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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

50 dias que mudaram o mundo de Gaspar por Ricardo Costa

 
O Orçamento de Estado para 2013 durou 50 dias. Só não corremos o risco de entrar para o Guiness porque as previsões orçamentais argentinas são pornograficamente erradas. Mas corremos sérios riscos de começar a ser vistos como os reis dos pequenos truques orçamentais. Ou safamos o ano com uma venda extra ou iniciamos o ano com contas em que ninguém acredita. Não é um problema de agora, mas é ridículo que o rigor que a troika exige a Portugal e que o governo exige aos portugueses seja sistematicamente torpedeado por um Orçamento que não é cumprido.
Na verdade, Vítor Gaspar já sabia que os seus números estavam errados. Sabia o ministro e sabiam os analistas estrangeiros e os "mercados". É apenas por isso que os nossos juros não dispararam ontem, quando o ministro assumiu que falhou em 100% (pelo menos) a previsão de evolução do PIB para este ano. O ministro está tão focado - e bem - no regresso de Portugal aos mercados que esquece tudo o resto e não se importa de desenhar um Orçamento que sempre soube que não ia cumprir.
É pena que assim seja. Num período em que tudo nos é exigido eu apenas peço que me falem com verdade. Que falem e, já agora, que façam contas. É que eu também faço orçamentos e também os sei cumprir. Se eu anunciasse aos meus patrões que, ao fim de 50 dias, tinha falhado todas as minhas previsões era despedido.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Concelhia do PS do Marco de Canaveses confirmou Lino Tavares Dias como candidato


A concelhia de Marco de Canaveses do PS ratificou, na segunda-feira à noite, a indicação da Federação do Porto para que o arqueólogo Lino Tavares Dias seja o candidato autárquico naquele município.


A votação dos elementos da comissão política foi realizada por voto secreto, tendo contado com 26 votos a favor da proposta e um nulo.
Com este resultado, está terminado o processo conturbado de escolha do candidato autárquico socialista no Marco de Canaveses, o qual já tinha contado com duas votações anteriores em que o único nome proposto pelo secretariado concelhio, Artur Melo, não mereceu a concordância da maioria dos dirigentes locais. O impasse levou a concelhia a solicitar que a federação avocasse o processo, o que determinou, no início de fevereiro, a indicação do independente e académico, de 61 anos, Lino Tavares Dias.
Antes da votação realizada na segunda-feira à noite, no Marco de Canaveses, o presidente da Federação do Porto, José Luís Carneiro, explicou aos dirigentes locais os motivos pelos quais o órgão distrital propusera aquele candidato.
"É um homem de nobre caráter que se disponibiliza para servir o Marco de Canaveses", afirmou Carneiro. Para o líder distrital, o candidato proposto "corresponde a um sobressalto cívico de um cidadão que quer arregaçar as mangas para servir as pessoas".
O presidente da federação recordou a ligação de Lino Tavares Dias ao concelho do Marco de Canaveses, onde foi investigador, durante 30 anos, na estação arqueológica de Tongóbriga, considerando que "o candidato tem condições para saber posicionar o concelho no contexto nacional".
"Esta é uma candidatura de propostas para servir os marcuenses", acrescentou, vincando a "capacidade de diálogo e de trabalho de equipa que carateriza o candidato".
Após a confirmação do resultado da votação, Lino Tavares Dias dirigiu as primeiras palavras aos dirigentes socialistas locais, afirmando que a sua candidatura é um desafio "num momento oportuno".
"Senti que devia responder ao desafio de cidadania", disse, prometendo trabalhar respeitando os ideais socialistas, com base "numa política de responsabilidade".
Na reunião também participou o dirigente nacional Miguel Laranjeiro, que sublinhou a "grande honra" que constitui para o partido ter um candidato como Lino Tavares Dias.
O secretário nacional do PS sublinhou o facto de a candidatura no Marco de Canaveses ser liderada por um independente, o que traduz, destacou, a abertura que o partido tem revelado à sociedade civil.
"É central a importância de [o PS] se conseguir alargar externamente, chamando pessoas que estão próximas dos nossos ideais", acentuou.
Para Miguel Laranjeiro, o desafio das autárquicas será "muito exigente em todo o país", destacando que "a vitória só acontecerá se houver muito trabalho".
"Não há vitórias antecipadas, mas há uma grande esperança numa vitória", acrescentou, voltando-se para o candidato no Marco de Canaveses.
fonte: Lusa

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo

2012 foi assim...
Que 2013 seja ainda melhor, são os sinceros votos da JS Marco Canaveses.

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena
Fernando Pessoa


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O ano de todos os perigos por Nuno Ramos de Almeida

Nuno Ramos de Almeida, editor-executivo jornal i
 
Se um dia os portugueses, sentindo que não tinham nada a perder, pura e simplesmente deixassem de obedecer: não pagassem impostos crescentemente injustos, recusassem ser despejados de suas casas, se negassem a desembolsar exorbitantes aumentos de transportes e ocupassem as empresas fechadas e os milhares de casas devolutas, como poderia qualquer governo sobreviver apenas pela repressão quando milhões o ignoravam activamente?
Quem está no poder tem de perceber que manda porque as pessoas aceitam obedecer e que esse facto é garantido pelo facto de as populações acharem que a democracia é um regime legítimo em que os governantes não estão acima da lei. E que as leis da República são justas e iguais para todos.
A troika e os governos que executam as suas ordens acham que a lei, a democracia e a liberdade são descartáveis e que tudo se deve subordinar aos seus planos de austeridade, que levam no regaço a destruição completa do modelo social europeu.
Só assim é possível perceber o total seguidismo do executivo de Passos Coelho em relação às declarações da Comissão Europeia que se atiram ao Tribunal Constitucional Português, acusando-o de ser um factor de instabilidade. Cairia o Carmo e a Trindade germânica se uma instituição europeia fosse contra a necessidade de se respeitarem as leis da Alemanha, mas como Portugal é actualmente uma colónia dos interesses do capital financeiro, disfarçados de instituições comunitárias, o governo cala-se convenientemente.
A democracia em Portugal foi construída depois de décadas de ditadura, e é fruto da luta de gerações, tal como o modelo social europeu é resultado das conquistas dos trabalhadores ao longo de décadas. A implosão dos dois cria uma situação com consequências difíceis de prever. O fim de uma Europa que redistribui de uma forma menos injusta os rendimentos entre capital e trabalho e a pressão para que sejam destruído o edifício da legalidade democrática fazem antever uma transformação autoritária nos países do Sul da Europa.
Na sua ânsia de darem tudo aos privados, de liquidarem o sector público, de aumentarem desmesuradamente os lucros de muito poucos e roubarem os salários de muitos, os executores destas políticas deviam recordar que o poder pode exercer-se episodicamente por repressão, mas só é duradouramente aceite caso as pessoas não o achem completamente intolerável.
À força de espremerem sempre os mesmos, trabalhadores por conta de outrem e reformados, há um momento em que as pessoas deixam de ter alguma coisa a perder, e nesse instante os governos apenas conseguem mandar pelo medo. Quando vemos que a activista Myriam Zular é acusada do crime inexistente de “manifestação não autorizada” por distribuir panfletos à porta de um centro de emprego e que se vai buscar aos baús da ditadura a acusação de motim para processar os arguidos dos incidentes da manifestação da greve geral, percebe-se que 2013 vai ser um ano de repressão. Não se esqueçam os mandantes que também pode ser o ano em que se acabe o medo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Plenário concelhio Socialista

 
 
Num momento em que o Governo de Direita insiste numa receita que já provou não resultar, em que manifesta a sua resignação perante os indicadores da situação económica e social do país e em que, na Europa, o Primeiro-ministro desistiu de lutar por Portugal, o Partido Socialista prossegue o combate político contra a maioria PSD/CDS. Foi nesse sentido que apresentámos 357 propostas alternativas na Assembleia da República, no último ano; que anunciámos que se o Governo não recuasse na taxa social única apresentaríamos uma moção de censura e que há muito clarificámos o nosso voto contra a proposta de Orçamento de Estado para 2013. Um voto contra um orçamento baseado exclusivamente na receita da austeridade sobre austeridade. Uma receita que não resultou em 2012, que será objecto de apresentação de propostas de alteração que, em todo caso, não alteram o nosso voto contra. Nesse sentido vamos realizar plenários de militantes que muito seria enriquecida com a sua participação. Contamos consigo em Marco de Canaveses, no dia 27 de Outubro sábado, pelas 15h00, no Auditório Municipal.