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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve Geral: Inconformismo vs Indignação



Hoje é dia de greve geral, uma greve com o selo conjunto da UGT e da CGTP. Hoje é dia de greve e eu escrevo estas palavras da forma mais leviana e ligeira possível: tenho o luxo do meu portátil para as elaborar e o conforto do meu sofá para as ruminar! Outros não terão… IMPORTANTE NÃO ESQUECER ISTO!!
A greve é, inexoravelmente, um direito… Mas hoje, dia 24 de Novembro de 2011, é um dever!! Todos, enquanto Portugueses, temos o direito a manifestar as nossas preocupações e a denunciar as injustiças sociais, mas hoje, enquanto Portugueses, temos o dever de sair à rua e denunciar a uma só voz o estado de sítio social em que se encontra a nossa nação. Não se trata de uma questão de classes (como foi o caso dos professores), trata-se, isso sim, de uma questão de valores: de idoneidade e de exigência.
Esta Greve Geral tem de acontecer e é preponderante que aconteça com uma adesão massiva (apesar dos métodos ilegalmente utilizados para a tentar limitar) por parte dos Portugueses. É importante levantar a voz e reclamar aquilo que está a ser injustamente retirado (que ninguém tenha dúvidas que é injustamente retirado). Mas, aqui e agora, entra uma questão fulcral: estamos inconformados ou estamos indignados?
Considero eu (não esquecer que esta opinião é absolutamente “pessoal e intransmissível”) que quem está indignado não deve exercer o seu direito à greve! Porquê? Porque a indignação, a meu ver, não é positiva ou construtiva. A indignação é natural, mas é também limitadora dos horizontes da razão. Aqui e agora, chega a hora do inconformismo!
Quem se sente inconformado DEVE exercer o direito à greve! Porquê? Porque todos os Portugueses que estejam inconformados têm no seu pensamento o contexto em que este greve ocorre, as imposições externas que se abatem sobre nós e as potencialidades deste país “à beira mar plantado”. Recentemente, Mário Soares e também Luís Amado fizeram referência à necessidade de inconformismo e da sua preponderância nesta greve, em lugar da antiquada indignação! Pois eu subscrevo essas referências e julgo que elas são fulcrais, pois todos nós, enquanto Portugueses, temos o dever de estar inconformados com o actual estado de sítio social: os cortes nos subsídios, os GRITANTES cortes nos passes sociais, a reestruturação danosa da RTP, as privatizações a preço de saldo, etc., etc. Mais que estar inconformados com estas medidas precárias devemos estar inconformados com a classe política (uns partidos afirmam que não têm responsabilidades na actual situação – PSD, CDS – outros assobiam para o lado – BE, CDU – e outro ainda não sente no capote, quando devia, o peso da água – PS), com os valores que predominam na sociedade (desde empresários a funcionários) e com os horizontes que se vislumbram (austeridade sobre austeridade… Falta a luz ao fundo do túnel!).
Enquanto Coordenador Concelhio da JS Marco Canaveses (mais ainda enquanto Português) sinto-me realmente INCONFORMADO com tudo isto! Pretendo trabalhar arduamente para que a classe política mude paradigmas e formas de agir, mude valores e destrua lobbies, para que a sociedade funcione muito para além do LUCRO, do SUCESSO e da RIQUEZA e para que, com isso, possamos redefinir os horizontes. É óbvio que não o vou conseguir… Mas não consigo passar por cá sem deixar de o tentar. É demasiado importante para que se “deixe andar”, é demasiado importante para que se confie aos outros!
A Greve Geral tem, para mim, esse significado e esse fim, pode não o ter para outros, reconheço, mas é um Portugal demasiado mau este em que nos encontramos, de tal forma que a Greve Geral é mandatória: FAZER GREVE PELOS MOTIVOS CERTOS!
Alguns não se podem dar ao luxo de fazer greve… Mas todos devemos dar o nosso contributo para o país que ambicionamos. Uma forma de dar esse contributo é intervir, mexer com o meio, introduzir novas variáveis e procurar mudar a forma de fazer política… Ainda outras formas existem (numa próxima oportunidade as abordaremos)! A JS Marco de Canaveses está a tentar fazê-lo (espero eu) da melhor forma… Mas todos são poucos para tamanho projecto (não fiques INDIGNADO no café a refilar)! Junta-te a nós a construir o amanhã e a fazer MUITO + QUE POLÍTICA!

sábado, 1 de outubro de 2011

Vai acontecendo...

Nos dias que correm, torna-se cada vez mais necessário que o povo saia à rua. Não para uma qualquer manifestação sindical, como as que hoje ocorreram, mas para que seja feito um aviso sério a este governo. As medidas que têm vindo a ser tomadas e que põem fim à justiça social, a falta de respeito que tem havido para com os portugueses e a falta de coragem para implementar políticas que permitam um desenvolvimento sustentado do país têm corrompido as esperanças depositadas neste novo governo. 
Nesta matéria, os presidentes das Câmaras Municipais de todo o país têm a sua parte de responsabilidade. São os representantes do poder em cada município, têm a obrigação de zelar pelo interesse dos seus concidadãos, independentemente dos interesses partidários. A política local tem de ser repensada e alvo de maior fiscalização. 
De resto, os últimos dias têm sido marcados pela polémica do buraco financeiro descoberto no arquipélago da Madeira. Neste caso, estou ansioso por ver o desenrolar do caso na justiça portuguesa. A independência da região autónoma ficou agora adiada na agenda de Jardim, pelo menos até ao dia em que um governo como o de Guterres liquide a fatura da Madeira. Ficamos à espera...
De referir ainda que, por cá, na próxima sexta-feira, dia 7, a JS Marco dará voz aos marcoenses numa iniciativa inédita junto aos Paços do concelho do Marco de Canaveses, na Alameda Dr. Miranda da Rocha. Junta-te a nós pelas 22 horas. Vamos mudar o Marco, rumo ao futuro!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A utopia de um inconformismo realista


               O ser humano é caracterizado por muita coisa! E uma característica muito comum é o comodismo/conformismo. Então nós, portugueses (a começar por mim), estamos na linha da frente. Muitos de nós, para mexerem uma palha que seja, necessitam de um agente activo que provoque um estímulo, não fazem nada sem uma boa motivação ou  sem que alguém dê o primeiro passo. Por isso, só quando estamos perante situações extremas, quando estamos no limite, é que evoluímos, pois só pensamos nas questões quando nos deparamos com uma crise radical, quando verificamos uma alteração do modo de funcionamento e interacção com os outros e o meio! Quando a sobrevivência é ameaçada e os problemas são insuperáveis é que acordamos e tentamos modificar o estado de coisas: na teoria de Darwin ”a necessidade faz a adaptação”.
                Razão pela qual devemos encarar esta época difícil de crise económica e as suas consequências não como o fim da linha, mas sim como sendo uma altura de oportunidades: a altura de todas as mudanças. Estamos confrontados com a decisão de olhar para o passado, corrigir os erros e evoluir, ou então fechar os olhos e laissez-faire, e ver o futuro ofuscado por um monstro que ajudamos todo este tempo a alimentar.
       Esta é a altura de todos participarmos activamente na sociedade, fazendo ouvir a nossa voz para que, juntos, possamos construir um futuro mais risonho. Chegou a hora de romper com antigos padrões mentais, a hora acabar com a falsidade, de implorar para que todos, independentemente das ideologias e convicções, sejam sérios e honestos e não se deixem corromper pelo poder... HAJA TRANSPARÊNCIA. A integridade nunca matou ninguém e só quando algo for feito nesta área poderemos sonhar com uma sociedade mais justa e melhor. Enquanto tudo permanecer igual, continuaremos a ser uns bons robôs.
                 Causa utópica dirão muitos, mas se também muitos formos a travar esta luta, tudo pode ser possível! Quem sabe se, talvez um dia, muitas das promessas eleitorais sejam cumpridas: sejam realidade (isto sim uma verdadeira utopia).

Sérgio Carneiro