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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Norte por Jorge Fiel


Na sua coluna semanal, Jorge Fiel, relembra um episódio pessoal como forma de aludir à situação atual do Norte... Cabe-me apenas transcrever o excerto do texto intitulado "Com um O de Otário na Testa":

"Veio-me este episódio à lembrança ao rever indicadores económicos que me levam a desconfiar que os sucessivos governantes instalados em Lisboa têm a capacidade do porteiro do Sheik e veem O, de otários, gravados na testa dos 3,7 milhões de nortenhos.

Apesar de habitarmos em apenas 23% do território e sermos 35% da população, produzimos 40% do VAB (Valor Acrescentado Bruto), temos uma balança comercial excedentária (a taxa nortenha de cobertura de importações pelas exportações é de 129%, contra uma média nacional de 74%), representamos 50% do emprego industrial - e somos, desde 99, a região mais pobre do país, com um rendimento per capita de 80% da média nacional e 65% da comunitária. Já é tempo de pôr um ponto final a este abuso."

Podem ler o artigo completo aqui.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Marcoenses constantemente prejudicados

As notícias negativas em torno da realidade marcoense sucedem-se! Acerca de vários aspectos e em diferentes quadrantes do nosso concelho!

1. O Mercado Municipal
A JS Marco de Canaveses já tinha alertado para a problemática realidade deste espaço marcoense. Senão veja aqui e aqui. A atenção do executivo continuou centrada noutros assuntos... Talvez este não seja importante ou não tenha relevo suficiente no contexto eleitoral (leia-se "não dá votos"!!), a verdade é que a resolução dos problemas inerentes a este espaço é da RESPONSABILIDADE da Câmara Municipal. Contudo acção... Nem vê-la! Pior que isso... Aquando da notícia do JN referente a esta temática (imagem), a JS interveio através da Rádio Marcoense, pode ouvir-se aqui e aqui. Também o fez o Vereador José Rocha, em representação do executivo da Câmara Municipal. No fim destas intervenções ficaram registadas as palavras do Vereador: "O problema já está resolvido"!! Referia-se ao facto de alguns vendedores terem acedido as valores estipulados!! Mas o problema está longe de estar resolvido!! Muito! Como é possível dizer que está resolvido o problema sem que nada faça nesse sentido? Apenas voltou a realizar o concurso (com os mesmos valores) dos lugares de venda, ignorando o facto de os vendedores precisarem dele para obter algum rendimento! Claro está que acederam... Vergados pela necessidade de rendimentos! É triste a posição de um executivo que nada faz, não sai dos seus gabinetes, não escuta os Marcoenses, não labora junto deles (apenas "para eles" diz o executivo!)... Nós queremos e exigimos muito mais... Por isso estamos a TRABALHAR, a FAZER!! E a mais não somos pagos para isso... Apenas gosto pela nossa terra, vontade de ter um Marco melhor!

Vem agora o Correio da Manhã noticiar o "problema resolvido"... Dando conta das sobretaxas aplicadas pelo executivo aos comerciantes! Nas palavras de António Faria "Aplicaram-nos taxas abismais como forma de nos mandar embora"!! Mas que Câmara Municipal é esta?? Não quer o Mercado Municipal? Não quer os vendedores que lá estão?? Tem alguma solução no horizonte que todos desconhecemos? Tem algum plano de dinamização do Mercado Municipal?? Estas são perguntas legítimas... E que o Executivo, de forma esquiva, se recusa a perguntar!!

São, com tudo isto, os Marcoenses que ficam prejudicados!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Centralização: Lisboa põe Portugal a arder

Queria só sublinhar estas palavras de Jorge Fiel num artigo de opinião no JN. Parecem-me números algo elucidativos: poucos mas bons, curtos e grossos!

O modelo centralista de pôr todas as fichas em Lisboa, partilhado por todos os partidos do arco da governação, é o responsável por 2000-2010 ter sido a pior década de Portugal desde 1910-20 - anos terríveis em que vivemos uma guerra mundial, golpes de Estado e a epidemia da gripe espanhola.

Na primeira década deste século, o crescimento médio anual da nossa economia foi de 0,47%, apesar do afluxo diário médio de seis milhões de euros de Bruxelas, que valiam todos os anos 2% do PIB.

Já ultrapassado pelo Alentejo e Açores, o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB, logo a seguir a Lisboa e Vale do Tejo, com uns 36% enganadores, já que aí está contabilizada a produção feita noutras partes do país pelas grandes companhias nacionais e multinacionais com sede na capital.