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segunda-feira, 22 de junho de 2015

«A nossa proposta é simples, eficaz e mutuamente vantajosa.»


Ler documento na íntegra


Tenho pena. Pena que os meus governantes insurjam as suas vozes inócuas contra os que transpõem o verdadeiro conceito de democracia, que elevam a sua força além e que não se submetem a um injustificável e redondo não.

E sobretudo é de admirar o gesto nobre com que Varoufakis reconhece os erros do seu país no passado, reconhece que é necessário um conjunto de reformas estruturais para incutir nos gregos uma maior responsabilidade. Tudo isso é possível, mas sem destruir as vidas que estes credores tão massivamente destroem.

Está aqui tudo. Todo o percurso do novo governo grego está, em linhas gerais, nesta publicação de Varoufakis. Como disse, não se escondem nas traseiras da covardia, não se mantêm inertes na demagogia, antes se impregnam de propostas e de vida nova para a União Europeia.
Têm todo o meu apoio. Enquanto alguns lutam pelo seu povo, o meu Chefe de Estado, de nome Cavaco Silva, diz numa visita à Roménia: «Façam um bom oó».

A diferença reside num homem que de político nada tem e que da política nada quer, para um ignóbil que fez do seu percurso politiquice e sempre em interesse e beneficio próprio.

Álvaro Machado - 00:47 - 22-06-2015

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Vamos ter Renegociação da Dívida

Isto não se deveria saber... Os portugueses são demasiado piegas para tratar destes assuntos... São muitos zeros e tal!! Este vídeo não mostra nada por demais... Apenas garante que irá haver a renegociação dos termos de acordo com a Troika (FMI, FEEF e UE).


Passos Coelho vai desmentir isto até à exaustão (os alemães já começaram a fazê-lo), mas isso não fará da renegociação uma inevitabilidade. Daqui a uns meses estaremos em negociações (será que já não se iniciaram?).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PSD em grande na RTP Informação

Não sei viram (ou ainda estão a ver) este rosto na RTP Informação... Que figura!

Luís Campos Ferreira (PSD) quer fazer crer que é pura coincidência as nomeações para a EDP de elementos do PSD. Elementos tão próximos quanto possível de Pedro Passos Coelho.

"É uma empresa privada, o Governo não tem nada a ver" diz Luís Campos Ferreira. Depois de defender a pura coincidência, de defender indivíduos cujo currículo nada tem a ver com o cargo que vão exercer, de defender que não percebe qual a dúvida e qual a estranheza por parte do PS... Incrível!!

Incrível como este senhor consegue ficar a olhar para a Câmara e para todos os Portugueses e tentar fazer alguém crer nisto!

Vergonhoso... Triste... Cheguei mesmo a sentir embaraço alheio! Mentir em grande! João Galamba nem conseguia conter o sorriso!! Fantástico o descaramento!

PS: Isto tudo num dia em que o PSD atira para o ar o foguete de sinalização com uma mensagem clara: Este ano vai haver AINDA mais austeridade! Esqueceu-se (veja-se lá: 1 ministro das finanças esqueceu-se) de um pormenor! É o tiro de partida para a dieta que vai dar origem a mais aperto no cinto! Começou-se agora a executar o OE 2012 e já está a haver desvios...

Como diz todo o Governo: Emigrem!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CMMC vs Águas do Marco


Será que se confirma a informação adiantada por João Monteiro Lima no blogue Marco 2009? A verificar-se a irreversibilidade da decisão do Tribunal, a Câmara Municipal terá de desembolsar 16 M€ para indemnizar a empresa Águas do Marco!

Não vamos entrar em demagogias, em brejeirices ou em espalhafatos inconsequentes... Temos de perceber qual a real dimensão desta decisão e as possibilidades que o povo Marcoense tem de conseguir sair deste imbróglio, criado por Manuel Moreira, o menos lesado possível...

Temos de trabalhar TODOS juntos de forma a encontrar o melhor caminho! Os Marcoenses não podem continuar a ser os prejudicados por decisões destas, tomadas nos corredores dos Paços do Concelho!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Fantasma de Paris, por Miguel Sousa Tavares

Ficam também aqui uns excertos do último texto de opinião de Miguel Sousa Tavares:

"José Sócrates começou a governar em 2004, recebendo um país com um défice de 6,2%, após dois governos PSD/CDS, numa altura em que não havia crise alguma nem problema algum na economia e nos mercados. Para mascarar um défice inexplicável, os ministros da Finanças desses governos, Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix, foram pioneiros na descoberta de truques de engenharia orçamental para encobrir a verdadeira dimensão das coisas: despesas para o ano seguinte e receitas antecipadas, e nacionalização de fundos de pensões particulares, como agora.

Em 2008, quando terminou o seu primeiro mandato e se reapresentou a eleições, o governo de José Sócrates tinha baixado o défice para 2,8%, sendo o primeiro em muitos anos a cumprir as regras da moeda única. O consenso em roda da política orçamental prosseguida e do desempenho do ministro Teixeira dos Santos era tal que as únicas propostas e discordâncias, de direita e de esquerda, consistiam sistematicamente em propor mais despesa pública. E quando se chegou às eleições, o défice nem foi tema de campanha, substituído pelo da “ameaça às liberdades”"

"Porém não me lembro de alguém ter questionado, nesse ano de 2009, a política despesista que Sócrates adoptou a conselho de Bruxelas. Pelo contrário, quando Teixeira dos Santos (…) começou a avançar com PEC, todo o país – partidário, autárquico, empresarial, corporativo e civil – se levantou, indignado, a protestar contra os “sacrifícios” e a suave subida de impostos. Passos Coelho quase chorou, a pedir desculpa aos portugueses por viabilizar o PEC 3 que subia as taxas máximas de IRS de 45 para 46,5% (que saudades!)"

"O erro de Sócrates foi exactamente o de não ter tido a coragem de governar contra o facilitismo geral e a antiquíssima maldição de permitir que tudo em Portugal gire à volta do Estado(…). Quando ele, na senda dos seus antecessores desde Cavaco Silva (que foi o pai do sistema) se lançou na política de grandes empreitadas e obras públicas (…) o que me lembro de ter visto, então, foi toda a gente (…) explicar veementemente que não se podia parar com o “investimento público”, e vi todas as corporações do país (…) baterem-se com unhas e dentes e apoiados pelos partidos de direita e de esquerda contra qualquer tentativa de reforma que pusesse em causa os seus privilégios sustentados pelos dinheiros públicos."

"Diferente disso é a crença actual de que a dívida virtuosa – a que é aplicada no crescimento sustentado da economia e assegura retorno – não é essencial e que a única coisa que agora interessa é poupar dinheiro seja como for, sufocando o país de impostos e abdicando de qualquer investimento público que garanta algum futuro. Doentia é esta crença de que governar bem é empobrecer o país. Doente é um governante que aconselha os jovens a largarem a “zona de conforto do desemprego” e emigrarem. Doente é um governo que, confrontado com mais de 700.000 desempregados e 16.000 novos cada mês, acha que o que importa é reduzir o montante, a duração e a cobertura do subsídio de desemprego. Doente é um governo que, tendo desistido do projecto de transformar Portugal num país pioneiro dos automóveis eléctricos, vê a Nissan abandonar, consequentemente, o projecto de fábrica de baterias de Aveiro, e encolhe os ombros, dizendo que era mais um dos “projectos no papel do engº Sócrates”. Doente é um governo que acredita poder salvar as finanças públicas matando a economia." 

Como o Sócrates tem as costas largas... Mas este Passos Coelho não lhe vai ficar atrás não!