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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Borges, Coelho e os Salários

Uma breve nota introdutória ao texto de Luis Reis Ribeiro no site Dinheiro Vivo que pode abaixo transcrevo: António Borges fala em 80%, Passos Coelho fala em 70%. Estes são os números que o pseudo-ministro (12º ministro) Borges e o Primeiro Ministro utilizam para demonstrar a preponderância dos salários da função pública na despesa do Estado. Mas que grande MENTIRA!


O segundo erro de António Borges: o verdadeiro peso dos salários públicos

António Borges, o consultor do Governo para as privatizações, inflacionou brutalmente o peso real dos salários dos funcionários públicos. Disse que o peso desta despesa no total seria de 80%, quando na verdade é de apenas 20%. Em termos absolutos, o economista está a cometer um exagero superior a 200% relativamente à realidade oficial.

Num fórum empresarial que decorreu no fim-de-semana, no Algarve, Borges inflamou novamente o debate sobre a desvalorização fiscal – chamou os empresários portugueses que não concordaram com a redução da Taxa Social Única (TSU) de “completamente ignorantes” –, mas não se ficou por aí.

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) cometeu ainda um erro substancial nas contas que fez ao peso dos salários dos funcionários públicos face à despesa total.

“Toda a gente fala em Portugal que é preciso que o peso do Estado na Economia desapareça... Ora bem, 80% da despesa do Estado são vencimentos de funcionários públicos, portanto, ou bem que nós resolvemos esse problema, ou tudo o resto é para esquecer”, afirmou no primeiro Fórum Empresarial do Algarve, em Vilamoura, mostrou a RTP.

No entanto, o peso dos vencimentos nunca poderá ser de 80%, nem sequer um valor aproximado. Dados relativos a 2011, inscritos no Orçamento do Estado para 2012, mostram que, seja qual for o critério seguido, a despesa com salários será sempre muito inferior. As remunerações cercas e permanentes no Estado tem um peso de 20% face à despesa corrente primária total ou de 16% (face à despesa efetiva total.

Considerando a rubrica mais alargada da despesa com pessoal, que inclui bónus e prémios salariais e os descontos para a CGA/Segurança Social, o peso dos referidos gastos sobe para 26% e 21%, respetivamente.

Analisando todo o universo do sector público (Estado, institutos, empresas públicas, Segurança Social, regiões e câmaras), a despesa com pessoal assume um peso de 23% na despesa corrente e de 21% nos gastos totais. Bem abaixo dos 80% referidos por Borges.

Estes cálculos mantém-se válidos para os valores relativos a 2012 e a anos anteriores.

Em termos absolutos, significa que António Borges está a argumentar que o Estado gasta 32 mil milhões de euros em remunerações certas quando na realidade gasta oito mil milhões (erro de 204%); ou que as Administrações Públicas despendem em termos correntes cerca de 58,6 mil milhões de euros com o pessoal quando na verdade esse gasto ronda os 17 mil milhões de euros.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Política e os Portugueses 12

Episódios do dia-a-dia em que sinto no meu bolso (e no de todos) as políticas concretizadas no Hemiciclo (esse lugar que não raras vezes me parece distante):

I. O desemprego sobe. Tal como há dias aqui apontei, os 15,9% de taxa de desemprego são reflexo de uma política completamente orientada para a redução do défice orçamental sem que, para isso, se olhe a meios. Ironia da coisa: o défice e a dívida sobem. Os objetivos são gorados e os portugueses assistem a estimativas e tentativas falhadas... À sua custa! Mas não nos apoquentemos... Isto é apenas um cenário que se desenha, um contexto de oprtunidade que se ergue perante os nossos olhos! Olhemos para o mar de oportunidades que se abrem portanto... São muitos os desempregados, logo são muitas as oportunidades! Lógica simples: pieguiçes à parte, vamos aproveitar as oportunidades.

II. António Borges é um nome que, confesso, me assusta. Não intimida, apenas assusta. O seu intelecto, verdadeiramente superior, absolutamente galático, portentosamente estratosférico - sobre-humano em suma - merece ZERO palavras, visto que Daniel Oliveira já fez uso delas de forma tão primorosa. Nada a acrescentar quanto a isto, portanto. O que me assusta neste nome é a clara noção de que é a isto - sim ISTO - a que estamos entregues. É este senhor que manipula a (pouca) massa encefálica do nosso Primeiro-Ministro. Este é dos conselheiros mais influentes deste governo. Este ser é um dos principais estrategas da política atual. Esta á, sem dúvida, a criatura que mais repúdio me tem gerado nos tempos que correm. Estamos entregues à bicharada... Mas assim continueamos!

Vamos mudar isto ou quê?? Não é mais tempo de ficar no café a opinar ou no sofá a barafustar! Ação, intervenção e envolvimento é o que se exige!! Junta-te a nós... O Marco precisa, Portugal precisa de ti!
 
Porque, frequentemente, a política que ambiciono e projecto é muito distante da política praticada. Mas também porque a política é essencial para o quotidiano equilibrado de uma sociedade sustentável!!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Clube Formação Política: Poder Local


No passado domingo, dia 22 de Abril, a Juventude Socialista (JS) Marco Canaveses foi a anfitriã da primeira iniciativa deste mandato do secretariado distrital da JS Porto do Clube de Formação Política. Este projeto consiste num conjunto de iniciativas, subordinadas a diversas áreas políticas, que visam a formação e qualificação política dos militantes da JS. A sessão decorreu no auditório municipal e o tema da mesma foi o Poder Local.

Na mesa de trabalho estiveram Miguel Carneiro, JS Marco Canaveses, anfitrião da iniciativa, João Torres, Federação Distrital JS Porto, Artur Melo e Castro, PS Marco Canaveses, e o convidado António Borges, Presidente da Câmara Municipal de Resende. Para tal efeito o Eng. António Borges dirigiu uma sessão esclarecedora, rica em conteúdos, com perspetivas elucidativas acerca de variadas temáticas inerentes à gestão autárquica. Foi, de facto, uma agradável sessão, onde o Eng. António Borges criou uma atmosfera de proximidade, propiciando uma dinâmica constante com os mais de 60 jovens presentes.


Após a sua intervenção decorreu um período de interação entre a mesa de trabalho e plateia, gerando um debate franco e profícuo em ideias e posições de caráter construtivo.