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segunda-feira, 22 de junho de 2015

«A nossa proposta é simples, eficaz e mutuamente vantajosa.»


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Tenho pena. Pena que os meus governantes insurjam as suas vozes inócuas contra os que transpõem o verdadeiro conceito de democracia, que elevam a sua força além e que não se submetem a um injustificável e redondo não.

E sobretudo é de admirar o gesto nobre com que Varoufakis reconhece os erros do seu país no passado, reconhece que é necessário um conjunto de reformas estruturais para incutir nos gregos uma maior responsabilidade. Tudo isso é possível, mas sem destruir as vidas que estes credores tão massivamente destroem.

Está aqui tudo. Todo o percurso do novo governo grego está, em linhas gerais, nesta publicação de Varoufakis. Como disse, não se escondem nas traseiras da covardia, não se mantêm inertes na demagogia, antes se impregnam de propostas e de vida nova para a União Europeia.
Têm todo o meu apoio. Enquanto alguns lutam pelo seu povo, o meu Chefe de Estado, de nome Cavaco Silva, diz numa visita à Roménia: «Façam um bom oó».

A diferença reside num homem que de político nada tem e que da política nada quer, para um ignóbil que fez do seu percurso politiquice e sempre em interesse e beneficio próprio.

Álvaro Machado - 00:47 - 22-06-2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Não nos rendemos.



Uma palavra de apreço a estes dois senhores que têm lutado pelos seus cidadãos, pelos interesses do seu país e sempre com a intenção de fazer um acordo com os parceiros internacionais.

Recusam a austeridade e recusam-na afincadamente, apesar de terem cedido em algumas das exigências europeias (porque numa união verdadeira há-que saber exigir e ceder no tempo adequado). A austeridade provou-nos como tornar um país já de si vulnerável ainda mais desprotegido, com mais assimetrias e sem mais nenhuma alternativa senão cortes em sectores sensíveis como o são as pensões.

Força. Não cedam perante pressões e interesses económicos. Se o impasse são 2 mil milhões de euros, batam-se de frente, com propostas além-austeridade e não pré-concebidas, porque uma união é mais do que credores, economistas e moralizadores. Uma união é ajudar os que estão no chão a erguer-se novamente, plenos de vitalidade.

Álvaro Machado - 01:20 - 19-06-2015