado baterias no sentido de procurar esclarecer os marcoenses acerca desta questão, aliás, a prova disso reside no incremento, notório, das visitas diárias ao nosso blogue. Os marcoenses procuraram junto da JS Marco novidades em torno da questão ferroviária. No sentido contrário, ao que tudo indicava, parecia seguir a Câmara Municipal que, tentativa após tentativa, negava a veracidade dos factos, excluía por completo essa hipótese. Hipótese essa que se veio a materializar: os marcoenses estavam prestes a ficar sem um serviço fulcral... E a Câmara Municipal desmentia. Até que não foi mais possível esconder a verdade... O Marco de Canaveses estava em risco, verdadeiro risco de ver apenas passar comboios interregionais, sendo sumprimidas 15 ligações regionais Marco - Caíde. Algo absolutamente inaceitável.
Um facto curioso que verifiquei na reunião da Comissão de Utentes com a população no dia 15 de Abril, foi a comunicação de Manuel Moreira de que as ligações ferroviárias estavam em risco desde o dia 1 de Março! Informação que apenas ele detinha e que corrobora a afirmação de que o executivo tentou ESCONDER esta hipótese dos marcoenses tanto quanto possível. Porém o mesmo Manuel Moreira arregaçou mangas, trabalhou em prol da população e fez os possíveis para que as ligações ferroviárias se mantivessem. Nessa mesma reunião de 15 de Abril foi definida a concentração/manifestação na Estação CP do Marco de Canaveses no dia 22 de Abril pelas 18h... Foi uma semana trabalhosa, plena de vontade, alma e suor sempre com o Marco de Canaveses em mente... Uma semana que culminou numa das maiores manifestações que o Marco de Canaveses já presenciou. Mas muito foi necessário para que assim fosse...

Continua... Em breve!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Comboios: Reunião com a população

(fonte Rádio Clube Penafiel)

A última reunião da comissão de utentes da Linha do Douro com a população decorreu no passado domingo, no dia 15, pelas 20h, no auditório municipal prof. Emília Monteiro. Reunião da qual resultou a decisão da concentração no próximo domingo, dia 22 de Abril, pelas 18h, na Estação CP do Marco de Canaveses. Tendo estado presente, pretendo deixar aqui algumas notas acerca do que se passou na sessão em questão no sentido de informar todos os marcoenses que não puderam estar presentes.

A primeira constatação que fiz refere-se à elevada mobilização da população em torno desta questão: o auditório municipal esteve praticamente lotado, sobrando umas poucas cadeiras, dando um tom azulado ao fundo da sala. Na mesa estava a comissão de utentes, o presidente da câmara municipal e os presidentes de junta de freguesia mais diretamente afetados (Constance, Toutosa, Vila Caiz, Rio de Galinhas, Tabuado e Santo Isidoro - as minhas desculpas se me esqueço de alguém), aos quais se juntou depois o autarca de Fornos.

A comissão de utentes foi direta ao assunto, sintetizando a reunião decorrida na 6ª feira anterior com a representante da administração da CP, e chegando, de forma célere, às conclusões:
  • a CP propõe o fim das ligações Marco - Caíde - Marco;
  • a população deverá ser servida apenas pelas ligações interregionais;
  • supressão de 15 ligações Marco - Caíde - Marco (regionais, mantêm-se as ligações interregionais).
Foi assim, segundo Manuel Cardoso, da comissão de utentes, que a CP apresentou a sua proposta, junto com informações (ditas verdadeiras por parte da administradora) que sustentem a decisão:
  • ligações Marco - Caíde - Marco apresentam rendimento anual de 40 mil €;
  • ligações Marco - Caíde - Marco apresentam custos anuais de 760 mil €;
É importante referir que, segundo a proposta da CP, os primeiros marcoenses chegariam ao Porto apenas às 7:30h, ao passo que o último comboio a fazer ligação Marco de Canaveses partiria do Porto às 21:54h! Informação que gerou total inconformação por parte dos marcoenses. Isto é inadmissível!

A comissão de utentes rejeitou, perentoriamente, a proposta da CP. Propondo, por seu turno, a substituição dos chamados "camelos" que apresentam um consumo de combustível de cerca de 3L/km, por carruagens ALA que estão em desuso da antiga linha da Lousã, após remodelação, cujo consumo ronda os 1,3L/km. A comissão de utentes mostrou ainda alguma flexibilidade para, em casos muitos pontuais, optar pela supressão de ligações ferroviárias menos utilizadas.

Por seu turno, o presidente da câmara municipal, Manuel Moreira, apresentou-se como disponível para ir para a rua com os marcoenses, sublinhando a sua indignação e tristeza perante as propostas da CP. Por entre lamentos e ofensivas políticas, Manuel Moreira repetiu, até à exaustão, que está com os marcoenses.

Das intervenções do público e posterior interação surgiram alguns consensos e foram apresentadas algumas informações, das quais se destacam:
  • O primeiro objetivo da manifestação do próximo domingo é assegurar a manutenção das ligações Marco - Caíde - Marco (ainda que se possa abdicar de algumas ligações);
  • Irá ser estudado um ajustamento de horários, para que, com menos ligações, se sirva, com qualidade, a população;
  • A comissão de utentes revelou um documento oficial da CP, datado de 2004, onde constava a garantia de que a CP manteria as ligações Marco - Caíde enquanto não fosse concretizada a eletrificação da linha até ao nosso concelho;
  • Foi unânime o reconhecimento de que a tutela, isto é, o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, será o responsável pela decisão.

Da minha parte, intervim já perto do final da sessão, abordando os seguintes temas:
  • Omissão de informação por parte de Manuel Moreira relativamente à possível supressão das ligações já a partir de 1 de Março! Poderíamos, com esta informação, estar numa fase mais adiantada de negociações e, possivelmente, menos marcoenses teriam sofrido com as diárias supressões de ligações ferroviárias;
  • A supressão de ligações deve zelar pelos interesses de jovens estudantes e trabalhadores, uma vez que os horários praticados por estes, em muitos casos, não se compaginam com a regularidade do horário laboral da restante população: os jovens necessitam das ligações ferroviárias;
  • O Marco de Canaveses arrisca-se a ser INTERIOR sem estas ligações! TEMOS DE NOS UNIR POR UMA CAUSA MAIOR QUE QUALQUER UM DOS MAIS DE 53 000 MARCOENSES.
De resto, foi em uníssono que a população concordou com a data, hora e necessidade da concentração. Não esqueçam:

DOMINGO, 22 DE ABRIL, 18 Horas, ESTAÇÃO CP MARCO DE CANAVESES

A JS Marco de Canaveses está PROFUNDAMENTE empenhada em vencer esta batalha ao lado de todos os marcoenses!


Não deixes de acompanhar todas as novidades no grupo do Pela Ligação Ferroviária Marco - Caíde.
Outros textos deste blogue acerca deste assunto podem ser lidos aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Diz que é uma espécie de política local...

Foi algo insólito. Senti vergonha alheia na Assembleia Municipal do Marco de Canaveses da última sexta-feira. Senti-me constrangido por ter percebido, tarde demais talvez, que o presidente da CM, que me merecia todo o respeito, ignorou mais uma vez os marcoenses, ignorou o Marco de Canaveses, preferindo a política pura e dura, politiquices desnecessárias e partidarismos arcaicos. 
  
Depois da AM de dezembro, em que o sr. presidente quase fez troça dos jovens marcoenses que lá foram intervir e trazer algo de positivo à política local, nesta sexta-feira preferiu retratá-los como incoerentes, oportunistas e interessados em subir na política local à custa da intervenção cívica direta na AM. 

Ora, vamos a factos... Depois de devidamente avisados, e bem, pelo sr. presidente da AM de que o espaço dedicado ao público - no qual participámos - serve para perguntas ao executivo e se deve resumir a cinco minutos, decidi intervir. A minha intervenção, com perguntas concretas, incidiu sobre o futuro dos jovens no concelho. Porque sou um cidadão preocupado, porque sempre me mostrei preocupado com aspetos que dizem respeito à juventude e ao seu futuro no Marco de Canaveses, decidi confrontar e pedir explicações ao executivo. Independentemente da cor do partido em poder, nunca me sentiria bem com o atual estado de coisas, que expulsa os jovens da sua terra, não lhes oferecendo um futuro digno.

1) Tendo em conta a atual taxa de desemprego, que tem aumentado, e considerando o frágil tecido empresarial do concelho, perguntei ao presidente da CM se o executivo tem em marcha algum plano, algum projeto, algum gabinete que apoie os jovens empreendedores, que apoie os jovens desempregados e os ajude a mudar a situação em que se encontram. Resposta: o José Sócrates é o culpado de não haver nenhum tipo de estrutura de apoio no Marco de Canaveses.

2) O Marco de Canaveses é o concelho da NUT III Tâmega e o segundo de toda a região Norte com o menor investimento por habitante nas áreas culturais e de desporto. Foram 13,9€ por habitante no ano de 2010. Em Penafiel e Paredes, por exemplo, as respetivas câmaras investiram cerca de 40€ por habitante, em Felgueiras e Paços de Ferreira são mais de 60€.
O investimento total da CM em atividades culturais e de desporto no Marco de Canaveses foi o segundo mais pequeno do distrito, cerca de 770 mil euros, sendo que uma grande parte, mais de metade, foi feito em jogos e desportos. Sei perfeitamente que o investimento, por vezes, pode não demonstrar a aposta feita na realidade, porque com pouco se pode fazer muito (fiz questão de o dizer). No entanto, este não é o caso do Marco e, por isso, perguntei qual é o rumo da CM para a área cultural, se existe uma verdadeira agenda da cultura, para além do papel e de umas quantas festas e atividades de que a câmara se apropria, se há uma rota alternativa para formar, educar e desenvolver uma consciência cultural nos marcoenses. 
Resposta: os números nada querem dizer.

3) Em relação à mobilidade, felicitei a CM pelos avanços relativos à eletrificação da linha ferroviária entre Caíde e o Marco e no projeto do IC 35. Mas aproveitei para relembrar a CM que é necessário criar uma rede sustentável de transportes públicos rodoviários no concelho, sabendo-se que a empresa privada que efetua o serviço está recetiva e aceita rever linhas e horários. O que está, portanto, a CM a fazer? 
Resposta: Nenhuma. Em compensação o presidente acusou-me de não ter lutado pela eletrificação e IC 35 durante o Governo de Sócrates. Está enganado, porque o interesse do Marco sobrepõe-se totalmente a cores políticas, a Governos e a interesses centralistas. Se calhar não ouviu a parte em que elogiei os desenvolvimentos das conversações, que só é pena pecarem por tardias. 

4) O Marco de Canaveses tem o indicador mais baixo do distrito e do Tâmega de médicos e enfermeiros por mil habitantes. Este é um serviço que compete, em geral, à Administração Central mas cabe à Câmara Municipal exercer pressão para que os serviços de saúde no concelho sejam reforçados e melhorados. O que está a CM a fazer neste sentido? Há perspetivas ou conversações?
Resposta: Zero e risos.

5) Temos a menor percentagem de população servida por sistemas públicos de abastecimento de água na Região Norte – 32%. Até quando? Quando vai acabar o romance com os tribunais? 
Acerca do Plano Diretor Municipal, por exemplo, a CM vai continuar a justificar com culpas alheias o constante adiamento da revisão do PDM, que já devia ter sido feita há 18 anos?  Em que ponto estamos em relação a este assunto?
Resposta: Nenhuma. 

Em vez de responder, o presidente da câmara municipal preferiu ridicularizar-nos. Talvez porque as perguntas sejam incómodas e porque não haja uma resposta que coincida com os interesses instalados naquele espetáculo em que só os que dizem bem do executivo têm lugar insuspeito e resposta em condições.  

Parece-me que a justificação de todo o estado actual das coisas tem que ver com a herança sabida dos governantes camarários anteriores, já lá vão quase sete anos. No entanto, esta começa a ser uma desculpa rompida e sem sentido. Aliás, aceitar que as coisas estão más , mas que servem da forma que estão só porque antes eram piores, parece-me vergonhoso - assim sugeriu, em jeito de desculpa e de varrer do incómodo, o interveniente que se seguiu ao sr. presidente da CM, numa intervenção que esvaziou quase metade da sala...

Fiz ainda questão de oferecer ideias e vontade de trabalhar voluntariamente, em conjunto com muitos mais jovens marcoenses, para desenvolver projetos e iniciativas para o desenvolvimento do Marco, mas na CM reina toda a sabedoria do mundo e tudo o que vem do exterior não é aproveitado. 

Se calhar sou demasiado ingénuo, se calhar não consigo suportar um jogo político de manobras  e interesses. Mas ainda bem que sou assim, porque se um dia estiver perto de chegar ao teatro daqueles senhores, então será hora de me retirar da participação cívica. 

Ah, ainda em relação a participação cívica... O sr. presidente do executivo fez questão de referir: "não vivemos numa democracia direta, mas sim representativa, portanto respeitemos os eleitos". Sim, representativa, mas NÃO autoritária, dona absoluta da razão ou impeditiva da participação direta e, por isso, é que existe o espaço para a intervenção pública dos representados.

O sr. presidente da CM acusou-nos indiretamente, a mim e ao Miguel Carneiro, que também interveio na mesma AM, de interesseiros e oportunistas, porque, de acordo com ele, estamos focados nas eleições autárquicas de 2013. Não sei que realidade o ex-deputado na AR e ex-governador civil do Porto conhece, mas a nossa postura na vida, na política e a todos os níveis não é essa, lamento. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Resposta às propostas da JS Marco

A JS Marco Canaveses apresentou ontem, na Assembleia Municipal, CINCO propostas de apoio da Câmara Municipal à Animarco. Fê-lo no período de intervenção do público (não o período mais indicado RECONHECEMOS), ao qual se seguiu a dissertação habitual da poética acção política do actual executivo. Aqui vos deixamos alguns principais pontos da resposta do executivo a uma PROPOSTA (uma simples proposta, repleta de vontade de fazer mais pelo Marco de Canaveses):

1. Antes de mais há que esclarecer algo que, a meu ver, descredibiliza toda a retórica proferida pelo Sr. Presidente da Câmara: a Animarco desempenha funções e papéis que são, em parte, RESPONSABILIDADE DA CÂMARA!! Desça do seu pedestal e, antes de mais, admita os factos: a Câmara Municpal não faz o que lhe compete no âmbito da higiene e segurança pública! Tendo isto presente e após ouvir toda a intervenção digo apenas: oportunismo político!

2. A crise agudizou APENAS em 2011 (provavelmente só depois de ter entrado o actual Governo em funções), a culpa de tudo e mais alguma coisa é do anterior Governo (a JS Marco reconhece algumas responsabilidades, mas muito menos que as imputadas pelo PSD). A culpa de não haver maior subsídio para a Animarco é também do anterior Governo PS.

3. Quanto às propostas apresentadas: pouco ou nada! Ficamos, contudo, a aguardar uma posição da Câmara Municipal!

4. Presidente da Câmara queixou-se e lamentou-se que a Animarco não comunicou com o executivo, não "veio ter connosco" disse! Mas então a CMMC não se deve colocar do lado do tecido associativo? Não deve auscultar o mesmo? Não deve ter uma atitude pro-activa? Ou deve apenas sentar-se no trono (ou no banco de trás do seu A6) e esperar que venha todo o município ter consigo? Talvez, à luz deste tipo de pensamento e mentalidade, seja possível perceber o porquê de o Conselho Municipal da Juventude ser uma sala de eco... Não há espaço aos munícipes!! Ou vão ter com o executivo ou então o executivo não sai do seu trono!

5. Salientou os seus esforços em prol de um canil intermunicipal! MENTIRA! MENTIU (oportunismo político e discurso oportunista) a quem ouviu. A JS Marco sabe, de fontes (repare-se fonteS - não apenas uma fonte), que o Sr. Presidente da Câmara é um elemento de inércia e inactividade relativamente a este tópico! Além do mais, a JS Marco nunca, durante a sua intervenção, reclamou 1 canil! Apenas instalações definitivas para a Animarco! Um canil seria prejudicial para os animais! Visão redutora e enviesada do assunto, que a JS Marco também possuía! Mas ESCUTOU E APRENDEU com os intervenientes certos e... Mudou de opinião: evoluiu! Evolua também você Sr Presidente!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CMMC vs Águas do Marco


Será que se confirma a informação adiantada por João Monteiro Lima no blogue Marco 2009? A verificar-se a irreversibilidade da decisão do Tribunal, a Câmara Municipal terá de desembolsar 16 M€ para indemnizar a empresa Águas do Marco!

Não vamos entrar em demagogias, em brejeirices ou em espalhafatos inconsequentes... Temos de perceber qual a real dimensão desta decisão e as possibilidades que o povo Marcoense tem de conseguir sair deste imbróglio, criado por Manuel Moreira, o menos lesado possível...

Temos de trabalhar TODOS juntos de forma a encontrar o melhor caminho! Os Marcoenses não podem continuar a ser os prejudicados por decisões destas, tomadas nos corredores dos Paços do Concelho!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Política e os Portugueses

Episódios do dia-a-dia em que sinto no meu bolso (e no de todos)  as políticas concretizadas no Hemiciclo (esse lugar que não raras vezes me parece distante):
I. Engraçada de se seguir, a troca de comentários entre Luís Vales e Jorge Valdoleiros no Blogue Marcoense Como Nós! Engraçada pois vê-se um deputado da ASSEMBLEIA da REPÚBLICA a atirar números que, não obstante serem em parte verdade, se esquivam por entre outros números cujas fontes são fidedignas. Cómico ainda é assistir a um blogger (de qualidade inexorável diga-se) sem quaisquer responsabilidades políticas esgrimir argumentos mais consistentes que um DEPUTADO da ASSEMBLEIA da REPÚBLICA. Espero que isto não passe a mensagem errada dos nossos políticos!
II. Há poucos dias foi-nos desvendado o preço da incompetência dos nossos políticos: 34 400 M€!! Este é o valor dos juros que o programa de assistência financeira prevê! Não é agora que devemos estar indignados, há já muito tempo que os Portugueses deveriam fiscalizar mais rigidamente a acção dos políticos portugueses. Incompetência de uns é a conta de todos! Este valor seria suficiente para suportar as despesas da CM Marco de Canaveses durante séculos... Segundo Luís Vales e o seu partido: Tudo Culpa do Sócrates! Não mudemos de mentalidades... E estarão futuras gerações a lamentar-se do mesmo! Esconder o passado é sinal de imaturidade, mas fintar responsabilidades é muito maduro é!
III. As cenas de quase "pancadaria" na última Reunião de Câmara merecem aqui uma palavra de menção... Mais não mais: VERGONHOSO!
IV. Último apontamento: És lixo? A Fitch acha que sim! Tu, eu e todos os Portugueses! Todos somos responsáveis por isto (penso eu, já que todos pagamos). Vamos mudar isto ou quê?? Não é mais tempo de ficar no café a opinar ou no sofá a barafustar! Acção, intervenção e envolvimento é o que se exige!! Junta-te a nós... O Marco precisa, Portugal precisa de ti!
Porque, frequentemente, a política que ambiciono e projecto é muito distante da política praticada. Mas também porque a política é essencial para o quotidiano equilibrado de uma sociedade sustentável!!