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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Divagando por João Valdoleiros


Depois da sanha revelada contra os idosos em diversas partes do Mundo – Japão, Grã – Bretanha, Portugal, etc. –  por pretenderem continuar a defraudar os cofres dos serviços de saúde com a sua exigência em permanecer vivos, surgem agora movimentações e apelos que se diriam de carácter caritativo, vindos principalmente da Finlândia e da Alemanha, se tivessem tido uma génese apoiada realmente numa moral cristâ.
Não foi com toda a certeza o caso.
O Ministro do Desenvolvimento alemão, senhor Dirk Niebel duma penada só, tentou tapar o escandalo da existência de produtos erradamente (?) rotulados contendo carne de cavalo à venda nas grandes superfícies de distribuição alimentar, afirmando que, como na Alemanha também há pobres e pessoas a passar fome, tais produtos retirados pelas entidades fiscalizadoras (as ASAEs da Sra. Merkel), dever-se-iam aproveitar e serem distribuidas aos pobres e assim ultrapassar em magnidade o deputado conservador (nota-se logo, não?) Senhor Hartwiger Fischer, que se deixou fotografar para um dos jornais de maior circulação na Alemanha comendo uma lasanha contendo carne de cavalo a fim de convencer os ditos pobres, os tais necessitados a aceitar esta oferta “envenenada”, declarando mesmo de cima da sua autoridade de bom gastrónomo não encontrar diferenças em relação às outras lasanhas.
Tamanha desfaçatez, só mesmo vindo dum simpatizante da direita. O homem nem se deu ao cuidado de se auto-criticar. Será parente do Fernando Ulrich?
Porém e só para aqueles que estejam fora do assunto em causa acrescentarei que, para além da burla em si (engano intencional na rotulagem do produto), na dita carne de cavalo foram detetadas substâncias químicas, mais concretamente do grupo analgésico e anti-inflamatório das butazolidinas, que poderiam criar situações de risco à saúde dos consumidores.
Ora, o ministro boche do Desenvolvimento alemão, pouco se terá preocupado com tal possibilidade, desde que fossem os pobres a consumir tais “petiscos”- esquisita esta  falta de preocupação, não vos parece?
A velha guarda nazista não faria melhor e como propaganda, nada melhor que encher o papo ao pobre, ao inculto, ao desafortunado, que na sua simplicidade ainda agradece e acaba venerando tais políticas.
Concluindo, acabamos todos a saber pela boca dum dos ministros da Sraª Merkel, que na Alemanha há duas classes de cidadãos – os arianos, os puros e os outros, os pobres, os miseráveis, os descendentes dos turcos, dos portugueses,etc., enfim, de todos aqueles que com o seu trabalho ajudaram a levantar dos escombros um povo vencido, mas não convencido e derrotado.
Cuidado, para eles somos apenas PIGGs.
Um abraço a todos
João Valdoleiros

O memorando falhou por João Torres



São por todos conhecidas as circunstâncias que levaram Portugal a pedir ajuda externa, no primeiro semestre de 2011. O programa de assistência financeira, sustentado pela assinatura de um memorando de entendimento com a Troika, tinha, para nós, dois objectivos fundamentais: assegurar o financiamento do Estado e da economia e poder, de alguma forma, recolocar o país numa trajectória de crescimento económico. Foram muitos aqueles que, de imediato, evidenciaram as contradições do memorando. É claro que o crescimento económico não poderia ser alcançado com uma cartilha neoliberal obcecada com a necessidade de reduzir o peso do Estado na sociedade.
Quase dois anos volvidos sobre o início da vigência do programa de assistência financeira, importa reflectir sobre o caminho que temos trilhado, percebendo se, efectivamente, a austeridade “custe o que custar” nos está a conduzir a um cenário de consolidação das finanças públicas ou se, muito pelo contrário, nos está a afastar precisamente desse objectivo, levando a que, dia após dia, tenhamos piores condições para assumir os compromissos que honramos com os nossos credores. Os indicadores estatísticos e os mecanismos previsionais de que dispomos não deixam margem para dúvidas. A taxa de desemprego – em particular a taxa de desemprego jovem – a dívida pública e o (de)crescimento do PIB ilustram bem a gravidade do momento presente. O memorando falhou. E a direita tem obrigação de explicar aos portugueses como pode um país mais pobre assegurar melhores condições para pagar a dívida. Por mais contraditório que possa parecer, a verdade é que este foi o pressuposto da governação de direita ao longo dos últimos 20 meses. E de nada nos adiantou a antecipação do regresso aos mercados financeiros, que ficará para a história deste processo como uma vitória de Pirro. Afinal de contas, em que medida se traduziu esse facto numa melhoria da condição de vida dos portugueses?
Soluções para crises globais, com uma dimensão fortemente sistémica, não podem ser apresentadas parcelarmente. Enquanto a união económica e monetária em que estamos inseridos – bem mais monetária do que económica, sejamos francos – não proporcionar mecanismos de solidariedade entre os seus Estados-membros, que permitam um nivelamento das taxas de juro inerentes à emissão de títulos da dívida pública, as crises especulativas de que fomos alvo com particular severidade poderão continuar a acontecer no futuro, sem qualquer causalidade legítima. Ainda que a intervenção moderada do Banco Central Europeu tenha tido um efeito positivo, ainda não se construíram, nem tão pouco se vislumbram, os pilares de uma reforma europeia que, efectivamente, garanta a sustentabilidade do projecto europeu e, por conseguinte, lance alicerces para a criação de riqueza nas economias periféricas do Velho Continente.

João Torres

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

50 dias que mudaram o mundo de Gaspar por Ricardo Costa

 
O Orçamento de Estado para 2013 durou 50 dias. Só não corremos o risco de entrar para o Guiness porque as previsões orçamentais argentinas são pornograficamente erradas. Mas corremos sérios riscos de começar a ser vistos como os reis dos pequenos truques orçamentais. Ou safamos o ano com uma venda extra ou iniciamos o ano com contas em que ninguém acredita. Não é um problema de agora, mas é ridículo que o rigor que a troika exige a Portugal e que o governo exige aos portugueses seja sistematicamente torpedeado por um Orçamento que não é cumprido.
Na verdade, Vítor Gaspar já sabia que os seus números estavam errados. Sabia o ministro e sabiam os analistas estrangeiros e os "mercados". É apenas por isso que os nossos juros não dispararam ontem, quando o ministro assumiu que falhou em 100% (pelo menos) a previsão de evolução do PIB para este ano. O ministro está tão focado - e bem - no regresso de Portugal aos mercados que esquece tudo o resto e não se importa de desenhar um Orçamento que sempre soube que não ia cumprir.
É pena que assim seja. Num período em que tudo nos é exigido eu apenas peço que me falem com verdade. Que falem e, já agora, que façam contas. É que eu também faço orçamentos e também os sei cumprir. Se eu anunciasse aos meus patrões que, ao fim de 50 dias, tinha falhado todas as minhas previsões era despedido.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

JS Marco estreia novo espaço de opinião

O blogue da Juventude Socialista do Marco de Canaveses vai inaugurar um novo espaço de opinião semanal. Todas as quartas-feiras terá «+ opinião» neste espaço. 

João Valdoleiros, que é já uma referência habitual, irá permanecer por cá com as suas «divagações». 

O ex-líder da JS Marco Bruno Caetano trará mensalmente crónicas de «política avulsa». 

A «Gaitada da Decadência» continua também a prometer, com José Vieira ao leme. 

Por fim, uma vez por mês, o nosso blog contará com um convidado diferente. Para começar, quem melhor do que o secretário-geral da JS, João Torres?!

Este espaço continua a prometer novidades! Acompanha-nos. Junta-te a nós!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Culpa por João Cardoso Rosas

Texto da autoria do professor universitário João Cardoso Rosas no Económico

Ao contrário do que por aí se diz, este Governo tem uma excelente estratégia de comunicação. Em pouco tempo, conseguiu impor um discurso que uma boa parte da sociedade e dos fazedores de opinião absorveu acriticamente. Como caracterizá-lo?
 
O seu tema central é a culpa. Tudo começou pela interiorização do chamado "discurso alemão" sobre a crise. De acordo com essa visão, os culpados pela crise do euro são, em exclusivo, os países da periferia. Por isso eles devem pagar pelos seus pecados, ainda que isso implique o sacrifício da racionalidade na própria solução da crise.
Passos Coelho e os seus amigos nunca desafiaram esta ideia, nunca pensaram a crise em termos estruturais e em função do sistema de incentivos perversos criados pelo euro. A narrativa alemã da culpa convinha-lhes porque ia ao encontro da sua própria narrativa de demonização do anterior primeiro-ministro. Para os alemães a culpa era nossa, dos portugueses no seu conjunto, mas a liderança política do Governo assumia de bom grado essa culpa porque podia, ao mesmo tempo, transferi-la para outrem.
Esta interiorização, seguida de transferência para um "bode expiatório", prosseguiu em todas as áreas da vida colectiva. Assim, para o primeiro-ministro os desempregados têm culpa do seu desemprego porque não saem da sua zona de conforto. Os beneficiários de RSI têm culpa da sua dependência porque não querem trabalhar. Os reformados têm culpa pelo descalabro orçamental porque recebem pensões pelas quais não descontaram. O Estado social tem de ser refundado porque, em suma, há muita gente a viver à custa dele e são esses os culpados.
Mas a estratégia de culpabilização acaba por abranger quase toda a sociedade. Os portugueses são culpados porque se endividaram, compraram casa e carro, quiseram comer bife em vez de batatas. Os trabalhadores por conta de outrem são especialmente culpados porque ficaram parados nos seus postos de trabalho, inamovíveis, difíceis de despedir. Os funcionários públicos são ainda mais culpados porque são eles os responsáveis pela despesa pública. Por isso é necessário tornar precário o trabalho em geral e o da função pública em particular, assim como diminuir salários e regalias.
Passos Coelho e os seus amigos, dentro e fora do Governo, vêem-se como uma espécie de sacrificadores dos "bodes expiatórios" nos quais eles próprios agruparam todos os pecados do passado. Daí terem um espírito de missão e uma linguagem moralista. O seu objectivo não é a reforma social, é a purificação. Os sacrifícios que aplicam, longe de incomodá-los, provocam neles a satisfação dos justos.
Quanto à compaixão, mesmo quando não se sente, encena-se. Basta uma mensagem no Facebook. Afinal de contas, o Pedro é um sentimental. Quem diria.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Associações académicas, a minha visão por Luís Soares


Não posso abordar o tema em questão sem primeiro falar do “meio”, ambiente ou o que lhe quiserem chamar. O “meio” como é sabido assume-se como um dos mais importantes pilares para a formação da personalidade de um individuo. Pois muito bem, eu como sou uma pessoa que acredita que é através do “meio” que se potenciam vivências, oportunidades, qualidades, defeitos ou até mesmo clientelas, devo frisar que a minha grande incubadora foi Coimbra, a cidade universitária que com quem tanto aprendi e me influenciou.

Em Coimbra enquanto estudante fiz dezenas de amigos, centenas de colegas e milhares de conhecidos, fartei-me de aprender coisas novas, discutir, estudar e politicar, mas também de sair a noite, socializar e apanhar bebedeiras de não me lembrar no dia seguinte. Em Coimbra aprendi a cozinhar e a fazer a amor, a rir com amigos até a barriga doer e a chorar sem conseguir parar. Ali tenho a certeza que fiz os melhores dos amigos e dos amores e tive as melhores das aventuras. A Coimbra cheguei rapaz tenro e de lá sai homem feito com sentido crítico e de opiniões formadas. Só há uma coisa que Coimbra não me ensinou nem sequer fez questão em me avisar: “o que é bom, não dura sempre”, e, presunção aparte, o que é certo é que por ali vivi e experienciei mais do que alguma vez possa ter imaginado.

Na academia costuma dizer-se que um ano bem vívido em Coimbra equivale por cinco. No meu caso devo dizer que essa foi uma máxima da qual eu fiz bem uso, e muito por culpa da minha paixão pelo associativismo estudantil e enquanto membro activo da Académica de Coimbra (AAC).

Como dirigente associativo passei por variados cargos, claro está que uns foram mais trabalhosos que outros, mas todos eles muito enriquecedores do ponto de vista intelectual e de experiência profissional. De entre outros, tenho que dar especial destaque à ocasião em que fui individualmente eleito para a Comissão Central da Queima das Fitas de Coimbra 2009 onde assumi o cargo de comissário da produção, sendo o responsável máximo por toda a produção da Queima das Fitas naquele mesmo ano. A fantástica oportunidade de poder participar e organizar uma festa tão grandiosa como a Queima das Fitas, de lidar com todo o tipo de personalidades, artistas, bandas etc., e o trabalho em equipa com colegas magníficos em torno de um objectivo comum foi de facto a experiencia mais espectacular e inesquecível que algum dia tive o prazer de estar envolvido.

Contudo, e experiencias de lado, hoje sou só mais um entre milhares de outros jovens portugueses que decidiram fazer a vontade a alguns irresponsáveis políticos em emigrar e contribuir para a riqueza das economias de outros países.  

Neste texto adoraria apenas focar as vantagens e pontos positivos das associações académicas e a sua importância no consequente mercado de trabalho, no entanto penso que todos nós sabemos bem o quanto estas são benéficas e quão essenciais são aos meios estudantis.

É indiscutível o valor e a importância das associações académicas a todos os níveis, quer o que elas representam historicamente quer principalmente o que elas significam no âmbito cultural, desportivo e da tradição para as cidades e comunidades onde se encontram, quer mesmo para o próprio país... É simplesmente imensurável. Diga-se que a cidade de Coimbra teria sem duvida menos encanto, se não tivesse a constante dinamização da AAC e das suas 16 secções culturais e 26 desportivas, grupos académicos, organismos autónomos e até mesmo das festas académicas, Latada e Queima das Fitas.

Até aqui tudo bem. O problema que eu queria chamar atenção tem a ver com a forma como estas associações são, por vezes, encaradas por certos dirigentes associativos. Da minha experiencia algumas ilações tirei, é que de tantas pessoas com quem me relacionei pela minha passagem pelo associativismo estudantil, só encontrei dois tipos de personalidades e feitios: a) as que estavam lá por amor a camisola e aos projectos que abraçavam sem sequer pensar em quaisquer contrapartidas e b) as que só lá estavam por motivos pessoais, e pior do que tudo por ambições políticas e partidárias. Infelizmente este é um problema que é transversal a todas as associações académicas do país.

Mas como diz o ditado “o exemplo deveria vir de cima”, e a verdade é esta, de cima não tem vindo grande coisa nos últimos anos, a nossa sociedade está doente e apática, e muitos dos nossos dirigentes políticos são oportunistas e incompetentes. Então porque é que certos dirigentes associativos deveriam ser diferentes e pensar noutras coisas sem ser neles próprios?

Faz-me uma certa confusão a forma como muitas pessoas olham para as associações, federações e núcleos académicos, mas mais confuso fico quando as mesmas pessoas, com 20 e poucos anos, as vejam meramente como trampolins para cargos remunerados (ou não) em partidos políticos, Jotas, empresas públicas e até mesmo para os gabinetes dos ministérios e secretariados de estado, para que dessa forma se tornem políticos profissionais a tempo inteiro e evitem a tão árdua passagem pelo mercado de trabalho. (Note-se que muitos dos nossos deputados e governantes seguiram a risca o que mencionei, dando inclusive origem a tão célebre expressão “Jobs for the boys”).

A meu ver, a também infeliz promiscuidade entre as direcções das associações académicas com os partidos políticos e as juventudes partidárias em nada ajuda a melhorar este cenário. Os joguinhos do poder da treta que muitos jovens politiqueiros com cérebros formatados de um discurso fácil, dotados de técnicas de cacique ensinadas pelos seus mentores políticos utilizam nas campanhas eleitorais das associações académicas para que desta forma arranjem mais umas quantas assinaturas e afiliações e posteriormente possam controlar e manipular as mesmas associações, deixam-me tão desiludido como os demais que se deixam levar facilmente por falsas promessas de manjedouras políticas. 

Posto isto, não quero que o meu discurso seja mal interpretado e muito menos “que paguem os justos pelos pecadores”. Não critico pessoas. Critico sim ideias, manias e defeitos que se foram acomodando na nossa sociedade ao longo dos tempos sem que nos dessemos conta e que são tratados levianamente de como se fizessem parte do nosso ADN. Que fique bem claro que tenho o maior apreço e respeito por todos os dignos dirigentes associativos, que tanto do seu tempo pessoal dedicam, e as grandes causas da comunidade estudantil e civil que abraçam. (Aos outros é que nem tanto).

Por ultimo, as associações de estudantes em todo o seu esplendor e eclecticismo são excelentes dinamizadoras dos meios estudantis e revelam-se fulcrais no desenvolvimento pessoal de particularmente por quem por elas passa. As associações formam, educam e ensinam e são sem dúvida mais enriquecedoras do que qualquer estágio ou experiência profissional não remunerada. Sensibilizam, organizam e mobilizam mais do que qualquer outra entidade e possuem um portentoso activo que ninguém pode controlar ou mandar calar, “Jovens Irreverentes”. Esses são os que mais fazem falta, os que ousam por paixão e dedicação, e os que acreditam que o que está mal pode mudar.

Luís Soares
(Independente partidário, relativamente dependente das vitórias do FCP)  

domingo, 6 de maio de 2012

Tema do Mês - Maio: Política e Religião

Aí está o Tema do Mês de Maio: Política e Religião ou Religião e Política, como preferirem! Dando seguimento ao espaço Tema do Mês, trazemos em Maio quatro novos convidados com 4 diferentes perspetivas em torno da ligação (existente? Saudável? Divergente?) entre política e religião. Num primeiro momento, sendo absolutamente honesto, surgiu como um reflexo à afirmação "Ora bem, Maio é o mês de Maria". Daí, subitamente, cresceu para uma ideia sólida e bem fundamentada de uma associação interessante e deveras em voga nos dias que correm. Passando bem além do "mês de Maria", é, de facto, um assunto com amplo destaque na sociedade atual: a questão dos feriados e da sua supressão, a discussão em torno de questões como interrupção voluntária da gravidez, adoção por casais homossexuais, entre outras, são temáticas que conduzem à reflexão da influência da religião na política atual (nunca esquecendo o indelével impacto que a religião teve e tem na formação do nosso ADN cultural). Um recente estudo da Universidade Católica Portuguesa deixou mesmo evidente a evolução decrescente da prática religiosa e do número de fieis. Como tal, penso ser pertinente trazer este conjunto de convidados que podem fomentar o debate em torno da dicotomia política-religião.
Não se pretende considerar apenas a religião católica como a religião que merece o espaço de discussão do blogue, todavia, para a ocasião em questão, considerou-se como a religião mais relevante para o público-alvo almejado.
Podem esperar textos que refletem os conjuntos de vivências de cada um dos autores conjugados, de forma simbiótica, com as perspetivas concetuais e ideológicas que cada um transporta consigo.
Em suma, teremos um contributo que enveredará pela visão religiosa do socialismo - um contributo muito interessante do José Vieira; um outro que fará uma realista ponte entre a vida política e a vida associativa cristã de um jovem marcoense - Ricardo Soares; enriqueceremos o tema através do contributo de um "especialista" - Rui Teixeira, teólogo e professor de educação moral e religiosa católica; por fim, contaremos com a valiosa ajuda do Padre Manuel Fernando, para conferir uma abordagem mais experimentada e vivenciada da temática.
Aguardamos pelas vossas opiniões...